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Sunday, April 1, 2018

PT - GUERRA NUCLEAR: 7.3 A B61-12, a nova bomba nuclear USA para a Itália e para a Europa

MANLIO DINUCCI



“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O PRIMEIRO DIA
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



7.3  A B61-12, a nova bomba nuclear USA para a Itália e para a Europa

A nova bomba nuclear B61-12 que, segundo o programa do Pentágono, em 2020, substitui a B61 instalada em Itália e noutros países europeus, não é uma simples versão modernizada da precedente. É uma nova arma nuclear polivalente, que substitui no arsenal nuclear USA, as bombas B61-3, -4-, -7, -10.

A B61-12 tem uma ogiva nuclear com quatro opções de potência seleccionáveis. No momento do lançamento, é escolhida a potência da explosão nuclear segundo o objectivo a atingir: por exemplo, a potência máxima, para destruir completamente uma cidade, tornando uma vasta área radioactiva; a potência mínima, para destruir apenas uma zona, provocando uma radioactividade menor.


A B61-12 também tem a capacidade de penetrar no sub-solo e de atravessar cimento armado, explodindo em profundidade, para destruir os bunkers dos centros de comando e outras estruturas subterrâneas e, assim «decapitar» o país inimigo num first strike nuclear. De maneira diferente da B61, lançada na vertical sobre o objectivo, a B61-12 é lançada à distância e, através do kit da cauda, dirige-se para o objectivo guiada por um sistema via satélite.

O perigo desta nova arma, fruto da «modernização» das forças nucleares americanas, é evidenciado pelo General James Cartwright, já na chefia do Comando Estratégico dos Estados Unidos, responsável pelas armas nucleares: «A modernização poderia mudar o modo como os comandos militares valorizam os riscos que derivam do uso das armas nucleares». Por outras palavras, Cartwright e outros peritos advertem que, «as armas nucleares de menor potência e de maior precisão, aumentam a tentação de usá-las, mesmo em primeiro lugar, em vez de usá-las apenas como represália».

Esta afirmação é confirmada pela FAS, Federação dos Cientistas Americanos: «A alta precisão e a possibilidade de usar ogivas menos destrutivas podem levar os comandantes militares a pressionar o botão porque, num ataque, se usarem a bomba nuclear, saberiam que a queda radioactiva (fallout) e o dano colateral seria limitado».

O programa do Pentágono prevê a construção de 500 bombas B61-12, com um custo estimado em 10 biliões de dólares  (cada bomba chega a custar o dobro de quanto custaria se fosse construída completamente em ouro). Os múltiplos componentes da B61-12 são projectados e testados nos laboratórios nacionais de Los Alamos e Albuquerque (Novo México), de Livermore (Califórnia), e produzidos em série nas fábricas no Missouri, Texas, Carolina do Sul, Tennessee. Junta-se a estas a secção da cauda para a orientação da precisão, fornecida pela Boeing.

Não se sabe quantas B61-12 serão instaladas na Europa e na Turquia, para substituir as B61, cujo número efectivo foi sempre mantido em segredo. As estimativas aproximadas da FAS indicam 70 B-61 em Itália, 50 na Turquia, 20 respectivamente  na Alemanha, Bélgica e Holanda. Não se pode excluir que, dado o crescente confronto militar com a Rússia, as B61-12 destinadas à Europa não sejam mais do que as precedentes B-61.

Fotos via satélite, divulgadas pela FAS, mostram que foram efectuados trabalhos de reestruturação para aumentar a «segurança» das bases de Aviano e Ghedi Torre, tendo em vista a instalação das B61-12. Foram efectuados trabalhos análogos na base aérea alemã de Buchel, e noutras duas bases na Bélgica e na Holanda e na base turca de Incirlic.

Testes efectuados no polígono de Nellis, no Nevada, em 2017, mostram que a  B61-12 pode ser lançada de um caça F16C/D, tipo dos que a 31sr Fighter Wing, instalada em Aviano e de caça-bombardeiros Tornado PA-200, tipo dos usados pelo 6º Esquadrão da Força Aérea Italiana, distribuídos em Ghedi (Brescia). Estes aviões permitem lançar a bomba com trajectória balística. Para orientar a bomba através do kit da cauda, são necessários aviões americanos dotados de sistemas digitais especiais: os caças F-35 A, que a Força Aérea Italiana também recebe e o caça F-15E; o bombadeiro B-2 Spirit e o novo bombardeiro B-21.

Não está excluído que as B61-12 sejam instaladas não só em Aviano e Ghedi, mas também noutras bases USA/NATO, em território italiano. Os resultados das inspecções periódicas para controlar como as armas nucleares são geridas, mantidas e supervisionadas são, desde 2017, top secret: decidiu o Pentágono, declarando que desse modo «se impede que os adversários saibam muito a respeito da vulnerabilidade das armas nucleares USA». Na realidade, comentam os peritos da FAS, os relatórios das inspecções até agora divulgados não tinham dados classificados.  No entanto, surgiram problemas relativos à segurança das armas nucleares e ao comportamento do pessoal ligado à gestão das mesmas. Assim,hoje ninguém, além de um pequeno círculo no Pentágono,  pode ter conhecimento sobre o grau de segurança dos sítios, como Aviano e Ghedi Torre, em que estão distribuídas as armas nucleares americanas. No entanto, o objectivo fundamental da decisão do Pentágono é outro: Não dando conhecimento onde se fazem as inspecções, eles não revelam mais, nem indirectamente, onde estão instaladas as armas nucleares. Isto diz respeito não só às instalações em território americano, mas, sobretudo, às dos outros países, entre os quais a Itália.

O facto de que, nos exercícios de guerra nuclear NATO se realizassem em Ghedi, em 2014, tivessem tomado parte, pela primeira vez, pilotos polacos com caça-bombardeiros F-16C/D, indica com toda a probabilidade, que as B61-12 também vão ser instaladas na Polónia e noutros países de Leste. Caças NATO de dupla capacidade, convencional e nuclear, são deslocados, em rotação, nas repúblicas bálticas, junto às fronteiras da Rússia.

A seguir: 

7.4  A escalada USA/NATO na Europa

Ler este sub-capítulo e os precedentes em

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos

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