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Saturday, December 28, 2019

PT --Full Spectrum Dominance -- Capítulo Onze -- Parte 2

CAPÍTULO ONZE -- Parte 2


Africom, China e Guerras de Recursos/Matérias Primas
Apenas algumas semanas após o Presidente George W. Bush assinar a Ordem que criou o AFRICOM, o novo comando militar dos EUA dedicado à África, vários acontecimentos sinistros eclodiram no continente rico em minerais. Essas ocorrências sugeriam que um programa importante da Presidência Obama seria concentrar os recursos dos EUA - militares e outros – para lidar com as quatro áreas principais de África: a República do Congo; o Golfo da Guiné, rico em petróleo; a região de Darfur, rica em petróleo, no sul do Sudão; e cada vez mais, a “ameaça de pirataria” da Somália às rotas marítimas, no Mar Vermelho e no Oceano Índico. (21)
O continente africano contém o que a maioria dos geólogos acredita ser a riqueza mineral mais abundante do planeta. Com a China, a Rússia, a Índia e outros 'rivais' potenciais dos EUA a começar a desenvolver laços com várias nações africanas e com as suas matérias-primas, a resposta de Washington foi clara – prevalecer pela força militar.
A República Democrática do Congo tinha sido renomeada de República do Zaire, em 1997, quando as forças de Laurent Désiré Kabila (pai do Presidente Joseph Kabila) tinham terminado os trinta e dois anos do reinado de terror de Mobutu. Os moradores continuaram a designar o país como Congo-Kinshasa.
Mapa
O Grande Vale da Fenda (Rift), em África, possui a maior concentração de matérias primas do mundo e, consequentemente, é a causa das guerras pelo controlo das mesmas.

Sunday, November 10, 2019

PT --Full Spectrum Dominance -- Capítulo Onze -- Parte 1

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ou
DOMÍNIO DA UNIVERSALIDADE

CAPÍTULO ONZE -- Parte 1
Full Spectrum Dominance ou Loucura Completa?
‘Potencialmente, o cenário mais perigoso seria uma grande coligação da China, Rússia e talvez do Irão, uma coligação 'anti-hegemónica' unida não pela ideologia, mas por queixas complementares ...
Para evitar essa contingência ... será necessário uma exibição da prontidão geo-estratégica dos EUA, simultaneamente, nos perímetros ocidental, leste e sul da Eurásia, . '
- Zbigniew Brzezinski, Conselheiro do candidato Obama (1)

 Geopolitica Euroasiática
Durante os oito anos da presidência de Bush, a escala das despesas militares dos EUA passou por uma transformação radical. O orçamento oficial anual do Pentágono, incluindo as guerras do Iraque e do Afeganistão e as suas consequências sangrentas, aumentou para além de todos os precedentes. No ano fiscal de 2001, antes da declaração da Guerra ao Terror influenciar as despesas, o Pentágono gastou 333 biliões de dólares em armas e mão-de-obra em todo o mundo para “defender a democracia” e acima de tudo, o que foi definido como os “interesses da segurança nacional” dos EUA. Em 2009, a soma anual mais do que duplicou, quando as despesas do Iraque e do Afeganistão foram incluídas, subiu para 711 biliões de dólares. (2)
Em comparação com o resto das despesas militares no mundo, os montantes gastos por Washington foram ainda mais impressionantes. Os Estados Unidos eram, de longe, o líder global em despesas militares: em 2008, despenderam mais do que os 45 países que, juntos, tinham os maiores gastos do mundo. O Pentágono e o orçamento correspondente representavam 48% do total das despesas militares do mundo, quase metade de cada dólar militar. Comparados com os rivais em potência, os EUA empregaram nas suas forças armadas quase seis vezes mais que a China, dez vezes mais do que a Rússia e quase cem vezes mais que o Irão. A China, com o segundo maior orçamento de defesa do mundo, gastou 122 biliões ou, aproximadamente, um sexto da despesa militar dos EUA.
Quando os orçamentos militares combinados dos Estados Unidos e de todos os seus aliados da NATO, bem como dos principais aliados no Pacífico - Japão, Coreia do Sul e Austrália - foram totalizados, a aliança dominada pelos EUA gastou anualmente 1,1 trilião nas suas forças armadas combinadas, representando 72% do total mundial de despesas militares. (3) Se apenas os dólares e os equipamentos fossem o único critério, o mundo seria, há muito tempo, uma colónia impotente sob o Domínio Total do Espectro dos EUA.
A extensão das bases militares permanentes dos EUA, durante esse período de oito anos, expandiu-se enormemente do Médio Oriente para a Ásia Central, para o Afeganistão, Paquistão e por toda a África. O Pentágono tinha instalado todas as armas do seu arsenal: conquista militar bruta, no Iraque; mudança de regime de “poder brando” para as ditaduras pró-EUA, nas antigas repúblicas soviéticas da Ucrânia e da Geórgia; e apoio a "Estados falidos" como o Kosovo.
O foco estratégico dessa esmagadora formação militar dos EUA foi o controlo de possíveis rivais no continente eurasiático, mais precisamente, da Rússia e da China.
Kosovo: o Estado da Máfia de Washington nos Balcãs

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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