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Tuesday, April 24, 2018

Manlio Dinucci -- L'Arte della Guerra - Falsi made in Usa e bugie made in Italy (EN/PT/IT/FR/SP/DE) - VIDEO



L'Arte della Guerra - Falsi made in Usa e bugie made in Italy (EN/PT/IT/FR/SP/DE) - VIDEO

 

PT- Manlio Dinucci -- A Arte da Guerra -- Setenta anos de sujeição aos USA e à NATO


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A Arte da Guerra

Setenta anos de sujeição aos USA e à NATO

Manlio Dinucci


“Se alguém pensa desligar a Itália dos nossos aliados históricos, que são o Ocidente e os países da NATO, então encontrar-me-á sempre em oposição a isso.  Sobretudo, a Itália e o Movimento 5 Estrelas nunca disseram que se querem afastar dos nossos aliados históricos »: esta declaração do candidato a Primeiro Ministro, Luigi Di Maio, levanta uma questão fundamental que vai para além do actual debate político.(Video entrevista à Otto e mezzo su La7, 16 Abril -- 32:55") 

Qual é o balanço dos setenta anos de ligação da Itália aos seus "aliados históricos"?

Em 1949, com o 5º governo De Gasperi (Democracia Cristã - PLI-PSLI-PRI), a Itália tornou-se membro da NATO, sob comando USA. Logo depois, segundo os acordos secretos assinados por De Gasperi em Washington, em 1947, começou a instalação das bases e das forças dos EUA, com cerca de 700 armas nucleares. 

Durante 40 anos, na estratégia USA/NATO, a Itália está na vanguarda do confronto com a URSS e com o Pacto de Varsóvia e sacrificável em caso de guerra (os EUA também têm preparadas no nosso território, minas atómicas de demolição).

Acabada a Guerra Fria, com a dissolução do Pacto de Varsóvia e da URSS, em 1991, inicia-se em Itália, não um período de paz, mas uma série contínua de guerras na peúgada do seu principal “aliado histórico”. 

Em 1991, com o 6 ° Governo Andreotti (DC - PSI - PSDI - PRI - PLI), a República Italiana participou no Golfo, sob comando USA, na sua primeira guerra, violando o art. 11 da Constituição. 

Em 1999, com o governo D'Alema (ULIVO - PDCI - UDEUR), a Itália desempenha um papel fundamental, com as suas bases e os seus caças-bombardeiros, na guerra da NATO contra a Jugoslávia. 

Em 2003, com o 2º governo Berlusconi (Força Itália - AN - LN - CCD-CDU), a Itália iniciou a sua participação (ainda em curso após 15 anos) na guerra USA/NATO, no Afeganistão.

Também em 2003, com o mesmo Governo, participa na invasão do Iraque, inserida na coligação sob comando USA. 

Em 2011, com o 4º governo Berlusconi (PDL, LN, MPA), a Itália desempenha um papel de primordial importância na guerra da NATO contra a Líbia, na qual participa com 7 bases aéreas, caças-bombardeiros e unidades navais. 

De 2014 a 2018, com o governo Renzi (Partido Democrático, NCD, SC, UCD) e com o governo Gentiloni (a mesma coligação), a Itália participa da escalada USA/NATO contra a Rússia, enviando tropas para a Letónia e bombardeiros para a Estónia.

Ao mesmo tempo, estes e os outros governos, cedem o nosso território ao Pentágono, que o utiliza como uma ponte de comando e de lançamento para operações militares numa vasta área geográfica.

O Comando das Forças Navais USA Europa-África, em Nápoles-Capodichino, às ordens do mesmo almirante americano que comanda a Força Conjunta Aliada, em Lago Patria, cobre metade do Oceano Atlântico e os mares que banham toda a Europa, Rússia e quase toda a África.

As bases americanas de Aviano, Vicenza, Camp Darby, Gaeta, Sigonella e a estação MUOS em Niscemi, destinam-se a operações militares no Médio Oriente, África e Europa Oriental.

Ligada aos EUA, directamente e através da NATO - onde os EUA ocupam,  desde 1949, a posição de Comandante Supremo Aliado na Europa e em todos os outros comandos-chave - a Itália está privada de poder soberano, na política externa. As novas bombas nucleares B61-12, que os EUA irão instalar na Itália a partir de 2020, vão expor-nos a riscos ainda maiores.

Luigi Di Maio assinou o Compromisso ICAN para fazer aderir a Itália ao Tratado ONU sobre a Proibição das Armas Nucleares, portanto, para retirar de Itália as armas nucleares americanas. Será que ele vai manter esse compromisso ou quebra-lo-á para não “desvincular a Itália” do seu principal “aliado histórico”?


Il Manifesto, 24 de Abril de 2018

NO WAR NO NATO

Qualquer pessoa de qualquer país pode assinar esta petição.

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DANIELE GANSER I crimini di USA e Nato spiegati in 14 minuti -- video




Daniele Ganser

Historien suisse, spécialiste des relations internationales contemporaines, enseignant à l’Université de Bâle. Il est l’auteur de l’ouvrage de référence sur le stay-behind : Les Armées Secrètes de l’OTAN.
http://www.voltairenet.org/auteur124764.html?lang=fr It will be my next translation work after Manlio Dinucci's book 'Guerra Nucleare: Il Giorno Prima' that explains clearly the US NATO War Agenda. Two very reliable History masterpieces.

Monday, April 23, 2018

IT -- Manlio Dinucci -- L’arte della guerra -- Settant’anni di sudditanza a USA e NATO


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L’arte della guerra

Settant’anni di sudditanza a USA e NATO

Manlio Dinucci

«Se qualcuno pensa di sganciare l’Italia dai nostri alleati storici, che sono l’Occidente e i paesi della NATO, allora troverà sempre me contrario. L’Italia, e il Movimento 5 Stelle soprattutto, non ha mai detto di volersi allontanare dai nostri alleati storici»: questa dichiarazione del candidato premier Luigi Di Maio (a Otto e mezzo su La7, 16 aprile  -- 32:55"), solleva una questione di fondo che va al di là dell’attuale dibattito politico.

Qual è il bilancio dei settant’anni di legame dell’Italia con i suoi «alleati storici»?

Nel 1949, con il 5° Governo De Gasperi (Democrazia cristiana - Pli - Psli - Pri), l’Italia diviene membro della NATO sotto comando USA. Subito dopo, secondo gli accordi segreti sottoscritti da De Gasperi a Washington nel 1947, inizia lo schieramento in Italia di basi e forze statunitensi, con circa 700 armi nucleari. Per 40 anni, nella strategia USA/NATO, l’Italia fa da prima linea nel confronto con l’URSS e il Patto di Varsavia, sacrificabile in caso di guerra (gli USA tengono pronte sul nostro territorio anche mine atomiche da demolizione).

Finita la guerra fredda con la dissoluzione del Patto di Varsavia e dell’URSS nel 1991, inizia per l’Italia non un periodo di pace ma una serie continua di guerre sulla scia del suo principale «alleato storico». 

Nel 1991, con il 6° Governo Andreotti (DC - Psi - Psdi - Pri - Pli), la Repubblica italiana partecipa nel Golfo sotto comando USA alla sua prima guerra, violando l’Art. 11 della Costituzione. 

Nel 1999, con il Governo D’Alema (Ulivo - Pdci - Udeur), l’Italia svolge un ruolo fondamentale, con le sue basi e i suoi cacciabombardieri, nella guerra NATO contro la Jugoslavia. 

Nel 2003, con il 2° Governo Berlusconi (Forza Italia - AN - LN - Ccd-Cdu), l’Italia inizia la sua partecipazione (tuttora in corso dopo 15 anni) alla guerra USA/NATO in Afghanistan.

Sempre nel 2003, con lo stesso governo, partecipa all’invasione dell’Iraq da parte della coalizione a guida USA. 

Nel 2011, con il 4° Governo Berlusconi (PdL, LN, MpA), l’Italia svolge un ruolo di primaria importanza nella guerra NATO contro la Libia,  a cui partecipa con 7 basi aeree, cacciabombardieri e unità navali. 

Nel 2014-2018, con il Governo Renzi (Partito democratico, Ncd, SC, Ucd) e il Governo Gentiloni (stessa coalizione), l’Italia partecipa alla escalation USA/NATO contro la Russia, inviando truppe in Lettonia e cacciabombardieri in Estonia.

Allo stesso tempo questi e altri governi cedono il nostro territorio al Pentagono,  che lo usa quale ponte di comando e di lancio per operazioni militari in una vastissima area geografica.

Il Comando delle Forze Navali USA Europa-Africa a Napoli-Capodichino, agli ordini dello stesso ammiraglio USA che comanda la Forza congiunta alleata a Lago Patria, copre metà dell’Oceano Atlantico e i mari che bagnano tutta l’Europa e la Russia e quasi l’intera Africa.

Le basi USA di Aviano, Vicenza, Camp Darby, Gaeta, Sigonella e la stazione MUOS di Niscemi servono a operazioni militari in Medioriente, Africa ed Europa Orientale.

Legata agli USA direttamente e attraverso la NATO – in cui gli USA detengono dal 1949 ad oggi la carica di Comandante Supremo Alleato in Europa e tutti gli altri comandi chiave – l’Italia è privata del potere sovrano in politica estera. Le nuova bombe nucleari B61-12, che gli USA installeranno in Italia dal 2020, ci esporranno a rischi ancora maggiori.

 Luigi Di Maio ha firmato l’Impegno ICAN a far aderire l’Italia al Trattato ONU sulla proibizione delle armi nucleari, quindi a rimuovere dall’Italia le armi nucleari USA. Manterrà l’impegno o lo romperà per non «sganciare l’Italia» dal suo principale «alleato storico»? 

Il manifesto 24 Aprile 2018

RÉSEAU VOLTAIRE -- The Skripal Affair: A Lie Too Far?

The Skripal Affair: A Lie Too Far?

Canadian historian Michael Jabara Carley summarizes the various arguments in the Skripal case. It shows that the British authorities probably hide some elements and did not hesitate several times to lie to accuse the Russian Federation. He then drew a parallel with an old English scandal, strangely identical to the present case.
 | MONTREAL (CANADA)  
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On 4 March 2018 it was a nice day in southern England, and the MI6 Russian spy Sergei Viktorovich Skripal and his daughter Yulia stepped out for a stroll, stopped at the local pub in Salisbury, went to lunch at a nearby restaurant, and then took a walk in the park where they collapsed on a park bench. What had happened to them? Did they suffer from food poisoning? Or was Sergei Skripal involved in some dark affaire and the object of a hit by persons unknown, his daughter being an accidental victim?
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The police received a call that day at 4:15pm reporting two people in distress. Emergency services were despatched immediately. The Skripals were rushed to hospital, while the local police launched an investigation. It began to look like attempted murder, but the police urged patience, saying it could take months before they might know what had happened and who, if anyone, was responsible.

Sunday, April 22, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR -- 8.5 A ameaça do terrorismo nuclear

MANLIO DINUCCI




“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O PRIMEIRO DIA
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



8.5  A ameaça do terrorismo nuclear

Em 2017, a Greenpeace apresenta um relatório sobre a segurança das centrais nucleares francesas e belgas, redigido por um grupo de sete peritos internacionais depois de ano e meio de indagações. As conclusões são inquietantes. As 19 centrais nucleares francesas, que têm na totalidade, 58 reactores, estão mal protegidas perante um risco de ataque exterior.

O calcanhar de Aquiles destas centrais nucleares é constituído pelas «piscinas», os tanques de arrefecimento nos quais são armazenadas as barras de combustível nuclear que, depois de serem usadas nos reactores, ainda irradiam calor e são altamente radioactivas. Acontece que as barras são continuamente arrefecidas com água, durante alguns anos, para evitar que a sua radioactividade se liberte na área e se transmita ao ambiente. Cada uma das 58 piscinas dos reactores nucleares franceses contém centenas de toneladas de material radioactivo,uma quantidade duas ou três vezes superior àquela contida no núcleo do reactor.

Se uma piscina fosse danificada por um ataque do exterior, perdendo a água do sistema de arrefecimento, a radioactividade do material que se encontra no seu interior espalhar-se-ia na área, com consequências gravíssimas.

Um ataque do exterior é considerado possível, pelos sete peritos, porque, enquanto os edifícios dos reactores são dotados de protecções reforçadas, as piscinas são mal protegidas. Para demonstrar qual seria a sua vulnerabilidade, alguns activistas do Greenpeace penetraram, em 12 de Outubro de 2017, no interior do perímetro da central nuclear de Cattenom, na Mosella, lançando fogo de artifício, perto de um tanque de arrefecimento de combustível nuclear.

Para garantir uma segurança relativa às 58 piscinas dos reactores nucleares franceses – presumem os sete peritos – dever-se-ia gastar uma cifra compreendida entre 1,6 e 2,26 biliões de euros. Também, para cada uma das quatro piscinas da Central de La Hague, seria necessário entre 11,6 a 22,6 biliões de euros. Seria também necessário reforçar as protecções dos 58 reactores, gastando para cada um, entre 2,7 a 3,8 biliões de euros. A despesa total chegaria a 140-222 biliões de euros, o que é três a cinco vezes superior à despesa prevista para prolongar a vida das centrais nucleares francesas que, envelhecidas, apresentam mal funcionamento crescente e, assim, estão maioritariamente expostas aos acidentes. O estado precário destas centrais nucleares, a maior parte das quais já devia ter sido desmantelada, constitui um perigo não só para a França, mas também para os outros países europeus.

A possibilidade de um ataque terrorista a uma central nuclear em França ou noutro país, ou pior ainda, a um centro de tratamento de combustível nuclear tipo do que existe em La Hague e Sellafield, é real. Confirma-o o facto de que, em 2017, Greenpeace decide fornecer o relatório integral, apenas às autoridades francesas, em sete cópias e de divulgar uma versão «aligeirada» onde estão apagados todos os dados sensíveis, fornecidos pelos sete peritos, que poderia ser útil para a planificação de um ataque terrorista. No entanto, não é necessário ser um perito para compreender como poderia ser efectuado um ataque terrorista contra uma central nuclear. O mesmo seria, caso os camiões que transportam o MOX de La Hague, fossem explodidos ou se um navio carregado de combustível de plutónio fosse explodido no cais ou na água.

Existe uma situação análoga de risco de incêndio ou de ataque terrorista nos EUA, onde as ogivas nucleares, plutónio e urânio enriquecido são transportadas continuamente nas estradas por uma frota de 42 camiões articulados, gerida pelo «Ministério dos Transportes Seguros», uma agência no interior do Departamento de Energia, cuja actividade se esconde sob uma capa de secretismo. Os milhares de armas nucleares americanas, cada uma constituída por cerca de 6.000 componentes, necessitam de controlos periódicos e de intervenções de manutenção. Para realizar essas operações, são enviadas para a Pantex Plant, perto de Amarillo, no Texas, procedentes de diversas instalações militares: pelos silos de mísseis balísticos intercontinentais de Wyoming, Colorado, Montana, Nebraska e North Dakota; pelas bases de submarinos de ataque nos Estados de Washington e Georgia; pelas bases dos bombardeiros estratégicos na Louisiana, North Dakota e Missouri. Na Pantex Plant, as ogivas nucleares são desmontadas e os diversos componentes são transportados, sempre em camiões articulados, para outras fábricas: por exemplo, os componentes de urânio e plutónio vão para o Tennessee e para o Novo México; os cilindros de gás radioactivo vão para a Carolina do sul; as espoletas para o Missouri. Dessas instalações nucleares, os componentes são reenviados para o Texas, onde tornam a ser montados na Pantex Plant. No final, as ogivas nucleares são transportadas, sempre em camiões articulados, para as respectivas bases.

Os 42 camiões articulados, carregados com ogivas nucleares e componentes de plutónio, percorrem todos os anos nos Estados unidos - 5 milhões de quilómetros através de zonas desabitadas, autoestradas e metrópoles super povoadas. Cada camião acompanhado por dois ou três veículos, tendo a bordo uma dezena de agentes armados e os mesmos camiões estão dotados de um sistema de segurança, entre os quais se contam eixos das rodas que explodiriam se um grupo terroristas, eliminada a escolta, tentasse levar o camião articulado. No entanto, este também poderia ser atacado com armas anti-tanque de ogivas penetrantes. Há também dúvidas fundamentadas sobre a fiabilidade do pessoal dos comboios nucleares, na maior parte constituído por antigos comandos das forças especiais e veteranos das guerras do Iraque e do Afeganistão. Como revela um inquérito, efectuado em 2017 pelo Los Angeles Times, estes «correios nucleares», submetidos a turnos extenuantes e treinos esforçados, são afectados por distúrbios do sono e irritabilidade e, em geral, estão descontentes com o seu trabalho, que é mal pago. Um inquérito efectuado em 2010, pelo inspector geral do Departamento de Energia, apurou problemas alcoólicos espalhados entre os «correios nucleares», alguns dos quis são detidos por embriaguês. Os comboios nucleares do «Departamento dos transportes Seguros» são tudo menos seguros.

Efeitos análogos aos de um ataque a uma instalação ou a um comboio nuclear poderiam também ser provocados, ainda que a uma escala menor, por uma arma radiológica, habitualmente designada como «bomba suja»: um engenho explosivo comum embalado com material radioactivo, feito detonar numa zona densamente povoada. Uma arma radiológica é muito mais fácil de construir do que uma arma nuclear, que requer conhecimentos, tecnologia e material físsil (plutónio ou urânio altamente enriquecido) dificilmente disponível, também se não exclui que possa ser fabricado um engenho nuclear rudimentar. Pelo contrário, não é difícil procurar os materiais necessários para fabricar uma bomba suja: as substâncias radioactivas utilizáveis para tal fim (cobalto-60, césio-137, irídio-192, amerício-124 e outros) são empregues em diversos sectores civis, como na medicina, na indústria e na pesquisa científica, em quase cem países . Segundo os dados da Agência Internacional para a Energia Atómica, desde o fim dos anos 90, os furtos de materiais radioactivas aumentaram muito, em alguns casos também o urânio altamente enriquecido e o plutónio, que voltam a ser vendidos, clandestinamente, aos traficantes internacionais.

A possibilidade de realizar uma arma radiológica depende não só da disponibilidade dos materiais radioactivos, mas também dos conhecimentos tecnológicos de quem pretende usá-los. Existe, além do mais, uma vasta gama de possibilidades de usar os materiais radioactivos para ataques terroristas, desde os mais rudimentares aos mais sofisticados. Uma arma radiológica não é uma arma nuclear: esta última tem uma potência explosiva milhões de vezes maior e espalha radioactividade numa área muito mais vasta. O uso de uma arma radiológica para fins terroristas teria, no entanto, efeitos devastadores: ao explodir, provocaria o mesmo número de mortos e feridos de uma bomba convencional mas, nas horas seguintes, observar-se-ia também, que as pessoas que tivessem ficado ilesas na área circundante, seriam atingidas pelas radiações. As consequências seriam proporcionais à quantidade e ao tipo de substâncias radioactivas empregadas. A IAEA classifica os materiais radioactivos em cinco categorias: se bem que os da categoria 5 tenham um grau de perigo relativamente baixo, os da categoria 1 são de tal maneira perigosos que, basta uma exposição de poucos minutos para provocar um resultado fatal. Desta maneira, o efeito desejado estaria assegurado: a notícia da bomba radioactiva provocaria o terror e o caos. Além de fabricar uma bomba suja, as substâncias radioactivas poderiam ser usadas para envenenar o ar, a água potável e os alimentos. A primeira referência desse uso das substâncias radioactivas, encontra-se num memorandum redigido em 1943, pelo General Leslie Groves, Director do Projecto Manhattan, que permitirá aos EUA construir, em 1945, as bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Ele especifíca: «A quantidade de material radioactivo necessário para provocar a morte de uma pessoa que o inala, é extremamente pequena. Foi estimado que um milionésimo de um grama que se acumulasse no corpo de uma pessoa seria fatal. Não são conhecidos métodos de tratamento para esse envenenamento. Não pode ser identificado pelos sentidos. Pode ser espalhado sob a forma de pó ou fumo, finamente pulverizado para penetrar o filtro de uma máscara antiga. Os materiais radioactivos podem ser usados contra grandes cidades, para causar o pânico e provocar vítimas entre a população civil. Os poços e as reservas hídricas poderiam ser contaminados e a alimentação envenenada com um efeito semelhante ao derivado pela inalação do pó. O material radioactivo produzido em quatro dias poderia contaminar 3,7 milhões de litros de água a tal nível, que um litro de água bebida num dia causaria, provavelmente, a incapacidade completa ou morte, no espaço de um mês».

Na primeira metade dos anos quarenta, enquanto estava em curso o Projecto Manhattan, o plano que prevê o uso de armas radiológicas é mantido afastado dos estratégas americanos, caso se demonstrasse impossível realizar armas de fissão nuclear. Por outras palavras, eles planificaram um ataque maciço com armas radiológicas, em particular, contra o Japão. A realização das armas nucleares fez superar esse plano. Posteriormente, as substâncias radioactivas foram usadas para homicídios seleccionados. São como exemplo, as provas científicas de que o líder Yasser Arafat tivesse sido assassinado pelos serviços secretos israelitas, contaminando a água ou os alimentos com uma substância radioactiva. Depois de ter jantado, em 12 de Outubro de 2004, no seu quartel general sediado em Ramallah, Arafat é atingido por uma doença misteriosa e devastadora, que o mata no espaço de um mês (o mesmo tempo previsto pelo General Leslie Groves para provocar a morte de uma pessoa, contaminando a água potável com uma substância radioactiva). Em 2013, uma equipa de cientistas suíços, depois de ter efectuado uma série de análises aos restos de Arafat, publica um relatório de 100 páginas  na qual demonstra ter encontrado níveis elevados da substância  radioactiva, plutónio-210.Não se pode excluir que o plutónio-210, ou outro material radioactivo, possa ser usado, com fins terroristas, para um envenenamento em massa.

Não podemos sequer excluir, entre os cenários possíveis, um «11 de Setembro nuclear»: um avião dirigido que, com um piloto a bordo ou teleguiado, atingisse uma central ou uma instalação nuclear tipo as de La Hague e Sellafield ou a Pantex Plant, com consequências bem mais graves do que o ataque às Torres Gémeas.O objectivo terrorista de tal alcance seria o de espalhar o pânico a uma escala sem precedentes, provocando um grande número de vítimas das radiações e tornando um vasto território inabitável. O seu objectivo poderia também ser o de criar um «efeito 11 de Setembro» ampliado,aproveitando a reacção da opinião pública internacional para desencadear uma «represália», também nuclear, contra o país acusado de ser responsável do ataque terrorista.

A seguir:  

8.6 As nano-armas: potenciais detonadoras da guerra nuclear

Friday, April 20, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 8.4 A ameaça mortal do plutónio e o aviso não escutado de Fukushima

MANLIO DINUCCI



“Copyright Zambon Editore”


GUERRA NUCLEAR
O PRIMEIRO DIA
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe



8.4  A ameaça mortal do plutónio e o aviso não escutado de Fukushima  

A potências nucleares, sobretudo as cinco maiores – Estados Unidos, Rússia, França, China e Grã-Bretanha – possuem, segundo estimativas aproximadas relativas a 2015, 240 toneladas de plutónio e 1.330 toneladas de urânio altamente enriquecido (HEU) para uso militar directo,suficientes para fabricar 80.000 armas nucleares.

Juntam-se a estes cerca de 2.400 toneladas de plutónio proveniente,  juntamente com 40 toneladas de HEU, dos reactores nucleares para a produção de electricidade, situados em 33 países. Este plutónio é suficiente para fabricar 300.000 armas nucleares (com base no cálculo de que são necessários 8 kg por ogiva nuclear) e aumenta quase 50 toneladas por ano. A parte mais facilmente utilizável para fins militares é constituída por plutónio não irradiado: 275 toneladas, equivalentes a cerca de 12% da quantidade total, suficiente para fabricar mais 34.000 armas nucleares. O plutónio não irradiado aumenta cerca de 2 toneladas por ano, suficiente para fabricar 250 novas ogivas nucleares.

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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