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Sunday, June 24, 2018

NA PRIMEIRA PESSOA -- PARTE 2 -- O ALUNO

 





O ALUNO
As entrevistas com a professora de Putin revelam um  estudante com uma mente brilhante. Putin chegava sempre atrasado à escola e não se filiou nos Pioneiros. Mas depois, aos 10 anos, descobriu as artes marciais e, depois de ter lido novelas e ter visto filmes sobre espiões, desenvolveu uma fixação obstinada de ingressar no KGB. Aos 16, dirigiu-se ao quartel general do KGB onde lhe foi dito que tinha de frequentar uma Faculdade de Direito e manter a boca fechada, se realmente quisesse ser espião. Apesar das súplicas e das ameaças dos seus pais e do professor de judo, decidiu fazê-lo.
Recorda-se da Primária?
Nasci em Outubro, por isso, não entrei na escola senão quando tinha quase oito anos. Ainda temos a fotografia no arquivo da família: Estou com um uniforme cinzento, à moda antiga. Parece um uniforme militar e, por qualquer razão, estou de pé com um vaso de flores na mão. Não um ramo, mas um vaso.
Queria ir para a escola?
Não, não propriamente. Gostava de brincar ao ar livre, no nosso pátio. Havia dois pátios juntos, como um poço de ar e a minha vida decorria aí. Às vezes a minha Mãe surgia à janela e gritava “Estás no pátio?” Eu estava sempre lá. Desde que não fugisse, podia brincar no pátio sem pedir permissão.
E nunca desobedeceu, nem uma vez?
Quando tinha cinco ou seis anos, fui até à esquina da rua principal sem consentimento. Foi no Primeiro de Maio. Olhei à volta. As pessoas surgiam fazendo muito barulho. A rua estava muito animada. Estava mesmo um pouco assustado.
Então, num inverno, quando era um pouco mais velho, os meus amigos e eu, decidimos sair da cidade sem dizer nada aos nossos pais. Queríamos fazer uma viagem.
Saímos do comboio, algures e estávamos completamente perdidos. Fazia frio. Tínhamos trazido alguns fósforos e tentámos fazer uma fogueira. Não tínhamos nada para comer. Ficámos completamente gelados. Voltámos para o comboio e fomos para casa. Apanhámos de cinto por essa façanha. E nunca mais quisemos fazer outra viagem.
Então nunca mais procurou aventuras?
Durante algum tempo. Especialmente quando fui para a escola. Frequentei a Escola no. 193, que estava na mesma rua da minha casa, a cerca de 7 minutos a pé, da primeira até à oitava classe. Chegava sempre atraso, durante a primeira classe, pois mesmo no inverno, não vestia muitos agasalhos. Demorava muito tempo a vestir-me, a correr para a escola e depois tirava o casaco. Então, para poupar tempo, nunca vestia o casaco e disparava para a escola como uma bala e sentava-me na minha carteira.
Gostava da escola?
Durante algum tempo. Enquanto diligenciei ser, como é que hei-de referir? O líder tácito.  A escola era muito perto da minha casa. O nosso pátio era um refúgio seguro, e isso ajudou.
As pessoas prestavam-lhe atenção?
Não tentei comandar os outros. Era mais importante preservar a minha independência. Se tivesse de comparar com a minha vida de adulto, diria que o papel que desempenhei em criança era como a função da área judicial e não do ramo executivo. Enquanto funcionei dessa maneira, gostei da escola. Mas não durou para sempre. Em breve, tornou-se evidente que as minhas capacidades do pátio não eram suficientes e comecei a praticar desporto. E para manter o meu estatuto social tinha de começar a ter bom aproveitamento na escola. Para ser sincero, até à sexta classe, tinha sido um aluno muito imprevisível.
Vera Dmitrievna Gurevich:
Conheci Volodya quandi ainda frequentava a quarta classe. A professora, Tamara Pavlovna Chizhova disse-me uma vez: “Vera Dmitrievna, fica com a minha classe. Não são maus alunos.”Fui visitar a classe e organizei um club de língua alemã. Foi interessante ver quem apareceu. Vieram cerca de 10-12 alunos. Tamara Pavlovna perguntou quem estava lá. Disse-lhe: “Natasha Soldatova, Volodya Putin . . .Ela ficou surpeendida. “O Volodya também? Nem parece dele.” Mas ele demonstrou muito interesse pelas lições.
Ela disse: “Bem, espera e verás.” Perguntei: “O que queres dizer com isso?” Ela respondeu que ele era demasiado manhoso e desorganizado. Nem sequer estava nos Pioneiros.
Habitualmente, era-se aceite nos Pioneiros na terceira classe. Mas o Volodya não porque era muito astuto. Algumas classes estudavam Inglês e outras Alemão. O Inglês estava mais na moda do que o Alemão e havia mais aulas de Inglês. Volodya acabou na minha classe. Na quinta classe, ele ainda não se tinha evidenciado, mas senti que ele tinha potencial, energia e personalidade. Vi o seu grande interesse pela língua. Aprendeu-a facilmente. Tinha muito boa memória e uma mente rápida.
Pensei: Este miúdo vai ser alguém. Decedi dedicar-lhe mais atenção e desencorajei-o a conviver com os rapazes da rua. Tinha amigos na vizinhança, dois irmãos de apelido Kovshov e costumava andar com eles, a saltar dos telhados das garagens e dos barracos. O pai de Volodya não gostava muito disso. Mas não conseguia afastar Volodya dos irmãos Kovshov.
O pai dele era muito austero e imponente. Muita vezes tinha um ar zangado. A primeira vez que o vi, fiquei assustada. Pensei: “Que homem tão severo e rígido. E depois verifiquei que era uma pessoa de bom coração. Mas não era de beijos e abraços. Não havia nada de cenas amorosas em casa. 
Uma vez fui visitá-los e disse ao pai de Volodya, “o Seu filho não está a trabalhar toda a sua potencialidade.” Ele disse: “Bem, e que posso fazer? Matá-lo ou o quê? Respondi: “Tem de ter uma conversa com ele. Vamos tentar melhorá-lo, o senhor em casa e eu na escola. Ele pode ter melhores notas. Ele percebe tudo muito rapidamente.” Em todo o caso, concordámos fazê-lo progredir; mas de facto, não tivémos nenhuma influência especial.
O próprio Volodya mudou, repentinamente, na sexta classe. Era óbvio; tinha estabelecido um objectivo. Acima de tudo, tinha compreendido que tinha de conseguir algo, na vida. Começou a ter melhores notas e conseguia-o facilmente. Finalmente, foi aceite nos Pioneiros. Houve uma cerimónia e fomos a casa de Lenin, onde foi admitido nos Pioneiros. Pouco depois tornou-se o líder da sua unidade.
Por que motivo não foi admitido nos Pioneiras até à sexta classe? Foi tudo muito mau até então?
Claro. Eu era um rufia, não era um Pioneiro.  
Está a ser tímido?
Está a insultar-me. De facto, era um mau rapaz.
Vera Dmitrievna Gurevich:
A maioria das crianças gostava de ir aos bailes. Tivemos espectáculos nocturnos na escola. Designávamo-los como o Clube de Cristal. E encenávamos peças de teatro. Mas Volodya não participou em nada disso.
O pai queria realmente que ele tocasse acordeão e obrigou-o a ter aulas nas primeiras classes. Volodya resistiu. Embora  gostasse de guitarra. Cantou principalmente Vysotsky, * todas as músicas do álbum ‘Vertical’, sobre as estrelas e sobre Seryozha de Malaya Bronnaya Street.
* Vladimir Vysotsky era um cantor de música popular russa.
Mas não gostava muito de socializar. Preferia desportos. Começou a praticar artes marciais para aprender a defender-se. Quatro vezes por semana, tinha aulas algures, perto da Estação Finland, e ia muito bem. Gostava de Sambo  Depois, começou a tomar parte em competições que determinavam que ele viajasse para outras cidades. 
Comecei a praticar desporto quando tinha 10 ou 11 anos. Logo que se tornou claro que a minha natureza combativa não me manteria como rei do pátio ou da escola, decidi entrar no boxe. Mas não durou muito tempo. Em breve, tinha o nariz quebrado. A dor foi terrível. Não conseguia nem tocar na ponta do nariz. Mas, embora todos me dissessem que eu precisava de uma operação, não fui ao médico.
Por quê?
Sabia que iria curar-se por si mesmo. E assim aconteceu. Mas, depois disto perdi o ‘bichinho’ do boxe. Então decidi praticar sambo, uma combinação soviética de judo e luta livre. Nessa época as artes marciais eram muito populares. Fui para uma aula, perto da minha casa e comecei a praticar. Era um ginásio muito simples que pertencia ao clube atlético Trud. Tinha um professor muito bom, Anatoly Semyonovich Rakhlin, que dedicou toda a sua vida a essa arte marcial, e ainda treina raparigas e rapazes até hoje.
Anatoly Semyonovich desempenhou um papel decisivo na minha vida. Se não me tivesse envolvido no desporto, não faço ideia como é que a minha vida teria sido. Foi o desporto que me tirou das ruas. Sinceramente, o pátio não era um bom ambiente para uma criança.
Primeiro aprendi sambo. Depois judo. O professor decidiu que deveríamos todos praticar judo e assim fizemos.
O Judo não é apenas um desporto, como sabem.É uma filosofia. É respeitar os mais velhos e os seus opositores. Não é para fracos. Tudo no judo tem um aspecto positivo. Vai-se para o tapete, fazem mutuamente uma vénia, seguem o ritual. Como sabe, poderia ser feito de maneira diferente. Em vez de se curvar perante o seu oponente, poderia agredí-lo na testa.
Fumou alguma vez?
Não. Tentei várias vezes, mas nunca fumei regularmente. E quando comecei a fazer desporto, coloquei isso completamente de lado. Comecei a fazer exercício físico de vez em quando e depois todos os dias. Em breve, não tinha tempo para mais nada. Tinha outras prioridades; tinha de me pôr à prova no desporto, alcançar algo. Estipulei objectivos. O desporto realmente teve uma grande influência em mim.
E não praticou karaté?
Naqueles dias era um desporto popular, embora pensasse que tinha sido banido. Pensávamos que o karaté e outros desportos de não contacto eram como o ballet. Os desportos eram desportos se se tivesse de derramar suor e sangue e trabalhar duramente.
Mesmo quando o karate se tornou popular e as escolas de karaté se começaram a espalhar, considerávamo-las apenas como empresas de fazer dinheiro. Nós, pelo contrário, nunca pagámos dinheiro pelas nossas lições. Todos nós pertencíamos a famílias pobres. E como as lições de karaté custavam dinheiro desde o princípio, as crianças que aprendiam karaté pensavam que eram de primeira classe.
Uma vez fomos para o ginásio com Leonid Ionovich, o instrutor mais velho do Trud.  Os alunos de karaté estavam a treinar no tapete, embora fosse a nossa vez. Leonid foi até junto do treinador e disse que era hora da nossa aula. O treinador de karaté nem sequer olhou para ele, como se dissesse, vai-te embora. Então Leonid, sem dizer uma palavra, sacudiu-o, apertou-o levemente e o arrastou para fora do tapete. Ele tinha perdido os sentidos. Então Leonid virou-se para nós e disse: “Entrem e ocupem os vossos lugares” Essa foi a nossa atitude em relação ao karaté.
Os seus pais incentivaram-no a ter essas lições?
Não, foi precisamente o contrário. Ao princípio, estavam muito desconfiados. Pensavam que eu estava a adquirir alguma espécie de capacidade perigosa para usar nas ruas. Mais tarde, conheceram o professor e começaram a visitar a sua casa e a atitude deles mudou. E quando alcancei os meus primeiros bons resultados, os meus pais compreenderam que o judo era uma arte importante e útil.
Começou a ganhar?
Sim, dentro de um ano ou dois.
Vera Dmitrievna Gurevich:
Ensinei Volodya desde a quinta até à oitava classe, inclusive. Então tivemos de decidir para que escola o devíamos mandar. E a maior parte da classe foi para a Escola No. 197. Petra Lavrova tinha começado a ir a casa de Putin a partir da sexta classe. Volodya não tinha um interesse especial por meninas; mas claro que elas estavam interessadas nele. De repente, ele anunciou a todos: “Vou para a Universidade.” Perguntei-lhe: “Como?” Ele respondeu: “Resolverei esse problema por mim mesmo”. 
Mesmo antes de ter terminado o Secundário, queria trabalhar nos serviços secretos. Era um dos meus sonhos, embora parecesse tão provável como uma viagem a Marte. E claro, por vezes, as minhas ambições mudavam. Também queria ser marinheiro. E numa certa altura, também queria ser piloto. A Academia da Aviação Civil é em Leninegrado, e eu estava empenhado em entrar. Li a litereatura e cheguei mesmo a subscrever um jornal sobre aviação. Mas depois, os livros e os filmes de espiões como “A espada e o Escudo” tomaram conta da minha imaginação. O que me surpreendia mais, acima de tudo, é como o esforço de um homem podia alcançar o que exércitos inteiros não conseguiam. Um espia podia decidir o destino de milhares de pessoas. Pelo menos, essa era a maneira como eu compreendia.
A Academia de Aviação Civil perdeu, rapidamente, a sua emoção. Tinha feito a minha escolha. Queria ser um espião. Os meus pais não conseguiam compreender. O meu professor de judo foi vê-los e disse-lhes que, como eu era um atleta, podia entrar no instituto sem praticamente ter de fazer exames. Por isso, eles tentaram dizer-me para ir para um instituto. O meu professor tomou o partido deles. Não podia compreender porque é que eu resistia.”Ele tem uma vantagem de 100% de entrar na Academia da Aviação Civil,” disse aos meus pais. E se não entrar na Universidade, então poderá ir para o Exército.”
Foi uma situação muito difícil. O meu Pai tinha uma personalidade dominante. Mas eu finquei-me no meu desejo e disse que tinha decidido.
Então, outro dos meus treinadores do Trud Club, Leonid Ionovich, veio visitar-me. Era um tipo inteligente. “Bem”, disse-me, “Para onde vais?” Claro que já sabia. Estava só a ser astuto. Disse-lhe: “Para a Universidade.” “Oh, óptimo, vai ser bom para ti”, disse, “para que departamento?” “Para a Faculdade de Direito”, respondi. Então, rugiu: “O quê? Para apanhar pessoas? Que estás a fazer? Vais ser um polícia, compreendes?” Sentí-me insultado. “Não vou ser um polícia!” Retorqui aos berros.
Pressionaram-me durante um ano. Só aumentaram a minha vontade de ir para a Faculdade de Direito. Mas porque razão a Faculdade de Direito?
Para saber como ser um espião, perto do nono ano tinha ido à Secretaria da Directoria do KGB. Veio um funcionário e escutou-me. “Queria trabalhar para vós”, disse-lhe “Excelente, mas há várias questões” respondeu-me. “A primeira, não empregamos pessoas que venham ter connosco por sua iniciativa. A segunda, só pode abordar-nos depois da tropa ou depois de qualquer tipo de educação superior civil.”
Eu estava intrigado. “Que tipo de educação superior?” perguntei. “Qualquer uma!” respondeu. Provavelmente queria despachar-me. “Mas qual é a preferida?”perguntei. “A Faculdade de Direito”. E foi assim. A partir desse momento, comecei a preparar-me para a Faculdade de Direito da Universidade de Leningrado. E ninguém me pôde impedir.
Mas os meus pais e os meus treinadores tentaram. Ameaçaram-me com o serviço militar durante bastante tempo. O que não compreenderam é o que o exército me servia muito bem. Claro que teria atrasado um pouco o meu progresso, mas isso não me desviaria da minha decisão.
No entanto, os treinadores tinham mais truques na manga. Quando fui à Universidade matricular-me nas classes preparatórias, soube que tinham feito listas de atletas a quem deveria ser dada a prioridade na admissão à Universidade. Soube, por um facto, que não estava na lista. Mas quando estava a matricular-me, o meu professor de ginástica  tentou forçar-me a aderir ao Burevestnik Club. Perguntei-lhe: “Como posso mudar para lá?”E ele respondeu, “Ajudámos-te a entrar na Universidade, então, por favor tem a bondade...”Eu sabia que estavam a aprontar alguma coisa.
Fui ter com o Reitor. Entrei e disse-lhe sinceramente, “Sou forçado a transferir-me para Burevestnik. Não penso que deva fazê-lo.” E o reitor, o Prof. Alekseyev, um homem bondoso, disse: “Por que é que o estão a forçar?” Respondi, “ Porque supostamente ajudaram-me, como atleta, a entrar na Universidade e agora tenho de retribuir-lhes, indo para Burevestnik.”

Ele retorquiu: “É verdade? Não pode ser! Todos entram nesta Universidade em igualdade de circunstâncias, avaliados pelo seu conhecimento, não através de listas de atletas. Espere um momento, vou procurar”. Foi à secretária dele, pegou numa lista e perguntou-me qual era o meu último nome. “Você não está na lista,” disse, “Portanto, pode dizer-lhes com segurança, para irem embora”. E foi o que eu fiz.



A seguir:


PARTE 3

O ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO

Friday, June 22, 2018

Thierry Meyssan -- Germany and Syria

Germany and Syria

Relations between Germany and Syria, which used to be excellent under Emperor Wilhelm II, are today abysmal. This is because since the Cold War, Berlin has become the backyard for the Muslim Brotherhood in their attempt to overthrow the Syrian Arab Republic. Since 2012, the Minister for Foreign Affairs and the federal think-tank SWP have been working directly on behalf of the US deep state for the destruction of the country.
 | DAMASCUS (SYRIA)  
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In Berlin, in January 2015, a march for tolerance united political and Muslim leaders in reaction to the attack on Charlie Hebdo in Paris. Madame Merkel marched arm in arm with Aiman Mazyek, general secretary of the Central Council of Muslims in Germany. Although he pretends to have broken with the Muslim Brotherhood, and maintains an open dialogue, Mr. Mazyek offers protection within his organisation to the Milli Gorus (the supremacist organisation of Recep Tayyip Erdoğan) and the Muslim Brotherhood (the matrix of jihadist organisations, under the international presidency of Mahmoud Ezzat, ex-right hand of Sayyid Qutb).
Historically, Germany maintained excellent relations with the Ottoman Empire at the beginning of the 20th century. Kaiser Wilhelm II, who was fascinated by Islam, pursued archeological excavations, notably in Baalbeck, and participated in the construction of the first railways, including the Damascus -Medina line. The Reich and the Sublime Porte stood together against the British when they organised the « Great Arab Revolt » of 1915. Then they lost the First World War, and as a result, were excluded from the region (Sykes-Picot-Sazovov agreements).
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In 1953, President Eisenhower received a delegation of the Muslim Brotherhood led by Saïd Ramadan. From then on, the United States supported political Islam overseas.
During the Cold War, the CIA recuperated some of the best Nazi officers in order to continue its struggle against the USSR. Among them were Gerhard von Mende, who had recruited Soviet Muslims against Moscow [1]. In 1953, this senior civil servant installed the chief of the Muslim Brotherhood outside of Egypt, Saïd Ramadan, in Munich [2].
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Alois Brunner, considered to be responsible for the deportation of 130,000 Jews, was installed by the CIA in Damascus in 1954, in order to prevent the régime of President Choukri al-Kouatli from concluding an alliance with the Soviets.
In the same period, the CIA secretly sent Nazi officers all over the world to fight the pro-Soviets. For example, Otto Skorzeny went to Egypt, Fazlollah Zahedi went to Iran, and Alois Brunner [3] to Syria. They all organised the local secret services on the model of the Gestapo. Brunner was only to be ousted much later, in 2000, by President Bachar el-Assad.
In the period between the Khomeinist revolution of 1979 and the attacks of 9/11, West Germany remained prudent in their dealings with the Muslim Brotherhood. However, at the demand of the CIA, and while Syria recognised East Germany, it accepted to offer political asylum to the putschists who attempted the coup d’etat of 1982 against President Hafez el-Assad, including the ex-Supreme Guide Issam al-Attar (brother of Syrian Vice-President Najah el-Attar). In the 1990’s, the Brotherhood reorganised itself in Germany with the assistance of two businessmen, the Syrian Ali Ghaleb Himmat and the Egyptian Youssef Nada, who was later to be accused by Washington of financing Oussma Ben Laden.

Thierry Meyssan -- L’Allemagne et la Syrie

L’Allemagne et la Syrie

Les relations entre l’Allemagne et la Syrie, jadis excellentes sous l’empereur Guillaume II, sont aujourd’hui exécrables. C’est que Berlin est devenu, depuis la Guerre froide, l’arrière cour des Frères musulmans pour renverser la République arabe syrienne. Depuis 2012, le ministère des Affaires étrangères et le think tank fédéral SWP travaillent directement pour le compte de l’État profond US à la destruction du pays.
 | DAMAS (SYRIE)  
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En janvier 2015, une marche de la tolérance rassemblait à Berlin des responsables politiques allemands et des leaders musulmans en réaction à l’attentat contre Charlie Hebdo à Paris. Madame Merkel défilait bras dessus, bras dessous avec Aiman Mazyek, secrétaire général du Conseil central des musulmans. Bien qu’il prétende avoir rompu avec les Frères musulmans et tienne un discours ouvert, M. Mazyek protège au sein de son organisation la Milli Gorus (l’organisation suprémaciste de Recep Tayyip Erdoğan) et les Frères musulmans (la matrice des organisations jihadistes, alors présidée mondialement par Mahmoud Ezzat, ex-bras droit de Sayyid Qutb).
Historiquement l’Allemagne avait d’excellentes relations avec l’Empire ottoman au début du XXème siècle. Le Kaiser Guillaume II, qui était fasciné par l’islam, poursuivit des fouilles archéologiques, notamment à Baalbeck, et participa à la construction des premiers chemins de fer, dont le Damas-Médine. Le Reich et la Sublime Porte affrontèrent ensemble les Britanniques lorsqu’ils organisèrent la « Grande révolte arabe » de 1915, puis ils perdirent la Première Guerre mondiale et, par voie de conséquence, furent exclus de la région (accords Sykes-Picot-Sazonov).
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En 1953, le président Eisenhower reçoit une délégation des Frères musulmans conduite par Saïd Ramadan. Les États-Unis soutiennent désormais l’islam politique à l’étranger.
Durant la Guerre froide, la CIA récupéra quelques uns des meilleurs officiers nazis pour poursuivre sa lutte contre l’URSS. Parmi eux, Gerhard von Mende qui avait recruté des musulmans soviétiques contre Moscou [1]. Ce haut-fonctionnaire installa à Munich, en 1953, le chef des Frères musulmans hors d’Égypte, Saïd Ramadan [2].
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Alois Brunner, considéré comme responsable de la déportation de 130 000 juifs, fut installé par la CIA à Damas, en 1954, pour éviter que le régime du président Choukri al-Kouatli ne fasse alliance avec les Soviétiques.
Dans la même période, la CIA envoie —sous couverture— des officiers nazis un peu partout dans le monde pour lutter contre les pro-Soviétiques. Par exemple, Otto Skorzeny en Égypte, Fazlollah Zahedi en Iran et Alois Brunner [3] en Syrie. Tous organisent les services secrets locaux sur le modèle de la Gestapo. Brunner ne sera évincé que longtemps plus tard, en 2000, par le président Bachar el-Assad.
Dans la période qui va de la révolution khomeiniste de 1979 aux attentats du 11-Septembre 2001, l’Allemagne de l’Ouest se montre prudente avec la Confrérie. Cependant, à la demande de la CIA et alors que la Syrie reconnaît l’Allemagne de l’Est, elle accepte d’offrir l’asile politique aux putschistes qui tentèrent le coup d’État de 1982 contre le président Hafez el-Assad, dont l’ancien Guide suprême Issam al-Attar (frère de la vice-présidente syrienne Najah el-Attar). Dans les années 90, la Confrérie se réorganise en Allemagne avec l’aide de deux hommes d’affaires, le Syrien Ali Ghaleb Himmat et l’Égyptien Youssef Nada, qui seront ultérieurement accusés par Washington de financer Oussma Ben Laden.

Thierry Meyssan -- What is Donald Trump’s position?

What is Donald Trump’s position?

Elected for his promises to change the paradigm, President Trump continues to astonish all those who take him for an idiot. Yet all he is doing is implementing the ideas that he developed during his electoral campaign, thus taking his place in a political tradition which, although long neglected, is solidly anchored in US history. Leaving aside the President’s public relations communications, Thierry Meyssan analyses his acts as compared with his engagements.
 | DAMASCUS (SYRIA)  
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During the US Presidential electoral campaign, we demonstrated that the rivalry between Hillary Clinton and Donald Trump did not concern their style so much as their culture [1]. The outsider challenged the Puritan domination over the USA, and demanded a return to the original compromise of 1789 – the Bill of Rights – between the revolutionaries who were fighting King George, and the major land-owners of the 13 colonies.
Not as amateur in politics as people thought, he had already displayed his opposition to the system on the very day of the attacks of 9/11 [2], then, later, with the controversy he maintained concerning President Obama’s birthplace.
We did not interpret Donald Trump’s fortune as a clear signal that he would be taking action in service of the rich, but as proof that he would defend productive capitalism against speculative capitalism.

Wednesday, June 20, 2018

I Remember When America Was A Free Country by Paul Craig Roberts


I Remember When America Was A Free Country


I Remember When America Was A Free Country
Paul Craig Roberts
Dear Readers, In the Western World truth, justice, and liberty are in total collapse. They cannot be resurrected and restored without information. Few people have that information. The young are born into what exists, and as the tyranny increases year by year, tyranny becomes the natural order to them. Indeed, they do not recognize tyranny. Their cell phones, social media, and the Internet give them the illusion of freedom. The old are lost in the controversies of their time: The Russians are communists, only hippies, left-wingers, and communists distrust the great and good US government. In short, the vast bulk of the American people haven’t a clue. When readers ask me to tell them the solution, what to do, my answer is that nothing can be done until enough people are informed. Informing is my job. Support my efforts and those of a few others whose only agenda is to inform.
In America, and throughout the Western world, it is harder and harder to speak the truth. Indeed, truth is such a devalued virtue that to speak it almost qualifies one as a criminal. If you want truth spoken, you must support it.
Now for the column:
I remember when America was a free country. You could get on an airliner without an ID. Driving licenses didn’t even have photos. If a friend was coming through your city on a flight and had a few hours layover, you could meet them inside the airport for lunch or dinner. You could meet friends, children, and relatives at the gate or see them off at the gate. Parents could actually put children on the plane and grandparents could take them off.
Your flight ticket was good at any airline. If something happened to your flight or you missed it, you could use the ticket on another airline going to the same place. On international flights you were permitted two free stopovers prior to your destination. If you were going to Athens, Greece, for example, you could first visit Paris and then Rome. It worked both ways, over and back. So one air ticket, six cities.

Tuesday, June 19, 2018

DE - Manlio Dinucci -- “DIE KUNST DES KRIEGES” -- Der Kreislauf des Todes im “Großen Mittelmeer”



“DIE KUNST DES KRIEGES”
Der Kreislauf des Todes im “Großen Mittelmeer”
 Manlio Dinucci

Die politisch-medialen Projektoren konzentrieren sich auf den Migrationsstrom über das Mittelmeer von Süden nach Norden und lassen die anderen Mittelmeerströme im Dunkeln – jene von Norden nach Süden, die Streitkräfte und Waffen beinhalten.
Vielleicht sollten wir besser vom “Großen Mittelmeer” sprechen, einem Gebiet im Rahmen der USA/NATO-Strategie, das sich vom Atlantik zum Schwarzen Meer und im Süden vom Persischen Golf bis zum Indischen Ozean erstreckt.

Während seinem Treffen mit NATO-Generalsekretär Jens Stoltenberg in Rom, betonte Premierminister Giuseppe Conte die „zentrale Bedeutung des großräumigen Mittelmeeres für die europäische Sicherheit“, die jetzt durch den „Bogen der Instabilität vom Mittelmeer bis zum Nahen Osten“ bedroht ist. Deshalb ist ein Bündnis unter US-Kommando wichtig für die NATO, welches Conte als „Pfeiler der nationalen und internationalen Sicherheit“ bezeichnet. Das ist eine vollständige Verdrehung der Realität.

Es ist die Grundlage der US/NATO-Strategie, die in Wahrheit den „Bogen der Instabilität“ hervorgerufen hat, durch zwei Kriege gegen den Irak, den beiden weiteren Kriegen, die  Jugoslawien und Lybien zerstört haben und den Krieg, der die Zerstörung Syriens zum Ziel hat. Laut Conte spielt Italien, das an all diesen Kriegen teilnahm, “eine Schlüsselrolle für die Sicherheit und die Stabilität der Südflanke des Bündnisses”.


Inwiefern? Wir können die Wahrheit durch das, was die Medien verbergen, herausfinden. Das US-Marineschiff Trenton, das 42 Flüchtlinge aufnahm (die im Gegensatz zu denen der Aquarius in Sizilien an Land gehen durften), ist nicht in Sizilien stationiert, um humanitäre Zwecke im Mittelmeer zu erfüllen – es ist in Wahrheit eine schnelle Eingreiftruppe (bis zu 80 km/h), die innerhalb weniger Stunden die nordafrikanische Küste erreichen kann, eine Expeditionstruppe mit 400 Soldaten und ihren Fahrzeugen. US-Spezialeinheiten operieren in Lybien, um alliierte Armeeformationen auszubilden und zu  führen, während bewaffnete US-Drohnen, die von Sigonella (Sizilien) aus starten, ihre Ziele in Lybien treffen. In Kürze, gab Stoltenberg an, werden auch NATO-Drohnen von Sigonella aus operieren.
Sie werden das “Hub” oder “NATO Strategic Direction South” (NSDS), das Geheimdienstzentrum für Militäroperationen im Nahen Osten, Nordafrika, der Sahelzone und dem subsaharischen Afrika,  integrieren.

Das Zentrum, das im Juli in Betrieb geht, hat seinen Hauptsitz in Lago Patria, neben dem Joint Force Command of NATO (JFC Napels), unter dem Befehl eines US-Admirals – derzeit James Foggo – der auch die US-Marinesteitkräfte in Europa (mit ihrem Hauptsitz in Neapel-Capodichino und der sechsten Flotte, in Geata stationiert) und auch die US-Marinesteitkräfte für Afrika befehligen wird.
Diese Streitkräfte wurden durch den Flugzeugträger Harry Truman eingebunden, der das Mittelmeer vor zwei Monaten mit seiner Angriffsgruppe erreichte.

Am 10. Juni, als die Aufmerksamkeit der Medien auf die Aquarius gerichtet war, wurde die US-Flotte mit 8.000 Soldaten und bewaffnet mit 90 Kampfflugzeugen sowie über 1.000 Raketen, im östlichen  Mittelmeer stationiert, bereit, Syrien und den Irak anzugreifen. Zur gleichen Zeit, am 12./13. Juni, machte die Liberty Pride in Livorno fest – ein militarisiertes US-Schiff, und beförderte auf ihren 12 Brücken weitere Fracht und Waffen, die, von der US-Basis Camp Darby (Pisa), jeden Monat nach Jordanien und Saudi Arabien geschickt werden, um die Kriege in Syrien und dem Jemen aufrecht zu erhalten.

Auf diese Weise nähren wir diese Kriege, die, durch neo-koloniale Methoden der Ausbeutung, die Verarmung und Entwurzelung der Bevölkerungen verursachen. Infolgedessen nimmt der Migrationsstrom weiterhin dramatisch zu und erschafft Opfer und neue Formen der Sklaverei. “Es scheint, dass es sich jetzt auszahlt, hart gegen Immigration vorzugehen”, kommentierte Präsident Trump in Bezug auf die Maßnahmen, die nicht nur von Mattea Salvini sondern von der ganzen italienischen Regierung beschlossen wurden, deren Premierminister als „fantastisch“ bezeichnet wird.

Dies ist eine angemessene Anerkennung seitens der Vereinigten Staaten, die im Programm der Regierung als „priveligierter Verbündeter“ Italiens benannt sind.

Übersetzung: K.R.
Quelle: il manifesto, 19. Juni 2018


NO WAR NO NATO

EN -- Manlio Dinucci - The Art of War -- The Circuit of Death in the « Greater Mediterranean »





« THE ART OF WAR »
The Circuit of Death in the « Greater Mediterranean »
 Manlio Dinucci

The politico-media projectors, focussed as they are on the migratory flow from South to North across the Mediterranean, are leaving other Mediterranean flows in the dark – those moving from North to South, comprised of military forces and weapons. Perhaps we should say the « Greater  Mediterranean », an area which, in the framework of USA / NATO strategy, stretches from the Atlantic to the Black Sea, and to the South, from the Persian Gulf as far as the Indian Ocean.
During his meeting with NATO Secretary Jens Stoltenberg, in Rome, Prime Minister Giuseppe Conte pointed out the « centrality of the greater Mediterranean for European security », now threatened by the « arc of instability stretching from the Mediterranean to the Middle East ». Which is why it is important for NATO, an alliance under US command, which Conte describes as the « pillar of interior and international security ». This is a complete inversion of reality.
It is the foundation of USA / NATO strategy which in fact provoked the « arc of instability » with:
Ø  its two wars against Iraq,
Ø  the two other wars which demolished the states of Yugoslavia and Libya,
Ø  the war aimed at demolishing the state of Syria.
According to Conte, Italy, which participated in all these wars, plays « a key role for the security and the stability of the Southern flank of the Alliance ».
In what way? We can discover the truth by what the medias are hiding. The US navy ship  Trenton, which welcomed aboard 42 refugees (authorised to land in Sicily, unlike those of the Aquarius), is not based in Sicily in order to carry out humanitarian actions in the Mediterranean – it is in fact a rapid force unit (up to 80 km/h), capable of landing on the coasts of North Africa, within a few hours, an expeditionary force comprising 400 soldiers and their vehicles. US Special Forces are operating in Libya to train and lead allied army formations, while US armed drones, taking off from Sigonella (Sicily), hit their targets in Libya. In a short time, announced Stoltenberg, NATO drones will also be operating from Sigonella. They will integrate the « Hub » or « NATO Strategic Direction South » (NSDS), the intelligence centre for military operations in the Middle East, North Africa, the Sahel and Sub-Saharan Africa.
The Hub, which will become operational in July, has its headquarters in Lago Patria, alongside the Joint Force Command of NATO (JFC Naples), under the orders of a US admiral - presently James Foggo – who will also command US naval forces in Europe (with their headquarters at Naples-Capodichino, and the Sixth Fleet based in Gaeta) and also the US naval forces for Africa. These forces have been integrated by the aircraft-carrier Harry Truman, which entered the Mediterranean two months ago with its attack group.
On 10 June, while media attention was focussed on the Aquarius, the US fleet, carrying 8,000 soldiers, and armed with 90 fighters and more than 1,000 missiles, was deployed in the Eastern Mediterranean, ready to strike in Syria and Iraq. At the same time, on 12-13 June, the Liberty Pride docked at Livorno – it is a militarised US ship, and carried on its 12 bridges further cargos of weapons which, from the US base of Camp Darby (Pisa), are sent every month to Jordan  and Saudi Arabia to cultivate the wars in Syria and Yemen.
This is how we feed these wars, which, using neo-colonial methods of exploitation, provoke the pauperisation and uprooting of populations. Consequently, the migratory flow continues to increase dramatically, creating victims and new forms of slavery. « It seems that being tough on immigration now pays », commented President Trump, referring to the measures decided not only by  Matteo Salvini, but by the totality of the Italian government, whose Prime Minister is qualified as « fantastic ».

This is fair recognition on the part of the United States, which, in the government's programme, is defined as a « privileged ally » of Italy.


Translation: Pete Kimberley
il manifesto, June 19, 2018


NO WAR NO NATO

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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