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Tuesday, February 20, 2018

FR -- Manlio Dinucci -- L'OTAN/NATO a déjà voté, avant nous


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L’art de la guerre


L'OTAN a déjà voté, avant nous

Manlio Dinucci


Il y a un parti qui, même s’il n’apparaît pas, participe de fait aux élections italiennes : le 
NATO Party, formé par une majorité transversale qui soutient explicitement ou par consentement tacite l’appartenance de l’Italie à la Grande Alliance sous commandement USA. Cela explique pourquoi, en pleine campagne électorale, les principaux partis ont tacitement accepté les engagements ultérieurs pris par le gouvernement dans la rencontre des 29 ministres NATO  de la Défense (pour l’Italie Roberta Pinotti), les 14-15 février à Bruxelles. 

  Les ministres ont d’abord participé au Groupe de planification nucléaire de la 
 NATO , présidé par les États-Unis, dont les décisions sont toujours top secret. Puis, s’étant réunis comme Conseil Atlantique Nord, les ministres ont annoncé, après deux heures seulement, d’importantes décisions (déjà prises dans un autre lieu) pour “moderniser la structure de commandement de la  NATO, colonne vertébrale de l’Alliance”. Est instauré un nouveau Commandement conjoint pour l’Atlantique, probablement situé aux États-Unis, dans le but de “protéger les lignes maritimes de communication entre Amérique du Nord et Europe”. On invente ainsi le scénario de sous-marins russes qui pourraient couler les navires marchands sur les voies transatlantiques. Est aussi instauré un nouveau Commandement logistique, probablement situé en Allemagne, pour “améliorer le mouvement en Europe de troupes et équipements essentiels à la défense”. On invente ainsi le scénario d’une Otan obligée de se défendre d’une Russie agressive, alors que c’est la  NATO qui amasse agressivement des forces aux frontières de la Russie. Sur cette base seront institués en Europe d’autres commandements de la composante terrestre pour “améliorer la riposte rapide de nos forces”.

 Est prévu aussi un nouveau Centre de Cyber Opérations pour “renforcer nos défenses”, situé près du quartier général de Mons (Belgique), avec à sa tête le Commandant suprême allié en Europe qui est toujours un général USA nommé par le président des États-Unis. Est confirmé l’engagement à accroître la dépense militaire : dans les trois dernières années les alliés européens et le Canada l’ont augmentée au total de 46 milliards de dollars, mais ce n’est qu’un début. L’objectif est que tous atteignent au moins les 2% du PIB (les USA en dépensent 4%), afin d’avoir “plus d’argent et donc plus de capacités militaires”. Les pays européens qui ont jusqu’à présent atteint et dépassé ce quota sont : Grèce (2,32%), Estonie, Grande-Bretagne, Roumanie, Pologne. La dépense militaire de l’Union européenne - a-t-on rappelé dans une rencontre avec la représentante de l’UE, Federica Mogherini -  doit être complémentaire à celle de la  NATO . La ministre Pinotti a confirmé que “l’Italie, respectant la requête étasunienne, a commencé à augmenter la dépense pour la Défense” et que “nous continuerons dans cette voie qui est une voie de responsabilité”. La voie est donc tracée.

  Mais de tout cela on ne dit mot dans la campagne électorale. Tandis que sur l’appartenance de l’Italie à l’Union européenne les principaux partis ont des positions diversifiées, sur l’appartenance de l’Italie à la 
 NATO ils sont pratiquement unanimes. Ce qui fausse tout le cadre. On ne peut pas discuter d’Union européenne en ignorant que 21 des 27 pays UE (après le Brexit), avec environ 90% de la population de l’Union, font partie de la  NATO sous commandement USA. On ne peut pas ignorer les conséquences politiques et militaires -et en même temps économiques, sociales et culturelles- du fait que la  NATO  est en train de transformer l’Europe en un champ de bataille contre la Russie, présentée comme un ennemi menaçant  : le nouvel “empire du mal” qui attaque de l’intérieur “la plus grande démocratie du monde” avec son armée de troll.

Edition de mardi 20 février 2018 de Il manifesto
Traduit de l’italien par Marie-Ange Patrizio

NO WAR NO NATO


Monday, February 19, 2018

PT - Manlio Dinucci -- A arte da guerra: A NATO já votou antes de nós


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A arte da guerra

A NATO já votou antes de nós

Manlio Dinucci


Existe um partido  que, mesmo que não se manifeste, participa nas eleições italianas: o Partido da NATO, formado por uma maioria transversal que apoia explicitamente ou concorda tacitamente,com a adesão da Itália à Grande Aliança. sob o comando dos Estados Unidos.

Isso explica por que motivo, em plena campanha eleitoral, os principais partidos aceitaram tacitamente os novos compromissos assumidos pelo Governo,  na reunião dos 29 Ministros da Defesa dos países NATO (para a Itália, Roberta Pinotti), de 14 a 15 de Fevereiro, em Bruxelas.

Os ministros participaram, primeiro, no Grupo de Planeamento Nuclear da NATO, presidido pelos Estados Unidos, cujas decisões são ultra secretas. Depois, reunidos como Conselho do Atlântico Norte, os ministros anunciaram, após apenas duas horas, decisões importantes (já tomadas noutros lugares) para “modernizar a estrutura de comando da NATO, a espinha dorsal da Aliança.

É estabelecido um novo Comando Conjunto para o Atlântico, situado, provavelmente, nos Estados Unidos, com o objectivo de “proteger as linhas de comunicação marítima entre a América do Norte e a Europa”. Inventa-se, deste modo, o cenário dos submarinos russos que poderiam afundar navios mercantes nas rotas transatlânticas.

Também é estabelecido um novo Comando Logístico, localizado, provavelmente, na Alemanha, para “melhorar o movimento das tropas e dos equipamentos essenciais à defesa, na Europa".

Inventa-se, deste modo, o cenário de uma NATO forçada a defender-se de uma Rússia agressiva, enquanto é a NATO que concentra, agressivamente, forças armadas nas fronteiras com a Rússia.

Nesta base serão instituídos na Europa, outros comandos da componente terrestre para “melhorar a resposta rápida das nossas forças”.

Também está previsto um novo Centro de Operações Cibernéticas para “fortalecer as nossas defesas”, situado no Quartel General de Mons (Bélgica), chefiado pelo Comandante Supremo Aliado na Europa, que é sempre um general americano, nomeado pelo Presidente dos Estados Unidos.

Está confirmado o compromisso de aumentar as despesas militares: nos últimos três anos, os aliados europeus e o Canadá aumentaram globalmente 46 biliões de dólares, mas é apenas o início. O objectivo é que todos alcancem pelo menos 2% do PIB (os EUA gastam 4%), de modo a haver “mais dinheiro e, portanto, mais capacidades militares”. Os países europeus que até agora atingiram e ultrapassaram esta quota são: a Grécia (2,32%), a Estónia,a Grã-Bretanha, a Roménia e a Polónia.

A despesa militar da União Europeia - foi reiterado numa reunião com a Alta Representante da UE para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini - deve ser complementar à da NATO.

A Ministra Pinotti, confirmou que “a Itália, respeitando o pedido dos EUA, começou a aumentar os gastos com a Defesa” e que “continuaremos por esse caminho que é um caminho de responsabilidade”. Portanto, o caminho está traçado. Mas disto não se fala na campanha eleitoral. Entretanto,  sobre a adesão da Itália à União Europeia, os principais partidos têm posições diversas, mas, sobre a aderência da Itália à NATO, são praticamente unânimes.

Isto distorce todo o panorama. Não se pode discutir a União Europeia ignorando que 21 dos 27 países da UE (após Brexit), com cerca de 90% da população da União, fazem parte da NATO sob o comando dos EUA.

Não se podem ignorar as consequências políticas e militares – e, ao mesmo tempo, económicas, sociais e culturais - do facto, de que a NATO está a transformar a Europa num campo de batalha contra a Rússia, representada como uma inimiga ameaçadora: o novo “Império do Mal”, que mina, por dentro, “a maior democracia do mundo”, com o seu exército de trolls.

*Troll = alguém que deixa uma mensagem intencionalmente irritante na internet, para chamar a atenção ou para causar problemas.

Il manifesto, 20 de Fevereiro de 2018


NO WAR NO NATO



IT -- Manlio Dinucci -- L’arte della guerra: Ha già votato la NATO prima di noi


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L’arte della guerra

Ha già votato la NATO prima di noi

Manlio Dinucci


C’è un partito che, anche se non compare, partecipa di fatto alle elezioni italiane: il NATO Party, formato da una maggioranza trasversale che sostiene esplicitamente o con tacito assenso l’appartenza dell’Italia alla Grande Alleanza sotto comando USA.

Ciò spiega perché, in piena campagna elettorale, i principali partiti hanno tacitamente accettato gli ulteriori impegni assunti dal governo nell’incontro dei 29 ministri NATO della Difesa  (per l’Italia Roberta Pinotti), il 14-15 febbraio a Bruxelles.

I ministri hanno prima partecipato al Gruppo di pianificazione nucleare della NATO, presieduto dagli Stati Uniti, le cui decisioni sono sempre top secret. Quindi, riunitisi come Consiglio Nord Atlantico, i ministri hanno annunciato, dopo appena due ore, importanti decisioni (già prese in altra sede) per «modernizzare la struttura di comando della NATO, spina dorsale della Alleanza».

Viene stabilito un nuovo Comando congiunto per l’Atlantico, situato probabilmente negli Stati Uniti, allo scopo di «proteggere le linee marittime di comunicazione tra Nord America ed Europa». Si inventa in tal modo lo scenario di sottomarini russi che potrebbero affondare i mercantili sulle rotte transatlantiche.

Viene stabilito anche un nuovo Comando logistico, situato probabilmente in Germania, per «migliorare il movimento in Europa di truppe ed equipaggiamenti essenziali alla difesa».

Si inventa in tal modo lo scenario di una NATO costretta a difendersi da una Russia aggressiva, mentre è la NATO che ammassa aggressivamente forze ai confini con la Russia.

Su tale base saranno istituiti in Europa altri comandi della componente terrestre per «migliorare la risposta rapida delle nostre forze». Previsto anche un nuovo Centro di Cyber Operazioni per «rafforzare le nostre difese», situato presso il quartier generale di Mons (Belgio), con a capo il Comandante Supremo Alleato in Europa che è sempre un generale USA nominato dal presidente degli Stati Uniti.

Confermato l’impegno ad accrescere la spesa militare: negli ultimi tre anni gli alleati europei e il Canada l’hanno aumentata complessivamente di 46 miliardi di dollari, ma è appena l’inizio. L’obiettivo è che tutti raggiungano almeno il 2% del pil (gli USA spendono il 4%), così da avere «più denaro e quindi più capacità militari». I paesi europei che finora hanno raggiunto e superato tale quota sono: Grecia (2,32%), Estonia, Gran Bretagna, Romania, Polonia.

La spesa militare dell’Unione Europea – è stato ribadito in un incontro con la rappresentante esteri della UE Federica Mogherini – deve essere complementare a quella della NATO.

La ministra Pinotti ha confermato che «l’Italia, rispettando la richiesta USA, ha cominciato ad aumentare la spesa per la Difesa» e che «continueremo su questa strada che è una strada di responsabilità». La via dunque è tracciata. Ma di questo non si parla nella campagna elettorale. Mentre sull’appartenenza dell’Italia all’Unione europea i principali partiti hanno posizioni diversificate, sull’appartenenza dell’Italia alla NATO sono praticamente unanimi.

Questo falsa l’intero quadro. Non si può discutere di Unione Europea ignorando che 21 dei 27 paesi UE (dopo la Brexit), con circa il 90% della popolazione dell’Unione, fanno parte della NATO sotto comando USA.

Non si possono ignorare le conseguenze politiche e militari – e allo stesso tempo economiche, sociali e culturali – del fatto che la NATO sta trasformando l’Europa in un campo di battaglia contro la Russia, raffigurata come un minaccioso nemico: il nuovo «impero del male» che mina dall’interno «la più grande democerazia del mondo» con il suo esercito di troll.

Il manifesto, 20 febbraio 2018


NO WAR NO NATO


Lavrov: Russia ready for partnerships based on mutual respect

Lavrov: Russia ready for partnerships based on mutual respect

Yet again, Sergey Lavrov offers his country to the world as an equal partner, not to be the apprentice or toady to the whims of the West

 


To hear the Western media talk, the Russian Federation has become the most powerful and influential nation on Earth. Russia can influence elections in faraway lands, and change the minds of people through Facebook ads, as long as the catering is done by a good Russian company, of course.
But wait, that’s probably not what the Western media wants to say. They want to tell us that Russia is a problem because it has the amazing ability to do all these things.
Well, thankfully, that is about as ridiculous as it has gotten, and Russia’s Foreign Minister Sergey Lavrov once again tried to set matters straight.
At the Munich Security Conference on February 17, the Foreign Minister discussed many of these kinds of problems, the discomfort in the West, and the discomfort about the increasingly abnormal relations between Russia and the European Union. There is a split in opinions among the 27 member nations, as some of them believe the Western line totally, and others disagree, based more on experience in dealing with Russia than on the rhetoric spearheaded by a certain non-European power three thousand miles west of Spain.
Russia has been made the scapegoat for most of the West’s problems for years now. In November, for example, British PM Theresa May accused Russia of threatening the international order of the world. However, this does nothing to counter the rise in knife-related attacks and stabbings in London and the UK at large. The American Democrat Party, and not a few Republicans, blame Russia for the successful election of Donald Trump, a man who doesn’t play by DC rules, to the presidency.<z

Sunday, February 18, 2018

PT - GUERRA NUCLEAR : 3.3 Os falsos alarmes de ataque nuclear






MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe



3.3  Os falsos alarmes de ataque nuclear

Na noite de 25 de Novembro de 1961, todas as comunicações entre a NORAD (Comando de Defesa Aérea Norte Americana) e o SAC (Comando aéreo Estratégico) interromperam-se devido a uma sobrecarga das linhas. Dado que poderia ser o início de um ataque soviético, o NORAD lança o alarme alfa, o nível máximo de alerta, preparando-se para dirigir contra a URSS os bombardeiros B-52 e lançar mísseis nucleares.

Na manhã de 9 de Novembro de 1979, salta um outro alarme nuclear, quando um oficial do NORAD, introduz, inadvertidamente, num computador ligado à rede radar, uma fita com um programa registado, usado nos exercícios contra um ataque soviético. Sobre os visores dos radares aparecem, então, bombardeiros e mísseis intercontinentais soviéticos a dirigir-se para os EUA.

Novo alarme nuclear no NORAD na noite de 3 de Junho de 1980, quando, devido a uma falha nos computadores, aparecem 4 algarismos que indicam o número de mísseis soviéticos a chegar, no lugar de um zero aparece um dois, assinalando a chegada dos dois primeiros e depois, duzentos mísseis.

Na noite de 26 de Setembro de 1983, surge outro alarme nuclear também na URSS. Naquele momento, o comando de um centro de controlo, perto de Moscovo, está o Tenente Coronel Stanislav Petrov, um analista que substitui um dos militares profissionais. Quando se acende uma luz vermelha, assinalando o lançamento de um míssil de uma base americana contra a URSS, Petrov e a sua equipa verificam a operacionalidade do sistema, o que é regular. De repente, acendem-se outras luzes vermelhas, indicando o lançamento de outros mísseis da mesma base. Segundo o protocolo, neste ponto, Petrov deveria dar o alarme às autoridades civis e militares, que tinham apenas 12 minutos para lançar o contra ataque nuclear. Em vez disso, considerando irreal um ataque americano proveniente de uma única base, comunica às referidas autoridades que se trata de um mau funcionamento do sistema de controlo soviético. O momento é dramático: tem de aguardar o escoar de meia hora  a partir do presumível lançamento, para ter a confirmação se é, efectivamente, um falso alarme. O que provocou o sucedido, foi um reflexo de luzes sobre as nuvens, que um satélite tinha assinalado como sendo o brilho dos foguetões dos mísseis balísticos intercontinentais, lançados dos Estados Unidos contra a União Soviética.

Ler mais em
https://nowarnonato.blogspot.pt/2018/02/pt-guerra-nuclear-33-os-falsos-alarmes.html


I Wish I Didn't Know That REAL-LIFE TALES OF CLOSE CALLS, SCREW UPS, AND NUCLEAR NEAR MISSES.

Untion of Concerned Scientists



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1      That Time We Bombed Spain

2      A ROUTINE REFUELING OPERATION WENT HORRIBLY WRONG WHEN A B-52 CRASHED OVER A SMALL SPANISH FISHING VILLAGE, DROPPING FOUR NUCLEAR WEAPONS AND CONTAMINATING OVER A THOUSAND TONS OF EARTH.

On January 17, 1966, a B-52 carrying four nuclear weapons collided with a tanker during a routine midair refueling operation over Palomares, Spain, causing both planes to crash. The conventional explosives in two of the bombs detonated on impact. While the nuclear warheads were not triggered, the explosions dispersed plutonium—which is both radioactive and toxic—throughout the area.

Another bomb landed in a riverbed, but did not detonate and was recovered.

The fourth bomb landed in the Mediterranean, taking nearly three months and the most expensive salvage operation in US history to locate and recover. A local fisherman involved in the search subsequently tried to claim salvage rights to the bomb, but settled with the Air Force out of court.

Although the US removed more than 1,400 tons of contaminated soil and vegetation from the crash site, tests continue to show lingering contamination. In October 2015, Secretary of State John Kerry signed an agreement with Spain to further restore the site.
3      Had enough?
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PT -- GUERRA NUCLEAR -- Capítulo 3 O Barril de Pólvora Nuclear -- 3.1 Um Milhão de Hiroshimas







MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe



Capítulo 3
O Barril de Pólvora Nuclear
3.1  Um Milhão de Hiroshimas

De 1945, o ano em que se inicia a corrida aos armamentos nucleares, até 1991, o ano em que a destruição da União Soviética assinala o fim da guerra fria, estão fabricadas no mundo cerca de 125.000 ogivas nucleares: destas, mais de 53% (mais de 65.000) dos EUA, 44% (55.000) da União Soviética. Das fábricas dos EUA saem, no período 1959-1961, 6.500 armas nucleares por ano, uma média de cerca de 25 por dia laboral. As fábricas soviéticas trabalham ao mesmo ritmo.

Cada uma das duas super potências apetrecha-se, desta maneira, de um arsenal nuclear que lhe dá a capacidade de destruir a outra: é a estratégia da «mutua destruição assegurada» (na sigla inglesa «MAD», «louco»).

Cerca de 3.500 armas nucleares são fabricadas globalmente pela França (1.260), Grã-Bretanha (1.250), China (600), Paquistão (100-120), Índia (90-100), Israel (80-400) e África do Sul (6).

A despesa é enorme e prossegue até depois da guerra fria. Estima-se que os EUA gastaram em armamento nuclear, no período de 1940-1996, mais de 5.800 biliões de dólares (referido ao valor constante do dólar em 1996). Se essa soma fosse constituída por notas de um dólar, amarradas em pacotes, podia-se construir um muro de dólares com a altura de 2,5 metros que circundava a Terra 100 vezes, sobre o Equador. Adicionando as despesas tidas com os armamentos nucleares da União Soviética/Federação Russa e dos outros países, podia-se, no mínimo, duplicar a altura do muro de dólares em volta da Terra.

Acumula-se assim no mundo um arsenal nuclear que, nos anos oitenta, atinge provavelmente os 15.000 megaton, equivalente a mais de um milhão de bombas de Hiroshima. É como se cada habitante do planeta estivesse sentado sobre 3 toneladas de TNT. A potência do arsenal nuclear supera 5.000 vezes a de todos os engenhos explosivos usados na Segunda Grande Guerra mundial.Cria-se, pela primeira vez na História, uma força destruidora que pode aniquilar da face da Terra, não uma, mas muitas vezes, a espécie humana e quase todas as outras formas de vida.

Para o fabrico das armas nucleares, são produzidas, durante a guerra fria, mais de 250 toneladas de plutónio: bastavam 150 kgs, oportunamente distribuídos, para provocar o cancro do pulmão a toda a população humana. Produzem-se, sempre para fins militares, 2.200 toneladas de urânio altamente enriquecido (HEU).

Uma herança mortal, que a corrida aos armamentos nucleares deixa às gerações futuras. O período de redução para metade (o tempo que ocorre para que a radioactividade se reduza à metade da inicial) é, para o plutónio, 24.000 anos. Isto significa que essas 2.200 toneladas de urânio enriquecido (HEU) permanecem perigosas durante 250.000 anos, um período de tempo correspondente a 10.000 gerações humanas.

A seguir
3.2  A «maleta nuclear»

Capítulos anteriores disponíveis em

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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