Labels

SUPPORT JULIAN ASSANGE

Showing posts with label CAMP DARBY. Show all posts
Showing posts with label CAMP DARBY. Show all posts

Sunday, July 12, 2020

PT -- Manlio Dinuccci -- A Arte da Guerra -- Sob a bandeira tricolor que ondula em Camp Darby

Sob a bandeira tricolor que ondula em Camp Darby

Manlio Dinucci


Se bem que muitas actividades bloqueadas pelo ‘lockdown’ lutem para recomeçar, após o afrouxamento das restrições, há uma que, nunca tendo parado, está agora a acelerar: a de Camp Darby, o maior arsenal USA no mundo, fora da pátria, localizado entre Pisa e Livorno.

Depois de cortar cerca de 1.000 árvores na área natural “protegida” do Parque Regional de San Rossore, começou a construção de uma secção ferroviária que ligará a linha Pisa-Livorno a um novo terminal de carga e descarga, atravessando o Canale dei Navicelli sobre uma nova ponte metálica giratória. O terminal, com cerca de vinte metros de altura, incluirá quatro trilhos capazes de acolher, cada um deles, nove vagões.

Por meio de carrinhos de movimentação de contentores, as armas recebidas serão transferidas dos vagões para grandes camiões e as que saem dos camiões irão para os vagões. O terminal permitirá o transporte diário de dois comboios ferroviários que, transportando cargas explosivas, ligarão a base ao porto de Livorno através de áreas densamente povoadas. Após o aumento de movimento de armas, já não é suficiente a ligação por canal e por estrada de Camp Darby ao porto de Livorno e ao aeroporto de Pisa. Nos 125 bunkers da base, fornecidos continuamente pelos Estados Unidos, estão armazenados mais de um milhão de projecteis de artilharia, bombas e mísseis (de acordo com estimativas aproximadas), aos quais se juntam milhares de tanques, veículos e outros materiais militares.

Desde 2017, navios de grande porte recentes, capazes de transportar cada um deles, mais de 6.000 veículos e cargas sobre rodas, fazem ligações mensais para Livorno, descarregando e carregando armas que são transportadas para os portos de Aqaba na Jordânia, Jeddah na Arábia Saudita e outros aeroportos do Médio Oriente para serem usadas ​​pelas forças americanas, sauditas e outras, nas guerras na Síria, no Iraque e no Iémen.

No momento em que está em curso a expansão de Camp Darby, o maior arsenal dos EUA no exterior, o título de um  jornal online da Toscana, "Era uma vez Camp Darby", explicando que "a base foi redimensionada, devido aos cortes na Defesa, decididos pelo governo USA" e o jornal Il Tirreno anuncia "Camp Darby, ondula sob a bandeira italiana: a bandeira dos EUA foi baixada após quase 70 anos". O Pentágono está a fechar a base, restituindo à Itália, o território na qual ela foi criada? Absolutamente o contrário.

O Exército dos EUA concedeu ao Ministério da Defesa italiano uma porção da base (34 hectares, cerca de 3% de toda a área de 1.000 ha) anteriormente usada como área de lazer, para que fosse transferido o Comando das Forças Especiais do exército italiano (COMFOSE), inicialmente alojado no quartel Gamerra de Pisa, sede do Centro de Treino de Paraquedismo (il manifesto, 5 de Março de 2019).

A transferência ocorreu silenciosamente durante o ‘lockdown’ e agora o COMFOSE anuncia que o seu quartel general está localizado na "nova área militar", de facto, anexada ao Camp Darby, uma base onde o treino conjunto de soldados americanos e italianos está a ocorrer há algum tempo. A transferência do COMFOSE para uma área anexa ao Camp Darby, formalmente sob a bandeira italiana, permite a total integração das forças especiais italianas com as dos EUA, utilizando-as em operações encobertas, sob comando USA. Tudo sob a capa do segredo militar.

Ao visitar o novo quartel general do COMFOSE, o Ministro da Defesa, Lorenzo Guerini, designou-o como "o centro nervoso" não só das Forças Especiais, mas também das "Unidades de Psyops do Exército". A tarefa dessas unidades é "criar o consenso da população local em relação aos contingentes militares empregados em missões de manutenção da paz no exterior" ou seja, convencê-los de que os invasores são os missionários da paz.

O Ministro Guerini indicou, finalmente, o novo quartel general como sendo o modelo do projecto das "Casernas Verdes". Um modelo de "bem-estar e eco-sustentabilidade", que repousa sobre um milhão de ogivas explosivas.

Manlio Dinucci


il manifesto, 13 de Julho de 2020

FR -- Manlio Dinucci -- L'Art de la guerre -- Sous le drapeau tricolore qui flotte à Camp Darby



L’Art de la guerre 
Sous le drapeau tricolore qui flotte à Camp Darby 
Manlio Dinucci

 Tandis que de nombreuses activités bloquées par le confinement ont du mal à repartir après le relâchement des restrictions, il en est une qui, ne s’étant jamais arrêtée, est actuellement en train de s’accélérer : celle de Camp Darby, le plus grand arsenal USA dans le monde en dehors de la mère patrie, situé entre Pise et Livourne.
 La coupe d’environ 1.000 arbres dans l’aire naturelle “protégée “ du Parc Régional de San Rossore étant terminée, a commencé la construction d’un tronçon ferroviaire qui reliera la ligne Pise-Livourne à un nouveau terminal de chargement et déchargement, traversant le Canal des Navicelli sur un nouveau pont tournant métallique. Le terminal, d’une hauteur d’une vingtaine de mètres, comprendra quatre quais pouvant accueillir chacun neuf wagons. 
Au moyen de chariots élévateurs de containers, les armes en arrivage seront transférées des wagons à de grands poids-lourds et celles en partance des poids-lourds aux wagons. Le terminal permettra le transit de deux convois ferroviaires par jour qui, en transportant des charges explosives, relieront la base au port de Livourne à travers des zones densément peuplées. 
Avec l’augmentation du mouvement d’armes, devient insuffisante la liaison par canal et par route de Camp Darby avec le port de Livourne et l’aéroport de Pise. Dans les 125 bunkers de la base, continuellement approvisionnés par les États-Unis, sont stockés (selon des estimations approximatives) plus d’un million de projectiles d’artillerie, bombes pour avions et missiles, auxquels s’ajoutent des milliers de chars d’assaut, véhicules et autres matériaux militaires.
Depuis 2017 de nouveaux grands navires, pouvant transporter chacun plus de 6.000 véhicules et cargaisons sur roues, font escale chaque mois à Livourne, chargeant et déchargeant des armes qui seront transportées dans les ports d’Aqaba en Jordanie, Djeddah en Arabie Saoudite et autres escales moyen-orientales pour être utilisées à l’étranger par les forces étasuniennes, saoudiennes et autres dans les guerres en Syrie, Irak et Yémen.
Au moment même où est en cours la potentialisation de Camp Derby, le plus grand arsenal à l’étranger, un journal toscan en ligne titre : “Il était une fois Camp Darby”, en expliquant que “la base a été redimensionnée, à cause des coupes dans le budget de la Défense décidées par les gouvernements USA”. Et le quotidien Il Tirreno annonce : “À Camp Darby flotte seulement le drapeau tricolore : le drapeau USA est amené après presque 70 ans”.
Le Pentagone est-il en train de fermer la base, rendant à l’Italie le territoire sur lequel elle a été créée ? Pas du tout. L’US Army a concédé au Ministère italien de la Défense une toute petite portion de la base (34 hectares, environ 3% de toute la zone de 1.000 hectares), auparavant zone de détente, pour qu’y soit transféré le Commandement des forces spéciales de l’armée italienne (Comfose), initialement accueilli dans la caserne Gamerra de Pise, siège du Centre d’entraînement de parachutisme (il manifesto, 5 mars 2019).
 Le transfert a eu lieu silencieusement pendant le confinement et maintenant le Comfose annonce que son quartier général est situé dans le “nouveau domaine militaire”, de fait annexé à Camp Darby, base où se déroulent depuis longtemps des entraînements conjoints de militaires étasuniens et italiens.
Le transfert du Comfose dans une aire annexée à Camp Darby, formellement sous bannière italienne, permet d’intégrer en fait les forces spéciales italiennes à celles étasuniennes, en les employant dans des opérations secrètes sous commandement USA. Le tout sous la chape du secret militaire. 
En visite au nouveau quartier général du Comfose, le ministre de la Défense Lorenzo Guerini l’a défini comme “centre névralgique” non seulement des Forces spéciales mais aussi des “Unités Psyops de l’Armée”. La tâche de ces unités est de “créer le consensus de la population locale à l’égard des contingents militaires employés dans des missions de paix l’étranger”, c’est-à-dire de la convaincre que les envahisseurs sont des missionnaires de paix.
 Enfin le ministre Guerini a qualifié le nouveau quartier général de modèle du projet “Casernes Vertes”. Un modèle de “bien-être et écodurabilité”, qui repose sur un million de têtes explosives.
Manlio Dinucci
 Édition de mardi 14 juillet 2020 d’il manifesto

Traduit de l'italien par Marie-Ange Patrizio


IT -- Manlio Dinucci -- L’arte della guerra -- Sotto il tricolore che sventola a Camp Darby


L’arte della guerra

Sotto il tricolore che sventola a Camp Darby 

Manlio Dinucci


Mentre molte attività bloccate dal lockdown stentano a ripartire dopo l’allentamento delle restrizioni, ce n’è una che, non essendosi mai fermata, ora sta accelerando: quella di Camp Darby, il più grande arsenale Usa nel mondo fuori dalla madrepatria, situato tra Pisa e Livorno.

Completato il taglio di circa 1.000 alberi nell’area naturale «protetta» del Parco Regionale di San Rossore, è iniziata la costruzione di un tronco ferroviario che collegherà la linea Pisa-Livorno a un nuovo terminal di carico e scarico, attraversando il Canale dei Navicelli su un nuovo ponte metallico girevole. Il terminal, alto una ventina di metri, comprenderà quattro binari capaci di accogliere ciascuno nove vagoni.

Per mezzo di carrelli movimentatori di container, le armi in arrivo verranno trasferite dai carri ferroviari a grandi autocarri e quelle in partenza dagli autocarri ai carri ferroviari. Il terminal permetterà il transito di due convogli ferroviari al giorno che, trasportando carichi esplosivi, collegheranno la base al porto di Livorno attraverso zone densamente popolate. In seguito all’accresciuta movimentazione di armi, non basta più il collegamento via canale e via strada di Camp Darby col porto di Livorno e l’aeroporto di Pisa. Nei 125 bunker della base, continuamente riforniti dagli Stati uniti, è stoccato (secondo stime approssimative) oltre un milione di proiettili di artiglieria, bombe per aerei e missili, cui si aggiungono migliaia di carrarmati, veicoli e altri materiali militari.

Dal 2017 nuove grandi navi, capaci di trasportare ciascuna oltre 6.000 veicoli e carichi su ruote,  fanno mensilmente scalo a Livorno, scaricando e caricando armi che vengono trasportate nei porti di Aqaba in Giordania, Gedda in Arabia Saudita e altri scali mediorientali per essere usate dalle forze statunitesi, saudite e altre nelle guerre in Siria, Iraq e Yemen.

Proprio mentre è in corso il potenziamento di Camp Darby, il più grande arsenale Usa all’estero, una testata toscana online titola «C’era una volta Camp Darby», spiegando che «la base è stata ridimensionata, per i tagli alla Difesa decisi dai governi Usa». e il quotidiano Il Tirreno annuncia «Camp Darby, sventola solo il tricolore: ammainata dopo quasi 70 anni la bandiera Usa». Il Pentagono sta chiudendo la base, restituendo all’Italia il territorio su cui è stata creata? Tutt’altro.

Lo US Army ha concesso al Ministero italiano della Difesa una porzioncina della base (34 ettari, circa il 3% dell’intera area di 1.000 ha) prima adibita ad area ricreativa, perché vi fosse trasferito il Comando delle forze speciali dell’esercito italiano (Comfose), inizialmente ospitato nella caserma Gamerra di Pisa, sede del Centro addestramento paracadutismo (il manifesto, 5 marzo 2019).

Il trasferimento è avvenuto silenziosamente durante il lockdown e ora il Comfose annuncia che il suo quartier generale è situato nel «nuovo comprensorio militare», di fatto annesso a Camp Darby, base in cui si svolgono da tempo       addestramenti congiunti di militari statunitensi e italiani. Il trasferimento del Comfose in un’area annessa a Camp Darby, formalmente sotto bandiera italiana, permette di integrare a tutti gli effetti le forze speciali italiane con quelle statunitensi, impiegandole in operazioni coperte sotto comando Usa. Il tutto sotto la cappa del segreto militare.

Visitando il nuovo quartier generale del Comfose, il ministro della Difesa Lorenzo Guerini lo ha definito «centro nevralgico» non solo delle Forze speciali ma anche delle «Unità Psyops dell’Esercito».  Compito di tali unità è «creare il consenso della popolazione locale nei confronti dei contingenti militari impiegati in missioni di pace all’estero», ossia convincerla che gli invasori sono missionari di pace.

Il ministro Guerini ha infine indicato il nuovo quartier generale quale modello del progetto «Caserme Verdi». Un modello di «benessere ed ecosostenibilità», che poggia su un milione di testate esplosive.

Manlio Dinucci

il manifesto14 Luglio 2020

Saturday, September 22, 2018

FR -- Manlio Dinucci -- Arbres massacrés, Camp Darby monte en puissance




Arbres massacrés, Camp Darby monte en puissance

Manlio Dinucci

Les premiers sont déjà coupés, les autres marqués à la peinture : ce sont 937 arbres qu’on abat dans l’aire naturelle “protégée” du Parc Régional de San Rossore entre Pise et Livourne. C’est le premier “dommage collatéral” de la massive réorganisation, commencée ces jours-ci, des infrastructures de Camp Darby, le plus grand arsenal USA dans le monde hors de la mère-patrie (cf. il manifesto,11 septembre). Même si le commandement USA promet de replanter plus d’arbres qu’il n’en a été coupé, la construction d’une voie ferrée et d’autres infrastructures, en fragmentant les habitats naturels, bouleversera un vaste écosystème.

   Le projet prévoit la construction d’un nouveau tronc commun ferroviaire qui reliera la gare de Tombolo (sur la ligne Pise-Livourne) à un nouveau terminal de chargement/déchargement, en traversant le Canal des Navicelli sur un nouveau pont tournant métallique. Le terminal de chargement/déchargement, haut de presque 20 mètres, comprendra quatre voies de 175 mètres de long pouvant accueillir chacune neuf wagons pour un total de 36.

  Le terminal sera relié à l’aire de stockage des munitions (Ammunition Storage Area) par de grands autocars. Avec des chariots élévateurs de containers, les armes à l’arrivée seront transférées des wagons aux autocars et celles en partance des autocars aux wagons. Le terminal permettra le transit de deux convois ferroviaires par jour, qui relieront la base au port à travers les lignes normales des Ferrovie di Stato (Compagnie nationale des chemins de fer italiens).

   Le plan de réorganisation des infrastructures, qui vient de commencer, est dû au fait que, à la suite de l’augmentation du transit d’armes de Camp Darby, la liaison par canal et par route de la base avec le port de Livourne et l’aéroport de Pise, ne suffit plus. Dans les 125 bunkers de Camp Darby, continuellement approvisionnés par les États-Unis, est stocké (selon des estimations approximatives) plus d’un million de projectiles d’artillerie, bombes aéroportées et missiles, auxquels s’ajoutent des milliers de chars, véhicules et autres matériels militaires.

  Depuis mars 2017, d’énormes bateaux font chaque mois escale à Livourne, en déchargeant et chargeant des armes qui sont transportées en continu dans les ports d’Aqaba en Jordanie, Djeddah en Arabie Saoudite et autres escales moyen-orientales pour être utilisées par les forces étasuniennes et alliées dans les guerres en Syrie, Irak et Yémen.

   Nul besoin d’être un technicien spécialiste pour comprendre quels sont les dangers pour la population toscane. Déplacer en continu des milliers de têtes explosives d’énorme puissance dans un territoire densément habité comporte des risques évidents. Même si les responsables du projet le qualifient de stratégique pour “la santé de l’homme et la sécurité publique”, on ne peut pas exclure un accident aux conséquences catastrophiques. Ni un sabotage ou une attaque terroriste pour provoquer l’explosion de tout un convoi ferroviaire chargé de bombes. Ce que confirme le fait que dans le plan est prévue la réalisation d’un second terminal qui sera affecté aux opérations de vérification et inspection des “wagons suspects”, c’est-à-dire de ceux sur lesquels pourrait être installée (par exemple à l’intérieur d’un container) une bombe qui, avec une explosion commandée à distanceprovoquerait une réaction en chaîne catastrophique.

   Qu’ont fait les institutions face à tout cela ? Au lieu d’assumer leurs fonctions pour la protection des citoyens et du territoire, la Région Toscane, les Municipalités de Pise et Livourne et les autorités du Parc non seulement ont approuvé la montée en puissance de Camp Darby, mais ont contribué à sa réalisation. Les travaux publics réalisés ces dernières années pour des projets de développement économique véritables ou présumés (par exemple la construction navale de luxe) -en particulier les travaux pour améliorer la navigabilité du Canal des Navicelli et les liaisons ferroviaires du port de Livourne- sont exactement ceux que le commandement de Camp Darby a demandés depuis des années. Son plus haut représentant, le colonel Berdy, a été reçu ces derniers mois avec tous les honneurs par le président du Conseil régional toscan Giani (Pd), qui s’est engagé à promouvoir “l’intégration entre la base militaire USA de Camp Darby et la communauté qui l’entoure” ; par le maire de Livourne Nogarin (Mouvement 5 Étoiles) et par celui de Pise Conti (Ligue) qui ont exprimé largement la même position.

  Les arbres du Parc peuvent être coupés et les bombes de Camp Darby peuvent circuler sur notre territoire, grâce au consensus multi-partisan.

Édition de vendredi 21 septembre 2018 de il manifesto


Traduit de l’italien par Marie-Ange Patrizio.
Géographe et géopolitologue. Derniers ouvrages publiés : : Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018.

PT -- Manlio Dinucci -- Abate de árvores, Camp Darby fortifica-se



Abate de árvores, Camp Darby fortifica-se

Manlio Dinucci



As primeiras já foram cortadas, as outras estão marcadas com tinta: são 937 árvores a ser cortadas na área natural “protegida” do Parque Regional de San Rossore, entre Pisa e Livorno. É o primeiro "dano colateral" da reorganização maciça, iniciada nos últimos dias, da infraestrutura de Camp Darby, o maior arsenal dos EUA no mundo fora da pátria (ver il manifesto,11 de Setembro). Mesmo se o comando USA prometer tornar a plantar mais árvores do que as que foram cortadas, a construção de uma via férrea e de outra infraestrutura, fragmentando habitats naturais, perturbará um vasto ecossistema.

O projecto prevê a construção de um novo ramal ferroviário que ligará a estação de Tombolo (na linha Pisa-Livorno) a um novo terminal de embarque e desembarque, atravessando o Canal Navicelli sobre uma nova ponte metálica giratória. O terminal de carga e descarga, com quase 20 metros de altura, incluirá faixas de 175 metros de comprimento capazes de acomodar nove vagões, num total de 36.

O terminal estará ligado à área de armazenamento de munições (Ammunition Storage Area) por intermédio de grandes camiões. Por meio de carrinhos transportadores de contentores, as armas que chegam serão transportadas dos vagões ferroviários para os camiões e as que saem, dos camiões para os vagões ferroviários. O terminal permitirá o trânsito de dois comboios por dia, que ligarão a base ao porto através das linhas normais dos Caminhos de Ferro do Estado.

O plano recentemente inaugurado para reorganizar as infraestruturas, iniciado recentemente, deve-se ao facto de que, devido ao aumento do trânsito de armas de Camp Darby, já não é suficiente a ligação por canal e por estrada da base com o porto de Livorno e com o aeroporto de Pisa. Nos 125 bunkers de Camp Darby, continuamente abastecidos pelos Estados Unidos, estão armazenados (segundo estimativas aproximadas), mais de um milhão de projécteis de artilharia, bombas para aviões e mísseis, a que se juntam milhares de tanques, veículos e outros materiais militares. A partir de Março de 2017, navios enormes fazem escalas mensais em Livorno, descarregando e carregando armas que são continuamente transportadas para os portos de Aqaba, na Jordânia, Jeddah na Arábia Saudita e outros aeroportos do Médio Oriente, para serem usadas pelas forças dos EUA e pelas forças aliadas, nas guerras na Síria, no Iraque e no Iémen.

Para perceber quais são os perigos para a população da Toscana não é necessário sermos técnicos especializados. Movimentar continuamente milhares de ogivas explosivas de enorme potência, em território densamente povoado, apresenta riscos óbvios. Embora os responsáveis do projecto o considerem estratégico para “a saúde humana e para a segurança pública”, não se pode excluir um acidente com consequências catastróficas. Nem se pode desvalorizar uma sabotagem ou um ataque terrorista para provocar a explosão de um comboio completamente carregado de bombas. Confirma-o, o facto do plano prever a construção de um segundo terminal que será utilizado para a verificação e inspecção de “tanques suspeitos”, ou seja, aqueles em que possa ter sido instalado (por exemplo, dentro de um contentor), uma bomba que, explodindo sob controlo remoto, provocaria uma reacção em cadeia.

O que fizeram as instituições perante tudo isto? Em vez de cumprir as suas funções de proteger os cidadãos e o território, a Região Toscana, os Municípios de Pisa e de Livorno e a Autoridade do Parque não só aprovaram a consolidação de Camp Darby, mas contribuíram para a sua concretização. Obras civis realizadas nos últimos anos para projectos de desenvolvimento económico, reais ou presumíveis (por exemplo, estaleiros navais de luxo) - em particular, obras para melhorar a navegação do Canal Navicelli e as ligações ferroviárias do porto de Livorno - são exactamente as exigidas durante anos pelo comando de Camp Darby. O seu maior representante, o Coronel Berdy, foi recebido nos últimos meses com todas as honras pelo presidente do Conselho Regional toscano, Giani (Pd), que se comprometeu a promover “a integração entre a base militar USA, de Camp Darby e a comunidade circundante”, do Prefeito de Livorno, Nogarin (M5S) e do homólogo de Pisa, Conti (Lega), que exprimiram a mesma posição. As árvores do Parque podem ser cortadas e as bombas de Camp Darby podem circular no nosso território, graças ao consentimento multipartidário.


il manifesto, 21 de Setembro de 2018


NO WAR NO NATO
https://www.pandoratv.it/category/opinioni/manlio-dinucci-opinioni/

Manlio Dinucci


Geógrafo e geopolítico. Últimos trabalhos publicados: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018

IT -- Manlio Dinucci -- Strage di alberi, Camp Darby si potenzia

 


Strage di alberi, Camp Darby si potenzia

Manlio Dinucci

 

I primi sono già stati tagliati, gli altri marchiati con la vernice: sono 937 gli alberi che vengono abbattuti nell’area naturale «protetta» del Parco Regionale di San Rossore tra Pisa e Livorno. È il primo «danno collaterale» della  massiccia riorganizzazione, iniziata in questi giorni, delle infrastrutture di Camp Darby, il più grande arsenale Usa nel mondo fuori dalla madrepatria (v. il manifesto,11 settembre). Anche se il comando Usa promette di ripiantare più alberi di quelli tagliati, la costruzione di una ferrovia e altre infrastrutture, frammentando gli habitat naturali, sconvolgerà un vasto ecosistema.

Il progetto prevede la costruzione di un nuovo tronco ferroviario che collegherà la stazione di Tombolo (sulla linea Pisa-Livorno) a un nuovo terminal di carico e scarico, attraversando il Canale dei Navicelli su un nuovo ponte metallico girevole. Il terminal di carico e scarico, alto quasi 20 metri, comprenderà quattro binari lunghi 175 metri capaci di accogliere ciascuno nove vagoni per un totale di 36.

Il terminal sarà collegato all’area di stoccaggio delle munizioni (Ammunition Storage Area) con grandi autocarri. Per mezzo di carrelli movimentatori di container, le armi in arrivo verranno trasferite dai carri ferroviari agli autocarri e quelle in partenza dagli autocarri ai carri ferroviari. Il terminal permetterà il transito di due convogli ferroviari al giorno, che collegheranno la base al porto attraverso le normali linee delle Ferrovie dello Stato.

 Il piano di riorganizzazione delle infrastrutture, appena iniziato, è dovuto al fatto che, in seguito all’accresciuto transito di armi da Camp Darby, non basta più il collegamento via canale e via strada della base col porto di Livorno e l’aeroporto di Pisa. Nei 125 bunker di Camp Darby, continuamente riforniti dagli Stati uniti, è stoccato (secondo stime approssimative) oltre un milione di proiettili di artiglieria, bombe per aerei e missili, cui si aggiungono migliaia di carrarmati, veicoli e altri materiali militari. Dal marzo 2017, enormi  navi fanno mensilmente scalo a Livorno, scaricando e caricando armi che vengono trasportate in continuazione nei porti di Aqaba in Giordania, Gedda in Arabia Saudita e altri scali mediorientali per essere usate dalle forze statunitesi e alleate nelle guerre in Siria, Iraq e Yemen.

Per capire quali siano i pericoli per la popolazione toscana non occorre essere tecnici specializzati. Movimentare in continuazione migliaia di testate esplosive di enorme potenza in un territorio densamente abitato comporta evidenti rischi. Anche se i responsabili del progetto lo definiscono strategico per «la salute dell’uomo e la pubblica sicurezza», non si può escludere un incidente dalle conseguenze catastrofiche. Né si può escludere un sabotaggio o un attacco terroristico per provocare l’esplosione di un intero convoglio ferroviario carico di bombe. Lo conferma il fatto che nel piano è prevista la realizzazione di un secondo terminal che sarà adibito alle operazioni di verifica e ispezione dei «carri sospetti», ossia di quelli su cui potrebbe essere stata installata (ad esempio all’interno di un container) una bomba che, esplodendo a comando, provocherebbe una catastrofica reazione a catena.

Che cosa hanno fatto le istituzioni di fronte a tutto questo? Invece di svolgere le loro funzioni a tutela dei cittadini e del territorio, la Regione Toscana, i Comuni di Pisa e Livorno e l’Ente Parco hanno non solo approvato il potenziamento di Camp Darby, ma hanno contribuito alla sua realizzazione. Le opere civili realizzate negli ultimi anni per progetti di sviluppo economico veri o presunti (ad esempio la cantieristica di lusso) – in particolare i lavori per migliorare la navigabilità del Canale dei Navicelli e i collegamenti ferroviari del porto di Livorno – sono esattamente quelli richiesti da anni dal comando di Camp Darby. Il suo massimo rappresentante, il colonnello Berdy, è stato ricevuto negli ultimi mesi con tutti gli onori dal presidente del Consiglio regionale toscano Giani (Pd), che si è impegnato a promuovere «l’integrazione tra la base militare Usa di Camp Darby e la comunità circostante», dal sindaco di Livorno Nogarin (M5S) e da quello di Pisa Conti (Lega) che hanno espresso sostanzialmente la stessa posizione. Gli alberi del Parco possono essere tagliati e le bombe di Camp Darby possono circolare sul nostro territorio, grazie al consenso multipartisan. 

il manifesto, 21 settembre 2018

NO WAR NO NATO

assange



At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

xmas





the way we live

MAN


THE ENTIRE 14:02' INTERVIEW IS AVAILABLE AT

RC



info@exopoliticsportugal.com

BJ 2 FEV


http://benjaminfulfordtranslations.blogspot.pt/


UPDATES ON THURSDAY MORNINGS

AT 08:00h UTC


By choosing to educate ourselves and to spread the word, we can and will build a brighter future.

bj


Report 26:01:2015

BRAZILIAN

CHINESE

CROATIAN

CZECK

ENGLISH

FRENCH

GREEK

GERMAN

ITALIAN

JAPANESE

PORTUGUESE

SPANISH

UPDATES ON THURSDAY MORNINGS

AT 08:00 H GMT


BENJAMIN FULFORD -- jan 19





UPDATES ON THURSDAY MORNINGS

AT 08:00 H GMT

PressTV News Videos