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Thursday, August 10, 2017

DOSSIER UCRÂNIA -- Eric Zuesse: O Que é Que Provocou o Golpe da América na Ucrânia ?

The Current Big Lie Is...
DOSSIER UCRÂNIA -- O Que é Que Provocou o Golpe da América na Ucrânia ?
por Eric Zuesse
Publicado em 24 de Março, 2017 
O texto a seguir é a tradução do link do # 1, linha 8 do artigo  

ERIC ZUESSE -- A Grande Mentira Vigente É…

 

Em 23 de Março, Gallup/Sondagens de Opinião publicou um artigo com o título “No Sofrimento, o Sudão do Sul, o Haiti e a Ucrânia Lideram o Mundo” e a parte ucraniana do mesmo artigo pode ser colocada, incontestavelmente, aos pés do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, em Fevereiro de 2014, impôs à Ucrânia um golpe muito sangrento ( Veja acima), que ele e sua imprensa deturparam (e ainda distorcem) como sendo (e ainda descrevem como tendo sido) uma "revolução democrática", mas que, de facto, não foi e, na verdade, foi o início da ditadura ucraniana e do Inferno que, desde então destruiu esse país e conduziu as pessoas para tal miséria, que agora essa mesma miséria é, de longe, a pior da Europa, e está quase  aproximada ao pior sofrimento em todo o mundo.
A comunicação mediática criminosa da América nunca informou o público sobre o golpe, nem que em 2011 o regime de Obama começou a planear esse golpe na Ucrânia. E que, até 1 de Março de 2013, começaram a organizá-lo na Embaixada dos EUA, na Ucrânia. Que contrataram membros de dois partidos políticos, fascistas ou nazis, na Ucrânia - o Sector da Direita e o Svoboda (o qual se denominava Partido Social Nacionalista da Ucrânia - até a CIA  ter aconselhado a mudar para a designação Partido da Liberdade ou “Svoboda”). Que, em Fevereiro de 2014, eles fizeram-no (e eis o telefonema de 4 de Fevereiro de 2014, a comunicar ao Embaixador dos EUA quem devia colocar como responsável pelo novo regime, quando o golpe estivesse completado), sob a capa de autênticas manifestações contra a corrupção, que a Embaixada organizou na Praça Maidan, em Kiev, manifestações que a imprensa criminosa dos EUA desvirtuava, apresentando-as como sendo “demonstrações democráticas”, embora a Ucrânia já tivesse uma democracia (mas ainda muita corrupção, mais do que os EUA de hoje e Obama, de uma maneira pomposa e dogmática, declarou que  estava a tentar acabar com a corrupção na Ucrânia –  em vez disso, ampliou nesse país, o golpe de Estado arquitectado por ele).
O Director da “CIA privada”, a empresa de Serviços Secretos Stratfor, disse que era “o golpe mais irrefutável da História”, mas  não podia dizê-lo aos americanos, porque sabe que nossa imprensa é apenas um porta-voz do regime (assim como foi, igualmente, durante o início da invasão no Iraque, provocada por George W. Bush - pela qual a comunicação mediática da América também não sofreu penalidades).
Quando, posteriormente, foi acusado pelos neoconservadores de ter dito isso, a sua resposta foi: "Eu disse ao jornal de negócios Kommersant que se os EUA estivessem  por trás de um golpe, em Kiev, teria sido o golpe mais flagrante da História", mas estava a mentir quando disse isso, porque, como demonstrei ao escrever sobre essa duplicação, ele havia, de facto, esclarecido na sua entrevista ao Kommersant, que, em sua opinião, era “o golpe mais incontestável da História”, sem ter usado o verbo no tempo condicional.
Todos sabem o que Obama, Clinton e Sarkozy fizeram à Líbia - no seu zelo de eliminar o líder de outra nação amiga  da Rússia (Muammar Gaddafi), transformaram uma das nações de maior nível de vida, em África, num Estado falido e numa enorme fonte de refugiados (bem como o que fizeram às armas, que o Departamento de Estado de Clinton transferiu para os jihadistas na Síria, a fim de derrubar Bashar al-Assad, outro aliado da Rússia) - mas a comunicação mediática continuou a esconder o que Obama ( ajudado pelos aliados europeus da América, especialmente, pela Polónia e pela Holanda e também por Israel - o aliado do apartheid do Médio Oriente), fizeram à Ucrânia.
Eu votei a favor de Obama, em parte porque o louco McCain (“bombardear, bombardear, bombardear o Irão”) e o assustador Romney (“A Rússia, é, sem dúvida, o nosso inimigo geopolítico número um”) foram denunciados pelo (traiçoeiro) Obama por dizer coisas tão maldosas, pelas suas posições internacionais agressivas, que continuaram as velhas hostilidades da era da Guerra Fria no presente, mesmo depois da Guerra Fria ter terminado há muito tempo (em 1991) (mas apenas do lado russo). Desde então, sabe-se que no sistema político americano de hoje, a mesma aristocracia controla os nossos dois partidos políticos podres e que a democracia americana já não existe. (E o único estudo científico que investigava se a América entre os anos 1981 e 2002 era democrática, descobriu que não era, e confirmou o que Jimmy Carter disse, mais tarde, em 28 de Julho de 2015:
Agora é apenas uma oligarquia, cuja maneira de obter a nomeação para presidente ou ser eleito presidente é, essencialmente,através de suborno político ilimitado. E o mesmo aplica-se aos governadores e aos senadores e aos membros do congresso dos Estados Unidos ".
Mas, no entanto, os nossos presidentes continuam essa linha (de pensamento),que agora demonstra que se tornou num mito - a “democracia americana”- e usam-no como um martelo contra outros governos, para “justificar” a invasão (ou, no caso específico da Ucrânia, para derrubar através de uma “revolução democrática”) os seus territórios (aliados da Rússia), como aconteceu no Iraque, na Líbia, na Síria e talvez até, em breve, no Irão.
Aqui estão alguns dos acontecimentos e detalhes históricos importantes, ao longo do caminho para o mergulho da Ucrânia numa condição pior do que a maioria das nações africanas:

Por favor, envie este artigo a todos os amigos que fazem parte da maioria que, como consta numa pesquisa da Universidade de Quinnipiac publicada em 22 de Março, informa: "Um total de 51% dos eleitores dizem que podem confiar nas agências dos Serviços Secretos dos EUA para fazer o que é certo “quase sempre” ou “a maior parte das vezes”(e esse nível de confiança era muito maior do que o que sentiam pela  imprensa e pelos políticos podres), mesmo depois da CIA esmiuçar as mentiras de Bush para invadir o Iraque e depois do desempenho do FBI sobre os emails privados do Departamento de Estado, de Hillary Clinton, mesmo depois dela ter esmagado os seus telemóveis/celulares com martelos, etc., e todos os outros encobrimentos oficiais, sem  que as autoridades americanas, até mesmo sendo acusadas ​​de crimes desenfreados contra o público americano. Além disso: desde a fundação da CIA, houve uma "Operação Gladio" que se especializou na organização de actos terroristas para que fossem imputados, em primeiro lugar, aos países comunistas quando existiam; e, mais tarde, após o fim do comunismo, aos aliados da Rússia. Será que a ditadura americana começou logo que FDR morreu, em 1945? Durante quanto tempo é que ela irá ser bem sucedida?
Para o povo do Iraque, da Síria e da Ucrânia e de muitos desses países, essa ditadura destruiu as suas vidas. Confiar nos “serviços secretos”de uma ditadura não faz sentido. Todos eles estão a trabalhar para a aristocracia, para os bilionários - não para o público, em qualquer lugar; não acontece aqui, nem aí, nem em lado nenhum. Será que o gado deve confiar em quem o alimenta? Só a ignorância pode produzir confiança, dadas as condições que realmente existem.

Então, a não ser que a ideia seja que a ignorância é uma felicidade, transmita a verdade sempre que a encontrar, porque é muito rara - e o sistema funciona para mantê-la assim.

O Historiador e investigador Eric Zuesse é o autor de  They’re Not Even Close: The Democratic vs. Republican Economic Records, 1910-2010, e de  CHRIST’S VENTRILOQUISTS: The Event that Created Christianity.



Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
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