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Friday, July 21, 2017

Manlio Dinucci -- Pentágono: Top Secret – a Deslocação das Armas Nucleares dos EUA

Donald Trump’s Stance on B61-12: Issue of Fundamental Importance

Pentágono: 
Top Secret – a Deslocação das Armas Nucleares dos EUA
Manlio Dinucci

Os resultados das inspecções periódicas para controlar como as armas nucleares são geridas, mantidas e vigiadas, são, a partir de agora, top secret: decidiu o Pentágono, declarando que, desta forma, “se evita que os adversários saibam demasiado sobre a vulnerabilidade das armas nucleares.” Na verdade, comentam os especialistas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS), os relatórios sobre as inspecções até agora divulgados não continham informações classificadas/secretas. No entanto, surgiram problemas relacionados com a segurança das armas nucleares e com o comportamento do pessoal envolvido na gestão das mesmas. Assim, de agora em diante, a não ser um pequeno círculo do Pentágono, ninguém terá informações sobre o grau de segurança dos locais, como Aviano e Ghedi Torre, onde estão armazenadas armas nucleares americanas.
No entanto, o objectivo fundamental da decisão do Pentágono, é outro: não fazendo saber onde serão efectuadas as inspecções, não revelam, nem mesmo indirectamente, onde as armas nucleares estão instaladas. O que diz respeito, não só às instalações em solo americano, mas, especialmente, às que se encontram noutros países. Sem surpresa, a retenção dos resultados das inspecções não foi decidida, apenas, para a B61-12, a nova bomba nuclear americana, destinada a substituir a B-61 distribuída em Itália e noutros países europeus, que entrou na fase de engenharia que prepara a produção em série.
Não se sabe quantas B61-12 são destinadas à Itália – escrevemos no manifesto de 18 de Abril – mas, dada a crescente tensão com a Rússia, não está excluído,  que o seu número seja maior do que as da B61 actuais (estimadas em 70). Também não é de excluir que, além de Aviano e Ghedi, elas estejam localizadas noutras bases, tais como Camp Darby, onde estão armazenadas as bombas da Força Aérea dos EUA. O facto de que, no exercício de guerra nuclear da NATO, realizado em Ghedi em 2014, terem participado pela primeira vez, pilotos polacos com caças-bombardeiros F-16C / D, indica que, com toda a probabilidade, as B61-12 também serão distribuídas na Polónia e noutros países da Europa de Leste.
A B61-12 não é, simplesmente, uma versão modernizada da bomba anterior, mas uma nova arma: tem uma ogiva nuclear com quatro opções de potência, que podem ser seleccionadas de acordo com o alvo a atingir; um sistema de guia que lhe permite desligar não na vertical, mas à distância do objectivo; a capacidade de penetrar no solo para destruir o bunker dos centros de controlo, num first strike nuclear. A nova bomba nuclear pode ser deixada cair de um caça F-16 (modelo C/D) da 31st Fighter Wing, a esquadrilha de caças-bombardeiros americana, colocada em Aviano (Pordenone), pronta para atacar actualmente com 50 bombas B61 (Número estimado pelo Fas) . A B61-12 também pode ser lançada pelos caça-bombardeiros Tornado PA-200, semelhantes aos do 6° Esquadrão da Força Aérea italiana, distribuídos em Ghedi (Brescia), preparados actualmente para o ataque nuclear com 20 bombas B61. Entretanto, aguarda-se a chegada à aeronáutica italiana, dos caças F-35 nos quais, segundo anuncia a Força Aérea dos EUA, “será integrada a bomba B61-12”,.
As moções parlamentares nas quais se pede ao governo italiano para  não permitir que as bombas B61-12 sejam  instaladas nos F-35 servem para chamar a atenção da opinião pública sobre o assunto; mas  não têm oportunidade de serem bem sucedidas, porque a decisão não está nas mãos do governo italiano, mas no comando americano/NATO e as mesmas podem ser instaladas noutros aviões. A questão de fundo é outra. Uma vez iniciada em 2020 (mas não está excluída a hipótese que seja antes) a implantação na Europa da B61-12, definida pelo Pentágono  como “elemento fundamental  da tríade nuclear dos EUA” (terrestre, naval e aérea), a Itália, oficialmente país não-nuclear, tornar-se-á na linha de frente de um confronto nuclear ainda mais perigoso entre os EUA/NATO e Rússia.
   Apesar da Itália ter ratificado o Tratado de Não-Proliferação (TNP), que a vincula a "não receber quaisquer armas nucleares, nem a controlar tais armas, directa ou indirectamente”'. Assim, a batalha política a ser realizada no país e no Parlamento deve visar à eliminação das armas nucleares instaladas em Itália, ou seja, a proceder à desnuclearização completa de nosso território nacional, ou porque é exigido pelo TNP ou seja porque é uma condição indispensável para a adesão italiana ao Tratado sobre a proibição dearmas nucleares, votado esmagadoramente nas Nações Unidas, mas ignorado pela Itália.

Il manifesto, 21 Julho 2017

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos

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