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Monday, June 27, 2016

Thierry Meyssan -- Le projet des faucons libéraux



Le projet des faucons libéraux
par Thierry Meyssan
Les partisans d’Hillary Clinton ont lancé une campagne en faveur d’une entrée en guerre ouverte des États-Unis contre la Syrie. L’administration Obama leur a répondu par un silence poli. Quoi qu’il en soit, cet épisode permet de mieux comprendre la position du parti de la guerre.
RÉSEAU VOLTAIRE | DAMAS (SYRIE) | 22 JUIN 2016 http://www.voltairenet.org/squelettes/elements/images/ligne-rouge.gif

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Le vice-président Biden était l’invité de la conférence annuelle du CNAS. Il s’est contenté de faire des bons mots.
Les « faucons libéraux », c’est-à-dire les démocrates favorables à des interventions militaires tous azimuts afin d’affirmer la suprématie des États-Unis sur le reste du monde, ont lancé une vaste opération au sein de l’administration Obama. Ils espèrent profiter de la campagne électorale en cours pour contraindre le prochain président à renverser la République arabe syrienne.

Sergey Lavrov "Política Externa da Rússia: Antecedentes Históricos"



Sergey Lavrov "Política Externa da Rússia: Antecedentes Históricos"



Numerosas investigações científicas testemunham o elevado nível cultural e espiritual da Rus’ daqueles dias, um nível que, frequentemente, era superior ao dos países europeus ocidentais contemporâneos. Muitos pensadores ocidentais notáveis reconheceram que a Rus’ fazia parte do contexto europeu. Ao mesmo tempo, o povo russo possuía uma matriz cultural própria e um tipo de de espiritualidade original e nunca se misturou com o Ocidente. Neste contexto, é útil recordar o que foi para o meu povo, em muitos aspectos, uma época crítica e trágica - a invasão mongol . O grande poeta e escritor russo, Alexander Pushkin escreveu: "Os bárbaros não se atreveram a deixar uma Rus escravizada para trás e regressar às estepes orientais. O iluminismo cristão foi salvo pela  Rússia, devastada e moribunda. Também conhecemos uma visão alternativa oferecida pelo ilustre historiador e etnólogo Lev Gumilyov, que acreditava que a invasão mongol tinha preparado o aparecimento de uma nova etnia russa e que a Grande Estepe nos tinha dado um impulso adicional para o desenvolvimento.

Seja como for, é evidente que o período acima referido foi extremamente importante para a afirmação do papel independente do Estado russo na Eurásia. Recordemos, neste contexto, a política seguida pelo Grão Príncipe Alexandre Nevsky, que optou por submeter-se temporariamente aos governantes da Horda de Ouro, que eram tolerantes com o cristianismo, a fim de apoiar o direito dos russos de ter uma fé de sua própria escolha e decidir o seu destino, apesar das tentativas do Ocidente Europeu de colocar os territórios russos sob controlo total e privar a população russa da sua identidade. Creio que esta política sábia e voltada para o futuro está nos nossos genes.

A Rus vergou mas não foi quebrada pelo pesado jugo mongol e conseguiu sair desta provação terrível como sendo um único estado, que mais tarde foi considerado quer pelo Ocidente, quer pelo Oriente, como o sucessor do Império Bizantino, que deixou de existir em 1453. Era um país imponente que se estendia ao longo do que era praticamente todo o perímetro oriental da Europa e assim, a Rússia começou uma expansão natural em direcção aos Montes Urais e à Sibéria, absorvendo territórios enormes. Já então era um poderoso factor de equilíbrio para as combinações políticas europeias, incluindo a bem conhecida Guerra dos Trinta Anos, que deu à luz o sistema de relações internacionais da Westfália, cujos princípios, sobretudo o respeito pela soberania do Estado, que mesmo hoje são de grande importância.

Neste ponto, estamos  aproximarmo-nos de um dilema que tem sido evidente durante vários séculos. Enquanto o estado de Moscovo em rápido desenvolvimento, desempenhava naturalmente,  um papel cada vez mais preponderante nos assuntos europeus, os países europeus estavam inquietos sobre o gigante em desenvolvimento no Oriente e tentaram isolá-lo sempre que possível e impedi-lo de participar nos assuntos mais importantes da Europa.

A contradição aparente entre a ordem social tradicional e um esforço enorme de modernização baseado na experiência mais avançada, também remonta há séculos. Na realidade, um estado em franco desenvolvimento é obrigado a tentar dar um salto em frente, contando com a tecnologia moderna, o que não implica necessariamente ter de renunciar ao seu "código cultural." Há muitos exemplos de modernização de sociedades orientais sem haver uma ruptura radical com as suas tradições. Isto é mesmo muito típico da Rússia que, essencialmente, é um ramo da civilização europeia.

A propósito, a necessidade de modernização baseada em empreendimentos europeus foi claramente manifestada na sociedade russa sob o Czar Alexandre, se bem que o talentoso e ambicioso Pedro, o Grande, lhe tenha dado um forte impulso. Baseando-se em medidas nacionais, duras e resolutas, e na política externa bem sucedida, Pedro, o Grande, conseguiu colocar a Rússia na categoria dos países importantes da Europa, em pouco mais de duas décadas. Desde essa altura, a posição da Rússia não poderia mais ser ignorada. Nenhum assunto europeu podia ser resolvido sem a opinião da Rússia.

Não seria correcto pensar que todos estavam felizes com esta situação. Foram levadas a cabo repetidas tentativas de retroceder este país para a época anterior a Pedro, o Grande, ao longo dos séculos posteriores, mas não conseguiram. Em meados do séc. XVIII, a Rússia desempenhou um papel fundamental num conflito alargado a toda a Europa -  a Guerra dos Sete Anos. Naquele tempo, as tropas russas fizeram uma entrada triunfal em Berlim, a capital da Prússia sob Frederico II, que tinha a reputação de ser invencível. A Prússia foi salva de uma derrota inevitável, apenas, porque a Imperatriz Isabel   faleceu de morte súbita e foi sucedida por Pedro III, que simpatizava com Frederico II. Esta viragem na história da Alemanha, ainda é referida como o Milagre da Casa de Brandenburg. O tamanho, o poder e a influência da Rússia cresceram substancialmente sob o reinado de Catarina, a Grande, pois, como o então chanceler Alexander Bezborodko  declarou:  "Nenhum canhão na Europa poderia ser disparado sem o nosso consentimento."

Gostaria de citar a opinião de uma pesquisadora respeitável da História russa, Hélène Carrère d'Encausse, secretária permanente da Academia Francesa. Ela disse que o Império Russo era o maior império de todos os tempos, na totalidade de todos os parâmetros – pelo seu tamanho, pela capacidade de administrar os seus territórios e pela longevidade de sua existência. Seguindo filósofo russo Nikolai Berdyayev, ela insiste que a História impregnou a Rússia, com a missão de ser a ligação entre o Oriente e o Ocidente.

Pelo menos durante os dois últimos séculos, todas e quaisquer tentativas de unir a Europa sem a Rússia ou contra ela,  conduziram inevitavelmente a tragédias sombrias, cujas consequências foram sempre superadas com a participação decisiva do nosso país. Refiro-me, em parte, às guerras napoleónicas e após a conclusão das mesmas, a Rússia alterou o sistema de relações internacionais que se baseava nos interesses nacionais, pelo equilíbrio de forças e consideração mútua e impediu o poder e a influência de um Estado na Europa. Lembramos que o Imperador Alexander I  teve um papel activo na elaboração das decisões do Congresso de Viena em 1815, que garantiram o desenvolvimento da Europa, sem confrontos armados graves durante os 40 anos que se seguiram.

Aliás, até certo ponto, as idéias de Alexander I podiam ser descritas como um protótipo do conceito de subordinar os interesses nacionais aos objectivos comuns, principalmente, a manutenção da paz e da ordem na Europa. Como disse o Imperador russo: "Não pode haver nunca mais uma política inglesa, francesa, russa ou austríaca. Só pode haver apenas uma política - uma política comum que deve ser aceite por ambos os povos e soberanos para obter a felicidade comum ".

Da mesma maneira, o sistema de Viena foi destruído na sequência do desejo de marginalizar a Rússia dos assuntos europeus. Paris estava obcecada com esta ideia durante o reinado do Imperador Napoleão III. Na tentativa de forjar uma aliança contra a Rússia, o monarca francês, agindo como um grão mestre de xadrez infeliz, estava disposto a sacrificar todas as outras peças do jogo. Como é que tal aconteceu? Na verdade, a Rússia foi derrotada na Guerra da Criméia de 1853-1856, cujas consequências que conseguiu superar em breve devido a uma política consistente e clarividente, levada a cabo pelo Chanceler Alexander Gorchakov. Quanto a Napoleão III, terminou o seu governo como prisioneiro dos alemães e o pesadelo do confronto franco-alemão pairou sobre a Europa Ocidental durante décadas.

Aqui está outro episódio relacionado com a Guerra da Criméia. Como sabemos, o Imperador austríaco recusou-se a ajudar a Rússia, que, alguns anos antes, em 1849, tinha vindo em  sua ajuda durante a revolta húngara. Em seguida, o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco, Felix Schwarzenberg, disse a famosa frase: "A Europa ficaria surpreendida pela profundidade da ingratidão da Áustria." De um modo geral, o desequilíbrio dos mecanismos políticos e económicos europeus provocaram uma cadeia de acontecimentos que conduziram à Primeira Guerra Mundial.

Em particular, regressando àquela época da diplomacia russa e também ás ideias avançadas que estavam à frente do seu tempo. As conferências da paz da Haia de 1899 e 1907, convocadas por iniciativa do Imperador Nicolau II, foram as primeiras tentativas de chegar a um acordo sobre a contenção da corrida às armas e impedir os preparativos de uma guerra devastadora. Mas muitas pessoas não sabem nada sobre ele.

A Primeira Guerra Mundial ceifou vidas, causou o sofrimento de incontáveis milhões de pessoas e levou ao colapso de quatro impérios. Neste contexto, é oportuno lembrar ainda outro aniversário, que irá acontecer no próximo ano - o 100º aniversário da Revolução Russa. Hoje somos confrontados com a necessidade de desenvolver uma avaliação equilibrada e objectiva desses factos, especialmente num ambiente onde, particularmente no Ocidente, muitos estão dispostos a usar esta data para montar ainda mais ataques de informação sobre a Rússia, para retratar a  revolução 1917 como um golpe bárbaro que denigre toda a História europeia. Pior ainda, querem equiparar o regime soviético ao nazismo, e culpam-no parcialmente pelo início da Segunda Guerra Mundial.

Sem dúvida, a Revolução de 1917 e a guerra civil que se seguiu foram uma tragédia terrível para a nossa nação. No entanto, todas as outras revoluções também foram trágicas. Isso não impede os nossos colegas franceses de exaltarem a sua revolução, a qual, para além dos slogans de liberdade, igualdade e fraternidade, também está ligada ao uso da guilhotina e a rios de sangue.

A Revolução Russa foi, sem dúvida  um grande acontecimento que teve impacto na História do mundo, de maneira muito duvidosa. Foi considerada como uma espécie de experiência na implementação das ideias socialistas, que foram então amplamente difundidas em toda a Europa. As pessoas apoiaram-nas, porque grandes massas da população eram atraídas para a organização social, confiando nos princípios colectivos e comunitários.

Os pesquisadores honestos observam claramente o impacto das reformas na União Soviética na formação do chamado estado de bem-estar na Europa Ocidental no período após a Segunda Guerra Mundial. Os governos europeus decidiram introduzir medidas sem precedentes de protecção social sob a influência do exemplo da União Soviética, num esforço para tornar as ideias das forças políticas de esquerda menos boas, especialmente tendo-as colocado em prática antes deles ou melhor do que eles.

Pode dizer-se que os 40 anos a seguir à Segunda Guerra Mundial foram uma época surpreendentemente boa para a Europa Ocidental, que foi poupada à necessidade de tomar as suas próprias decisões importantes devido ao confronto EUA-URSS e usufruiu oportunidades únicas para conseguir um desenvolvimento estável.

Nestas circunstâncias, os países da Europa Ocidental implementaram várias ideias sobre a conversão dos modelos capitalista e socialista, que, como sendo a forma preferida de progresso socio-económico, foram promovidas por Pitirim Sorokin e outros pensadores ilustres do século XX. Durante os últimos 20 anos, temos vindo a assistir ao processo inverso na Europa e nos Estados Unidos: a redução da classe média, o aumento da desigualdade social e o desmantelar dos controlos sobre os grandes negócios/empresas.

O papel que a União Soviética desempenhou na descolonização e na promoção dos princípios das relações internacionais, tais como o desenvolvimento independente das nações e seu direito à auto-determinação, é inegável.

Não me vou debruçar sobre os pontos relacionados com a Europa a resvalar para a Segunda Guerra Mundial. Claro que as aspirações anti-russas das elites europeias e o seu desejo em libertar a máquina de guerra de Hitler contra a União Soviética tiveram um papel preponderante. Corrigir a situação após este terrível desastre envolveu a participação do nosso país como sendo um parceiro-chave na determinação dos parâmetros da ordem Europeia e mundial.

Neste contexto, a noção de "choque de dois totalitarismos" , que agora é inculcada activamente nas mentes europeias, incluindo nas escolas, é infundada e imoral. A União Soviética, apesar de todos os seus males, nunca teve como objectivo destruir nações inteiras. Winston Churchill, que toda a sua vida foi um oponente de princípio da União Soviética e desempenhou um papel importante que vai desde a aliança da Segunda Guerra Mundial para um novo confronto com a União Soviética, disse que a benevolência, ou seja, a vida de acordo com a consciência, é a maneira como a Rússia aje.

Se deitarem um olhar imparcial aos países europeus mais pequenos, que anteriormente faziam parte do Pacto de Varsóvia, e que agora são membros da União Europeia e da NATO, é claro que o problema não foi sobre a subjugação da liberdade, que os intelectuais ocidentais gostam de mencionar, mas sim uma mudança de liderança. O Presidente russo, Vladimir Putin, falou sobre este assunto há pouco tempo. Os representantes desses países admitem à porta fechada que não podem tomar qualquer decisão importante sem a luz verde de Washington ou Bruxelas.

Parece que, no contexto do 100º aniversário da Revolução Russa, compreender a continuidade da História da Rússia, é importante para nós e ela deve incluir todos os períodos sem excepção e a importância da síntese de todas as tradições positivas e a experiência histórica como base para fazer progressos dinâmicos e defender o papel legítimo do nosso país, como sendo um dos principais centros do mundo moderno e um fornecedor dos valores do desenvolvimento sustentável, de segurança e  de estabilidade.

A ordem mundial do pós-guerra dependia do confronto entre os dois sistemas mundiais e estava longe de ser ideal, mas foi suficiente para preservar a paz internacional e para evitar a pior tentação possível - o uso de armas de destruição maciça, principalmente, armas nucleares. Não há nenhuma solidez na crença popular de que a dissolução da União Soviética significou a vitória ocidental na Guerra Fria. Foi o resultado da vontade de nosso povo para a mudança, para além de uma cadeia de acontecimentos desafortunados.

Estes desenvolvimentos resultaram numa mudança verdadeiramente tectónica no panorama internacional. Na verdade, mudaram a totalidade da política global, considerando que o fim da Guerra Fria e o confronto ideológico relacionado com ela ofereceu uma oportunidade única para mudar a arquitetura europeia sobre os princípios da segurança indivisível e igual e de uma cooperação alargada, sem linhas divisórias.

Tivemos uma oportunidade prática para consertar a divisão da Europa e implementar o sonho de uma pátria comum europeia, que foi abraçada por muitos pensadores e políticos europeus, incluindo o presidente Charles de Gaulle, da França. A Rússia estava totalmente aberta a esta opção e promoveu várias propostas e iniciativas a este respeito. Logicamente, criámos uma nova fundação para a segurança europeia através do reforço dos componentes militares e políticos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na_Europa . Vladimir Putin disse numa entrevista recente ao jornal alemão Bild que o político alemão Egon Bahr propôs abordagens semelhantes.

Infelizmente, os nossos parceiros ocidentais fizeram uma escolha diferente. Optaram por expandir a NATO para leste e avançar o espaço geopolítico que controlavam para mais perto da fronteira russa. Esta é a essência dos problemas contínuos que azedaram as relações da Rússia com os Estados Unidos da América e com a União Europeia. É notável que George Kennan, o arquiteto da política dos EUA de contenção da União Soviética, disse nos últimos anos da sua velhice que a reafirmação da expansão da NATO foi "um erro trágico." 

O problema implícito desta política ocidental é que ignorou o contexto global. O mundo globalizado actual é baseado numa interligação sem precedentes entre os países e, por isso, é impossível desenvolver as relações entre a Rússia e a União Europeia, como se elas permanecessem no cerne da política global como acontecia durante a Guerra Fria. Devemos tomar nota dos processos poderosos que estão em andamento na Ásia-Pacífico, no Médio Oriente, na África e na América Latina.

As mudanças rápidas em todas as áreas da vida internacional são o sinal principal da fase actual. De maneira sintomática, muitas vezes, elas tomam um rumo inesperado. Assim, o conceito de "Fim da História" desenvolvido pelo conhecido sociólogo norte-americano e pesquisador político Francis Fukuyama, que foi popular na década de 1990, tornou-se hoje, claramente incompatível. De acordo com este conceito, a rápida globalização sinaliza a vitória final do modelo capitalista liberal, enquanto todos os outros modelos devem adaptar-se à mesma, sob a orientação de professores ocidentais sábios.

Na realidade, a segunda onda da globalização (a primeira ocorreu antes da Primeira Guerra Mundial) levou à dispersão do poder económico mundial e, portanto, da influência política e ao aparecimento de centros de poder, novos e grandes, principalmente na Ásia, na Região do Pacífico. A rápida ascensão da China é o exemplo mais claro. Devido às taxas de crescimento económico sem precedentes, apenas em três décadas, tornou-se na segunda e, calculada de acordo com a paridade do poder aquisitivo, a primeira economia do mundo. Este exemplo ilustra um facto axiomático - há muitos modelos de desenvolvimento - o que exclui a monotonia da existência dentro de um quadro ocidental uniforme, de referência.

Por consequência, houve uma redução relativa na influência do chamado "Ocidente histórico" que estava acostumado a ver-se como o mestre do destino da raça humana durante quase cinco séculos. A competição na conformação da ordem mundial no século XXI endureceu. A transição da Guerra Fria para um novo sistema internacional provou ser muito mais longa e mais dolorosa do que parecia há 20 ou 25 anos.

Neste contexto, uma das questões básicas em assuntos internacionais é a forma como esta competição, habitualmente natural, está a ser adquirida pelos poderes mais importantes do mundo. Vemos como os Estados Unidos e a aliança ocidental liderada pelos Estados Unidos, estão a tentar manter as suas posições dominantes por qualquer meio disponível ou, usando o léxico americano, para garantir a sua "liderança global". Estão a ser usadas muitas maneiras diversas de exercer pressão, sanções económicas e até mesmo a intervenção armada directa. Estão a ser travadas guerras de informação em larga escala. A tecnologia da mudança inconstitucional do governo tem sido experimentada e testada, através da implementação de "revoluções coloridas"". É importante notar que as revoluções democráticas parecem ser destrutivas para as nações que são alvo de tais acções. O nosso país, que passou por um período histórico de incentivar transformações artificiais no exterior, continua firmemente a preferir mudanças evolutivas que devem ser realizadas, da maneira e a uma velocidade que esteja em conformidade com as tradições dessa sociedade e com o seu nível de desenvolvimento.

A propaganda ocidental acusa habitualmente a Rússia de "revisionismo" e do suposto desejo de destruir o sistema internacional estabelecido, como se fossemos nós que bombardeámos a Jugoslávia em 1999, violando a Carta das Nações Unidas  e a Acta Final de Helsínquia , como se fosse a Rússia a ignorar o direito internacional ao invadir o Iraque em 2003 e a distorcer as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, ao derrubar o regime de Muammar Gaddafi pela força na Líbia, em 2011. Há muitos exemplos.

Esse discurso sobre o "revisionismo" não sobrevive a um exame rigoroso. É baseado na lógica simples e até primitiva, de que só Washington pode definir o tom dos assuntos mundiais. Em linha com esta lógica, a princípio, formulada antes por George Orwell, mudou-se para o nível internacional e soa desta maneira: todos os Estados são iguais, mas alguns estados são mais iguais do que outros. No entanto, hoje as relações internacionais são muito sofisticadas - um mecanismo a ser controlado por um centro. Isso é óbvio, tendo em conta os resultados da interferência dos EUA: Não há praticamente nenhum estado na Líbia; o Iraque está a oscilar, à beira da desintegração, etc., etc.

Uma solução confiável para os problemas do mundo moderno só pode ser alcançada através de uma cooperação séria e honesta, entre os estados principais e as suas associações, a fim de enfrentarem os desafios comuns. Tal interacção deve incluir todas as cores do mundo moderno e basear-se na sua diversidade cultural e civilizacional, bem como reflectir os interesses dos componentes-chave da comunidade internacional.

Sabemos por experiência própria que, quando esses princípios são aplicados na prática, é possível alcançar resultados concretos e palpáveis, como o acordo sobre o programa nuclear iraniano, a eliminação das armas químicas da Síria, o acordo para acabar com as hostilidades na Síria e o desenvolvimento dos parâmetros básicos do acordo climático global. Isso mostra a necessidade de restaurar a cultura de compromisso, a confiança no trabalho diplomático, que pode ser difícil, mesmo exaustivo, mas que continua a ser, em essência, a única maneira de garantir uma solução mutuamente aceitável para resolver os problemas, por meios pacíficos.

As nossas abordagens são partilhadas pela maioria dos países do mundo, incluindo os nossos parceiros chineses, outras nações do BRICS e da SCO, e os nossos amigos do EAEU, do CSTO e da CEI . Por outras palavras, podemos dizer que a Rússia está a lutar NÃO contra alguém, mas pela resolução de todos os assuntos numa base de igualdade e de respeito mútuo, que é a única solução que pode ser considerada uma base confiável para uma melhoria das relações internacionais a longo prazo.

A nossa tarefa mais importante é unir os nossos esforços, não contra alguns desafios improváveis, mas contra os que são muito reais, entre os quais a agressão terrorista, que é o desafio mais premente. Os extremistas do ISIS, do Jabhatan-Nusra e similares conseguiram, pela primeira vez, estabelecer o controlo sobre vastos territórios na Síria e no Iraque. Eles estão a tentar alargar a sua influência a outros países e regiões e estão a cometer actos de terrorismo em todo o mundo. Subestimar esse risco é sofrer de miopia criminosa.

O Presidente russo, fez um apelo para a formação de uma frente ampla, a fim de derrotar os terroristas militarmente. As Forças Aero Espaciais russas   deram um contributo importante para este esforço. Ao mesmo tempo, estamos a trabalhar afincadamente para estabelecer acções colectivas em relação à solução política para os conflitos nesta região em crise.

É importante ressaltar que o sucesso a longo prazo só pode ser alcançado, baseado no movimento para a parceria das civilizações, que se fundamenta na interacção respeitosa de diversas culturas e religiões. Acreditamos que a solidariedade humana deve ter uma base moral constituida pelos valores tradicionais que são amplamente partilhados pelas religiões mais importantes do mundo. Neste contexto, gostaria de chamar a atenção para a declaração conjunta do Patriarca Kirill  e do Papa Francisco, na qual, entre outras coisas, manifestaram o apoio à família como sendo o centro natural da vida dos indivíduos e da sociedade.

Repito, não estamos à procura de um confronto com os Estados Unidos ou com a União Europeia ou com a NATO. Pelo contrário, a Rússia está aberta à mais ampla cooperação possível com os seus parceiros ocidentais. Continuamos a acreditar que a melhor maneira de garantir os interesses dos povos que vivem na Europa, é formar um espaço económico e humanitário comum, desde o Atlântico ao Pacífico, de modo que a recém-formada União Económica da Eurásia possa ser um elo de integração entre a Europa e a Ásia do Pacífico. Esforçamo-nos por fazer o nosso melhor para ultrapassar os obstáculos desse caminho, incluindo a resolução da crise da Ucrânia causada pelo golpe de Estado em Kiev, em Fevereiro de 2014, com base nos **acordos de Minsk.

Gostaria de citar Henry Kissinger, diplomata sábio e politicamente experiente, que, falando recentemente em Moscovo, disse que "a Rússia deve ser encarada como um elemento essencial de qualquer equilíbrio global novo e não, essencialmente, como uma ameaça para os Estados Unidos ... Estou aqui para discutir a possibilidade de um diálogo que procura entrelaçar o nosso futuro, em vez de enunciar detalhadamente os nossos conflitos. Isto exige o respeito de ambos os lados pelos interesses e valores vitais  da outra parte. Nós partilhamos essa abordagem. E vamos continuar a defender os princípios da lei e da justiça nas relações internacionais.

Falando sobre o papel da Rússia no mundo, na qualidade de grande potência, o filósofo russo Ivan Ilyin  disse que a grandeza de um país não é determinada pelo tamanho do seu território ou pelo número de habitantes, mas pela capacidade do seu povo e do seu governo de se responsabilizar pelo fardo dos grandes problemas do mundo e lidar com esses mesmos problemas de forma criativa. Uma grande potência é aquela que, afirmando a sua existência e o seu interesse ... introduz uma ideia criativa, legítima e importante para todo o conjunto da assembleia das nações, para todo o "concerto" dos povos e dos Estados. É difícil não concordar com estas palavras.

**Texto do protocolo dos Acordos de Minsk
O texto do protocolo consiste em doze pontos:
1.   Assegurar o cessar-fogo imediato por ambos os lados em conflito.
2.   Garantir a supervisão e verificação do cessar-fogo pela OSCE.
3.   Descentralizar o poder, inclusivamente através da aprovação de uma lei ucraniana sobre a descentralização do poder, nomeadamente através de uma lei sobre o "regime provisório de governação local em certas zonas dos Oblasts (regiões) de Donetsk e Lugansk" ("Lei sobre o estatuto especial").
4.   Assegurar a monitorização permanente da fronteira Russo-Ucraniana e a sua verificação pela OSCE, através da criação de zonas de segurança nas regiões fronteiriças entre a Ucrânia e a Federação Russa.
5.   A libertação imediata de todos os reféns e de todas as pessoas detidas ilegalmente.
6.   Uma lei prevenindo o julgamento e a punição de pessoas implicadas nos eventos que ocorreram nalgumas áreas dos Oblasts de Donetsk e de Lugansk, exceptuando em casos de crimes que sejam considerados graves.
7.   A continuação de um diálogo nacional inclusivo.
8.   A tomada de medidas para melhorar a situação humanitária na região de Donbass, no Leste da Ucrânia.
9.   Garantir a realização antecipada de eleições locais, em conformidade com a lei ucraniana (acordada neste protocolo) acerca do "regime provisório de governação local em certas zonas dos Oblasts de Donetsk e de Lugansk" ("Lei sobre o estatuto especial").
10.   Retirada dos grupos armados ilegais, do equipamento militar, assim como dos combatentes e dos mercenários pró-governamentais.
11.   Aprovação do programa de recuperação económica e de reconstrução da região de Donbass, no Leste da Ucrânia.
12.   Garantir a segurança pessoal dos participantes nas negociações. 
Memorando complementar
Durante as duas semanas seguintes à assinatura do Protocolo de Minsk, houve violações frequentes do cessar-fogo, por ambas as partes envolvidas no conflito. As conversações continuaram em Minsk. Um seguimento a este protocolo foi acordado em 19 de setembro de 2014. O memorando resultante clarificou a aplicação do protocolo. Entre as medidas de pacificação acordadas, foram incluídas as seguintes:
·         Remoção de todo o armamento pesado, 15 kms para trás de la linha da frente de combate, por parte de ambos os lados implicados no conflito, de modo a criar uma zona desmilitarizada de 30 kms.
·         Proibição das operações ofensivas.
·         Proibição dos voos de aviões de combate sobre a zona de segurança.
·         Retirada de todos os mercenários estrangeiros da zona de conflito.
·         Configuração de uma missão da OSCE para supervisionar a aplicação do Protocolo de Minsk.

Em 26 de setembro, os membros do Grupo de Contacto Trilateral sobre a Ucrânia reuniram-se novamente para discutir a delimitação da zona-tampão (eventualmente equivalente às "linhas verdes" exitentes entre Israel e a Palestina ou em Chipre) onde o armamento pesado seria eliminado pelas partes implicadas no conflito.[12] A linha de demarcação entre a República Popular de Donetsk (DNR) e a Ucrânia foi acordada entre os representantes da DNR e os negociadores ucranianos, de acordo com o Vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Vitalí Yarema.[13] Em 2 de dezembro de 2014, o parlamento ucraniano modificou unilateralmente a "Lei sobre o estatuto especial" proposta no Protocolo de Minsk, ainda que o mesmo parlamento tenha aprovado certos aspetos da lei que foi acordada en Minsk, como parte do acordo de cessar-fogo.[14]

Mais informação em


Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com

Sunday, June 26, 2016

Press statements following Russian-Chinese talks
June 25, 2016
15:20
Beijing
Vladimir Putin and Xi Jinping made press statements following Russian-Chinese talks.
Vladimir Putin and Xi Jinping made press statements following Russian-Chinese talks. Photo: TASS
President of the People’s Republic of China Xi Jinping (retranslated): Mr President, ladies and gentlemen, good afternoon.
My old friend President Putin and I are very pleased to see you.
Yesterday we attended the anniversary summit of the Shanghai Cooperation Organisation in Tashkent, Uzbekistan, and today, we had an official meeting here in Beijing. I warmly welcome President Putin to China.
June 25, 2016
We had a thorough exchange of opinions on the bilateral agenda, current international and regional issues, and have reached agreements on a wide range of issues. We have signed and made public the Joint Declaration of the People's Republic of China and the Russian Federation, a joint declaration on the strengthening of global strategic stability and a joint declaration on cooperation in the development of the information space. Our foreign ministries circulated a statement by China and Russia on strengthening the role of international law. We also signed a number of cooperation agreements in priority areas between the competent authorities and companies of the two countries.
President Putin’s current visit has been fruitful, lending a fresh impetus to the development of Russian-Chinese relations. Twenty years ago, China and Russia established relations of partnership and strategic interaction, and 15 years ago, the two countries signed the Treaty of Good-Neighbourliness, Friendship and Cooperation. These two events are milestones in the history of Russian-Chinese relations, because it is thanks to the spirit of strategic cooperation and the idea of eternal friendship documented in that treaty that Russian-Chinese relations are being continuously enriched, deepened and elevated to new levels.
President Putin and I have unanimously decided that the more complicated the international situation, the more determined we should be, guided by the spirit of strategic cooperation and the idea of ​​eternal friendship. We should strengthen mutual support, enhance mutual political and strategic trust and cooperation, and unswervingly deepen our relationship.
Since the beginning of this year, thanks to the joint efforts in practical cooperation between our countries, we have seen a good development trend. From January to May 2016, bilateral trade amounted to $25.8 billion; it ceased to decline and grew by 2.7 percent compared to the same period last year.
We have accumulated positive factors in our trade and economic relations. For example, China is still Russia’s largest trade partner. Russian machinery and hi-tech exports to China are rapidly growing. Large joint projects of strategic importance are progressing at a high rate.
China and Russia are the main economies among emerging markets. President Putin and I both noted that the two sides have the confidence and opportunity to expand regional economic cooperation, to overcome the global economic challenges and to maintain the positive dynamics of economic development through deepening practical cooperation and aligning our interests, in particular by converging the national development strategies “One Belt, One Road” and the Eurasian Economic Union.

Press statements following Russian-Chinese talks. President of the People’s Republic of China Xi Jinping.
Press statements following Russian-Chinese talks. President of the People’s Republic of China Xi Jinping. Photo: TASS
In recent years, we have successfully developed our humanitarian cooperation. The success of the cross-year project at the national level, the years of the Chinese and Russian languages, tourism, and friendly youth exchanges have contributed to strengthening mutual understanding and traditional friendship between our peoples. Last year, 2.46 million Russian and Chinese people visited each other’s countries, and China has become the largest source of tourists to Russia.
Today, more than 20,000 Russian students are learning the Chinese language, while 50,000 Chinese students are studying Russian. The total number of exchange students in both Russia and China is 45,000.
We both think that these numbers are not the limit. The parties should continue to strengthen mutual understanding and friendly feelings by holding events within the media cross years and thus establish a more favourable public opinion for the development of bilateral relations, to jointly strengthen our right of voice internationally. I hope that you, our friends in the media, will take an active part in the media cross years and will make your contribution to China-Russia friendly interaction.
President Putin and I believe that China and Russia as permanent UN Security Council members and a constructive force for securing regional and international security and stability will be committed to sustaining the aims and principles of the UN Charter and the basic provisions of international law, ensuring a global strategic balance and stability and will firmly stand up for international justice.
We always support a political settlement of international disputes and current regional problems by means of friendly consultations and peace talks. We oppose the use of force and threats of using force, casual introduction of sanctions and threats of sanctions, and a unilateral policy and unilateral actions without consent form the parties concerned. We shall continue our efforts to build up a new type of international relations based on the principles of cooperation and common benefit.
Friends,
President Putin and I are set to make joint efforts to assist in the sustainable and positive development of the China-Russia relations of an all-encompassing partnership and strategic interaction. We will have a number of meetings before the end of the year on the sidelines of important international events. I have already invited President Putin to the Chinese city of Hangzhou in early September for the G20 Summit. We will continue our exchange of opinions there.
Thank you for your time.
President of Russia Vladimir Putin: President Xi Jinping, ladies and gentlemen,
The year 2016 is of particular importance to our bilateral relations. This year, as Mr President has already said, we mark the 20th anniversary of the establishment of the Russian-Chinese strategic partnership and 15 years of the signing of Treaty of Good-Neighbourliness and Friendly Cooperation.
These two anniversaries have largely predetermined the packed agenda and high intensity of this visit. I think you saw this for yourselves as you witnessed the signing of various documents. These are agreements pertaining to a variety of activities and areas of cooperation as Mr President and I have said on our way to this room, including humanitarian cooperation, the media (I am going to say more about this later), and the economy, of course, including various projects.
Press statements following Russian-Chinese talks.
Press statements following Russian-Chinese talks. Photo: TASS
Mr Xi Jinping and I have had talks, first one-on-one and then an expanded meeting with deputy prime ministers, heads of ministries and departments, and with executives of major companies from the two countries. We discussed in detail the entire scope of issues on the bilateral and international agendas and signed an impressive package of documents, as I said.
Prior to that, the Russian delegation had a thorough discussion with Premier of the State Council Li Keqiang. They also exchanged views with Chairman of the Standing Committee of the National People's Congress about the role of inter-parliamentary relations.
Priority in the negotiations has traditionally been given to strengthening economic cooperation. China is a leading trading partner of Russia, as we have already said.
Global economic crises, instability on commodity markets and foreign exchange markets could not but affect our bilateral relations. We have seen some cutbacks in trade, although last year, the Russian-Chinese goods turnover amounted to $63.5 billion, which is Russia’s maximum with any country.
We have agreed with our Chinese partners to step up efforts to reverse this downward trend. As the Chinese President said, indeed, we were happy to see positive momentum at the beginning of this year.
This year, Russia almost doubled machinery and equipment exports to China. We are very grateful to our Chinese friends, because the structure of our trade has always been our focus and we have always paid great attention to it. Thanks to the joint efforts and the very welcoming attitude of our Chinese friends, we have been able to begin changing the structure of our trade in the right direction.
Supplies of farm produce and foods to the Chinese market increased by 30 percent. This, as I said, has given us an emerging positive trend.
To reduce dependence on foreign exchange markets, we are expanding the use of national currencies in mutual settlements. The share of payments in Russian rubles is three percent, and the share of the Chinese yuan is even greater at nine percent. The latter figure should rise significantly after Russia establishes a clearing and settlement centre for the yuan.
Our focus is on building up industrial cooperation, launching joint projects in infrastructure, resource development, and development of agriculture.
The Joint Commission on Investment Cooperation, which met yesterday, has already selected 58 commercial initiatives with investment totalling $50 billion; 12 projects are already underway.
However, energy of course remains the locomotor of business relations between our countries. Russia is stepping up deliveries through the Russian-Chinese oil pipeline, and the Tianjin refinery project continues.
The Power of Siberia pipeline is being built on schedule and will run at full capacity in 2020. Gas supplies from Russia to China via the ”western“ route are being negotiated. Our Chinese partners have increased their involvement in Russia’s largest project to produce liquefied natural gas, Yamal LNG.
Cooperation in peaceful nuclear energy is growing. The plan is for two more power units built with Russian technology to go online at the Tianwan nuclear power plant in 2018. We are now negotiating further joint operations in third country markets.
We are expanding close cooperation in aircraft building and the space industry. Intergovernmental agreements have just been signed launching programmes to jointly design and build a wide-body long-range airplane and a heavy civilian helicopter. Roscosmos and the China National Space Administration have agreed to promote interaction in rocket engine construction.
Russia and China are pursuing large-scale initiatives on transport infrastructure development. We are working together to build a new motorway from Europe to Asia via Russia, in fact, a trans-Eurasia motorway which is meant to improve road communication across the entire giant continent. We are increasing the freight transit capacity of the ports in Primorye Territory. We will coordinate the construction of the Moscow – Kazan high-speed railway before the year’s end, but a step in that direction has also been made today. Our countries take part in establishing a “new land grain corridor”, which will allow for the export of Siberian grain to China and other Asia-Pacific countries.
Such diversification of transport and logistics routes is in line with the concept of aligning the Eurasian Economic Union and the Silk Road Economic Belt. Today, an official start was announced for talks on a trade and economic cooperation agreement between our integration projects. It promises a new level of partnership, which presupposes the creation of a common economic space on the entire Eurasian continent.
Special emphasis was laid at the talks on the enhancement of inter-regional and border region relations. I should stress the high efficiency of a relatively new interaction programme in the Volga-Yangtze format between the Volga Federal District and the provinces of the upper and middle reaches of the Yangtze River. Over 20 cooperation agreements have already been signed within this format.
We have also agreed on furthering humanitarian relations between the two countries. Within the cross years of the two nations’ media, interaction is improving in the information area. In the near future, the third Russian TV channel Katyusha will start broadcasting for the Chinese audience. ITAR-TASS and Channel One are also committed to expanding contacts with Chinese partners.
We are strengthening cooperation in the field of sports. Next season – we agreed about this in previous meetings with our friend, the President of China – next year we will make arrangement for the Chinese hockey team Kunlun Red Star to play in the Continental Hockey League. I think it will attract the attention of fans in both China and Russia and in other countries that are involved in this high-profile international event.
Naturally, we devoted a lot of time to international issues. Russia and China have very close or almost identical views on international developments. We will continue to closely coordinate our steps in multilateral organisations, especially the UN, the SCO and BRICS. As you may have noticed, yesterday we made a very important step in the expansion of the SCO.
Russia will provide the necessary support to our Chinese friends during their current presidency in the G20 and in their preparations for the Group’s next summit, which will take place on September 4–5 in Hangzhou. We have already held the presidency of that organisation. However, we know that our Chinese partners take preparations for this event very seriously.
We discussed the next steps in dealing with the most pressing global and regional problems, joint efforts to combat international terrorism, strengthen security in the Asia-Pacific region, and ensure the nuclear-free status of the Korean Peninsula. Assistance in the Syrian peace process, supporting peace and stability in the South China Sea and Central Asia are among our common foreign policy objectives.
In conclusion, I would like to thank our Chinese friends for their hospitality, effective work, and a businesslike and constructive approach to all the issues discussed. Indeed, our meetings, our talks were held in a very sincere and, without exaggeration, friendly atmosphere.
Thank you.

Assange on Brexit Club Part 7 - Naomi Colvin, Craig Murray, Srecko Horvat

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Brexit Club Part 7 - Naomi Colvin, Craig Murray, Srecko Horvat

BREXIT: A Win For Liberty, But How Big?



Transmitido em direto a 24/06/2016


Yesterday's Brexit vote dealt a big blow to the establishment elites. It was a much-needed victory for decentralized power and secession. Ron Paul discusses the ramifications of the historic moment on today's Liberty Report!

Be sure to visit 
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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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