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Wednesday, May 29, 2019

Análise das eleições do Parlamento Europeu


No dia seguinte às eleições, todos os partidos propõem, a propósito, uma interpretação que lhes é favorável. Toda a leitura objectiva não deixa de incomodar uns ou outros. Todavia, os números não mentem.

 | DAMASCO (SÍRIA)  

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O resultado das eleições do Parlamento Europeu não corresponde, de modo algum, àquilo que havia sido antecipado —e inclusive por nós— . Esta análise baseia-se em resultados provisórios, à data de segunda-feira 27 de Maio às 10h GMT.
1— A participação cresceu, em relação ao escrutínio precedente de 2014, de 43 a 51 %
Certo, vários Estados organizaram outros escrutínios no mesmo dia, mas isso não explica este salto. Várias interpretações são possíveis. A única coisa certa é que os eleitores consideram que a União —e não o Parlamento— é agora uma questão mais importante do que no passado.
2— Os partidos da Primeira Guerra Fria ficam à frente no Parlamento, mais são violentamente rejeitados em França e no Reino Unido em proveito dos liberais
A situação nestes países é diferente. A França já havia começado a sua mudança com a eliminação da direita e da esquerda da Primeira Guerra Fria na segunda volta da eleição presidencial de 2017. Ela confirma o fim dos Republicanos (8%) e dos Socialistas (6% ). _ O Reino Unido responde a uma outra lógica para chegar à mesma conclusão. Este país, cuja cultura jurídica é totalmente diferente da da União e que moldou a dos Estados Unidos, decidira, sob Barack Obama e em acordo com ele, deixar a UE para se juntar ao Tratado de Comércio Livre da América do Norte-TCLAN (conhecido como Alena em francês e Nafta em inglês- ndT) [1]. Mas na altura em que votou pelo Brexit, os Estados Unidos começavam já, com Donald Trump, a sua viragem de uma política imperialista para uma política jacksoniana. Desamparada, a classe dirigente britânica não conseguiu encontrar novos parceiros e bloqueou o Brexit. Agora, os Trabalhistas apenas obtêm 14% e os Conservadores 8%, enquanto os "Brexiters" os submergem com 31%. _ Este massacre eleitoral beneficia a Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE), representada em França pela "La République en marche" (22%) e no Reino Unido pelos "Lib-Dems" (18%).
Mesmo se a direita (PPE, 178 lugares) e a esquerda (S&D, 149 lugares) continuam a ser as principais cores no Parlamento Europeu, elas têm nos calcanhares os Liberais (ALDE, 111 lugares). Tendo em conta os precedentes históricos, pode-se esperar que a França e o Reino Unido façam escola no resto da União e que no próximo escrutínio o PPE e os S&D desapareçam em proveito dos Liberais.
3— Fraca subida da tendência identitária
O Italiano Matteo Salvini tinha a ambição de fundar uma aliança de partidos opostos ao sistema. No fim, apenas pôde reagrupar os partidos identitários em volta da rejeição comum do modelo anglo-saxão de sociedade «multicultural» (quer dizer de uma sociedade partida em bocados na qual cada comunidade cultural dispõe, não mais das mesmas referências nacionais, mas dos seus próprios códigos e referências).
A afirmação do modelo de sociedade europeia contra o modelo anglo-saxão irá tornar-se perfeitamente compatível com as instituições da União se o Reino Unido concretizar o seu Brexit. De facto, é de maneira totalmente errada que se apresenta a coligação (coalizão-br) de Salvini como «euro-céptica» ou de «extrema-direita».
Finalmente, a Europa das Nações e das Liberdades (ENL) apenas sobe 16 %, passando de 50 à 58 assentos em 751.
4— Fracasso da ideia de soberania europeia
Toda a denuncia do controle anglo-saxónico sobre a União, tal como é estipulado pelos Tratados, ou do carácter europeu da cultura russa, foram relegadas para fora do campo mediático.
Deixemos de lado a retórica sobre a «União potência», face à China, à Rússia e aos EUA, que todos sabem não passar de uma declaração de oratória. Os eleitores compreenderam que uma nova Guerra Fria está a ser montada, mas consideram que a OTAN foi o melhor aliado durante a Primeira Guerra Fria e que eles devem posicionar-se ao seu lado durante a Segunda. No entanto, a ausência de debate público sobre este tema revela uma má consciência, como se achassem a sua escolha, ao mesmo tempo, prudente mas covarde.
5— Na Alemanha e na França, substituição das questões políticas pelos objectivos da «sociedade civil»
A expressão anglo-saxónica «sociedade civil» designa associações que, pelo seu estatuto, não estão associadas à política, antes defendem outras causas. É precisamente o caso das questões ambientais, que são muitas vezes transnacionais, mas sempre subordinadas às questões políticas. Assim, mesmo que se suprimisse na União todos os carros e camiões (caminhões-br), a baixa de CO2 seria ínfima em relação à quantidade produzida pelos barcos e aviões necessários à globalização económica. Ou ainda, mesmo se protegêssemos —não na União, mas no mundo inteiro— todas as espécies em vias de desaparecimento, isso não preservaria a biodiversidade destruída pelas guerras. Além disso, numa situação de guerra, todas as regulamentações ambientais são esquecidas. _ A subida dos Verdes, na Alemanha (20%) e na França (13%), traduz pois uma impotência dos eleitores em matéria de política. O raciocínio será : uma vez que não podemos agir contra o imperialismo e a globalização económica, façamos a diferença de outra maneira. No entretanto, colocam-se em posição as forças para a Nova Guerra Fria.
Tradução
Alva

THIERRY MEYSSAN -- Analysis of the European Parliamentary elections

Already, one day after the elections, each party is proposing an interpretation of the results which is in their favour. Any objective reading would be bound to annoy one or the other. And yet the figures can not be denied.
 | DAMASCUS (SYRIA)  
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The results of the European Parliamentary elections do not correspond in any way to what was expected – including by this writer. The present analysis is based on the provisional results of Monday 27 May at 10 a.m. GMT.
1— Compared with the results of 2014, voter participation has grown from 43% to 51%
Of course, several states had organised other votes for the same day, but this is not sufficient to explain the increase in participation. Several interpretations are possible. The only certainty is that voters considers that the Union – and not the Parliament – is more important for their future than it used to be.

Tuesday, May 28, 2019

PT – Manlio Dinucci – A Arte da Guerra – O NAVIO DE ASSALTO DOS NOVOS CRUZADOS



A Arte da Guerra
O navio de assalto dos novos cruzados
Manlio Dinucci

FRANÇAIS  ITALIANO   PORTUGUÊS


Na presença do Chefe de Estado, Sergio Mattarella, da Ministra da Defesa, Elisabetta Trenta, do Ministro do Desenvolvimento Económico, Luigi di Maio e das mais altas autoridades militares, o navio Trieste, construído pela Fincantieri, foi lançado ao mar, em 25 de Maio, no Cantieri di Castellammare di Stabia (Nápoles). É uma unidade anfíbia multi-usos e multi-funções da Marinha Militar Italiana, definida por Trenta, como “uma síntese perfeita da capacidade de inovação tecnológica do país”.

Com 214 metros de comprimento e velocidade de 25 nós (46 km/h), possui um convés de vôo de 230 metros para descolagem de helicópteros, descolagem curta e aterragem vertical dos caça bombardeiros F-35B e para aviões convertíveis V-22 Osprey. Pode transportar veículos blindados no convés garagem de 1200 metros lineares. Tem uma zona inundável, com 50 metros de comprimento e 15 de largura, o que permite ao navio funcionar com os mais modernos meios anfíbios da NATO.

Em termos técnicos, é um navio destinado a “lançar e apoiar, em áreas de crise, a força de desembarque da Marinha Militar e a capacidade nacional de projecção da Defesa, a partir do mar”. Em termos práticos, é um navio de assalto anfíbio que, ao aproximar-se das costas de um país, ataca com caças e helicópteros armados com bombas e mísseis e, em seguida, invade esse mesmo país, com um batalhão de 600 homens transportados, juntamente com armamento pesado, em helicópteros e outros meios de desembarque.

Por outras palavras, é um sistema de armas projectado, não para a defesa, mas para o ataque, em operações de guerra realizadas no âmbito da “projecção de forças" USA/NATO a grande distância.

A decisão de construir o Trieste foi tomada em 2014, pelo governo Renzi, apresentando-o como um navio militar usado, principalmente, em “actividades de ajuda humanitária”.

O custo do navio, a cargo não do Ministério da Defesa, mas do Ministério do Desenvolvimento Económico, foi quantificado em 844 milhões de euros, no âmbito de uma atribuição de 5.427 milhões para a construção, além do Trieste, de mais 9 navios de guerra. Entre estes, duas unidades navais de alta velocidade para incursões das forças especiais em "contextos operacionais que exigem discrição", isto é, em operações bélicas secretas.

No momento do lançamento, o custo de Trieste foi estabelecido em 1.100 milhões de euros, com um acréscimo de 250 acima da despesa prevista. O custo final será muito maior, pois que devemos acrescentar o custo dos caças F-35B e dos helicópteros a bordo, além de outros armamentos e sistemas electrónicos que serão instalados no navio, nos próximos anos.

A inovação tecnológica no campo militar – salientou a Ministro da Defesa – “deve ser apoiada pela estabilidade dos financiamentos”.Ou seja, pelo financiamento contínuo e crescente com dinheiro público também da parte do Ministério do Desenvolvimento Económico, agora liderado por Luigi Di Maio. Na cerimónia de lançamento, ele prometeu aos trabalhadores outros investimentos: na verdade, existem outros navios de guerra a serem construídos. A cerimónia de lançamento teve um significado adicional quando o Arcebispo Militar Ordinário, Monsenhor Santo Marcianò, enalteceu o facto de que os operários haviam colocado uma grande cruz na proa do navio, composta de imagens sagradas das quais eles são devotos, incluindo as do papa Wojtyla e do Padre Pio.

Monsenhor Marcianò elogiou a “força da fé” demonstrada pelos operários e abençoou e agradeceu “este sinal maravilhoso que vocês colocaram no navio”.

Foi assim, lançado o grande navio de guerra, como exemplo da capacidade de inovação do nosso país, paga pelo Ministério do Desenvolvimento Económico, com o nosso dinheiro roubado aos investimentos produtivos e despesas sociais, abençoado com o sinal da Cruz como na época das Cruzadas e das conquistas coloniais.

il manifesto, 28 de Maio de 2019




«DICHIARAZIONE DI FIRENZE»
Per la creazione di un fronte internazionale NATO EXIT in tutti i paesi europei della NATO

FR – Manlio Dinucci – L’Art de La Guerre – LE NAVIRE D’ASSAUT DES NOUVEAUX CROISÉS



« L’ART DE LA GUERRE »
Le navire d’assaut des nouveaux croisés
par Manlio Dinucci


En présence du chef d’État Sergio Mattarella, du ministre de la Défense Elisabetta Trenta, du ministre du développement économique Luigi Di Maio, et des plus hautes autorités militaires, a été lancé le 25 mai 2019 aux Chantiers de Castellammare di Stabia (Naples) le navire Trieste, construit par Fincantieri.C’est une unité amphibie multirôles et multifonctions de la Marine militaire italienne, défini par Trenta comme la « parfaite synthèse de la capacité d’innovation technologique du pays ».

Avec une longueur de 214 mètres et une vitesse de 25 noeuds (46 km/h), il a un pont de vol long de 230 mètres pour le décollage d’hélicoptères, de chasseurs F-35B à décollage court et atterrissage vertical et convertibles V-22 Osprey. Il peut transporter dans son pont-garage des véhicules blindés sur 1 200 mètres linéaires. Il a une rampe de lancement interne, longue de 50 mètres et large de 15, qui permet au navire d’opérer avec les plus modernes véhicules amphibies de l’OTAN.
En termes techniques, c’est un navire destiné à « projeter et soutenir, dans des aires de crise, la force de débarquement de la Marine militaire et la capacité nationale de projection, depuis la mer, de la Défense ». En termes pratiques, c’est un navire d’assaut amphibie qui, en s’approchant des côtes d’un pays, l’attaque avec des chasseurs et hélicoptères armés de bombes et missiles, puis l’envahit avec un bataillon de 600 hommes transportés, avec leurs armements lourds, par hélicoptères et véhicules de débarquement.
En d’autres termes, c’est un système d’armes projeté non pas pour la défense mais pour l’attaque dans des opérations guerrières conduites dans le cadre de la « projection de forces » USA/NATO à grande distance.
La décision de construire le Trieste fut prise en 2014 par le gouvernement Renzi, en la présentant comme navire militaire affecté principalement à des « activités de secours humanitaire ».
Le coût du navire, à charge non du ministère de la Défense mais de celui du Développement économique, était quantifié à 844 millions d’euros, dans le cadre d’un financement de 5 427 millions pour la construction, outre le Trieste, de 9 autres navires de guerre. Parmi eux, deux unités navales à très haute vitesse pour patrouilleur des forces spéciales dans des « contextes opérationnels qui requièrent de la discrétion », c’est-à-dire dans des opérations guerrières secrètes.
Au moment du lancement, le coût du Trieste a été indiqué à 1 100 millions d’euros, soit supérieurs à 250 millions de plus que la dépense prévue. Le coût final sera beaucoup plus haut, car il faut y ajouter celui des chasseurs F-35B et des hélicoptères embarqués, plus celui d’autres armements et systèmes électroniques dont sera doté le navire dans les prochaines années.
L’innovation technologique dans le domaine militaire —a souligné la ministre de la Défense— « doit être soutenue par la certitude des financements ». C’est-à-dire par de continuels et croissants financements avec de l’argent public y compris par le ministère du Développement économique, maintenant conduit par Luigi Di Maio. À la cérémonie de lancement, il a promis aux ouvriers d’autres investissements : il y a en effet d’autres navires de guerre à construire. La cérémonie du lancement a pris une signification ultérieure quand l’évêque aux Armées, monseigneur Santo Marcianò, a exalté le fait que les ouvriers avaient fixé sur la proue du navire une grande croix, composée d’images sacrées pour lesquelles ils ont une dévotion, dont celles du pape Wojtyla et de Padre Pio.
Monseigneur Marcianò a fait l’éloge de la « force de la foi » exprimée par les ouvriers, qu’il a bénis et remerciés pour « ce signe merveilleux que vous avez placé sur le navire ». 
Ainsi a été lancé le grand navire de guerre donné en exemple de la capacité d’innovation de notre pays, payé par le ministère du Développement économique avec nos sous soustraits à des investissements productifs et à des dépenses sociales, béni avec le signe de la Croix comme à l’époque des croisades et des conquêtes coloniale.
il manifesto, 28 mai 2019
Traductrice: Marie-Ange Patrizio



«DICHIARAZIONE DI FIRENZE»
Per la creazione di un fronte internazionale NATO EXIT in tutti i paesi europei della NATO




IT -- Manlio Dinucci --L’arte della guerra – LA NAVE D’ASSALTO DEI NUOVI CORCIATI



L’arte della guerra
La nave d’assalto dei nuovi crociati
Manlio Dinucci



Alla presenza del Capo della Stato Sergio Mattarella. del ministro della Difesa Elisabetta Trenta, del ministro dello sviluppo economico Luigi di Maio, e delle massime autorità militari, è stata varata il 25 maggio nei Cantieri di Castellammare di Stabia (Napoli) la nave Trieste, costruita da Fincantieri. È una unità anfibia multiruolo e multifunzione della Marina militare italiana, definita dalla Trenta «perfetta sintesi della capacità di innovazione tecnologica del Paese».

Lunga 214 metri e con una velocità di 25 nodi (46 km/h), ha un ponte di volo lungo 230 metri  per il decollo di elicotteri, caccia F-35B a decollo corto e atterraggio verticale e convertiplani V-22 Osprey. Può trasportare nel suo ponte-garage veicoli blindati per 1200 metri lineari. Ha al suo interno un bacino allagabile, lungo 50 metri e largo 15, che permette alla nave di operare con i più moderni mezzi anfibi della Nato.

In termini tecnici, è una nave destinata a «proiettare e sostenere, in aree di crisi, la forza da sbarco della Marina militare e la capacità nazionale di proiezione dal mare della Difesa». In termini pratici, è una  nave da assalto anfibio che, avvicinandosi alle coste di un paese, lo attacca con caccia ed elicotteri armati di bombe e missili, quindi lo invade con un battaglione di 600 uomini trasportati, con i loro armamenti pesanti, da elicotteri e mezzi di sbarco.

In altre parole, è un sistema d’arma progettato non per la difesa ma per l’attacco in operazioni belliche condotte nel quadro della «proiezione di forze» USA/NATO a grande distanza.

La decisione di costruire la Trieste fu presa nel 2014 dal governo Renzi, presentandola quale nave militare adibita principalmente ad «attività di soccorso umanitario».  

Il costo della nave, a carico non del Ministero della difesa ma del Ministero dello sviluppo economico, veniva quantificato in 844 milioni di euro, nel quadro di uno stanziamento di 5.427 milioni per la costruzione, oltre che della Trieste, di altre 9 navi da guerra. Tra queste, due unità navali ad altissima velocità per incursori delle forze speciali in «contesti operativi che richiedano discrezione», ossia in operazioni belliche segrete.

Al momento del varo, il costo della Trieste è stato indicato in 1.100 milioni di euro, oltre 250 in più della spesa preventivata. Il costo finale sarà molto più alto, poiché va aggiunto quello dei caccia F-35B e degli elicotteri imbarcati, più quello di altri armamenti e sistemi elettronici di cui sarà dotata la nave nei prossimi anni.

L'innovazione tecnologica in campo militare – ha sottolineato la ministra della Difesa – «deve essere supportata dalla certezza dei finanziamenti». Ossia da continui, crescenti finanziamenti con denaro pubblico anche da parte del Ministero dello sviluppo economico, ora guidato da Luigi Di Maio. 

Alla cerimonia del varo, ha promesso agli operai altri investimenti: ci sono infatti da costruire altre navi da guerra. La cerimonia del varo ha assunto ulteriore significato quando l'ordinario militare, monsignor Santo Marcianò, ha esaltato il fatto che gli operai avevano affisso sulla prua della nave una grande croce, composta da immagini sacre alle quali sono devoti, tra cui quelle di Papa Wojtyła e Padre Pio.

Monsignor Marcianò ha elogiato la «forza della fede» espressa dagli operai, che ha benedetto e ringraziato per «questo segno meraviglioso che avete messo sulla nave».

È stata così varata la grande nave da guerra portata a esempio della capacità di innovazione del nostro paese, pagata dal Ministero dello sviluppo economico con i nostri soldi sottratti a investimenti produttivi e spese sociali, benedetta col segno della Croce come all’epoca delle crociate e delle conquiste coloniali. 

il manifesto, 28 maggio 2019



«DICHIARAZIONE DI FIRENZE»
Per la creazione di un fronte internazionale NATO EXIT in tutti i paesi europei della NATO



Monday, May 27, 2019

DE -- Manlio Dinucci -- „DIE KUNST DES KRIEGES“ -- Die Rand Corp.: Wie man Russland zerstört

Red Square, Moscow
„DIE KUNST DES KRIEGES“
Die Rand Corp.: Wie man Russland zerstört
Zwinge den Gegner, sich rücksichtslos auszudehnen, um ihn aus dem Gleichgewicht zu bringen und dann vernichte ihn. Dies ist nicht die Beschreibung eines Judo-Haltegriffs, sondern ein von der Rand Corporation, dem einflussreichsten Think Tank der USA, ausgearbeiteter Plan gegen Russland. Mit einem Stab von Tausenden von Experten präsentiert sich Rand als die weltweit zuverlässigste Quelle für Geheimdienste und politische Analysen für die Führer der Vereinigten Staaten und ihre Verbündeten.
Die Rand Corp. ist stolz darauf, zur Ausarbeitung der langfristigen Strategie beigetragen zu haben, die es den Vereinigten Staaten ermöglichte, den Kalten Krieg zu gewinnen, indem sie die Sowjetunion zwang, ihre eigenen wirtschaftlichen Ressourcen in der strategischen Konfrontation zu verbrauchen. Es ist dieses Modell, das die Inspiration für den neuen Plan, Overextending and Unbalancing Russia, veröffentlicht von Rand[1], war. Laut ihren Analysten bleibt Russland in einigen grundlegenden Sektoren ein mächtiger Gegner der Vereinigten Staaten. Um dieser Opposition zu begegnen, müssen die USA und ihre Verbündeten eine gemeinsame langfristige Strategie verfolgen, die die Schwachstellen Russlands ausnutzt. Rand analysiert daher die verschiedenen Mittel, mit denen Russland aus dem Gleichgewicht gebracht werden kann, und zeigt für jedes die Erfolgswahrscheinlichkeiten, den Nutzen, die Kosten und die Risiken für die USA an.
Rand-Analysten schätzen, dass Russlands größte Verwundbarkeit seine Wirtschaft ist, da es stark von Öl- und Gasexporten abhängig ist. Die Einnahmen aus diesen Exporten können durch die Stärkung der Sanktionen und die Erhöhung der Energieexporte der Vereinigten Staaten verringert werden. Ziel ist es, Europa zu verpflichten, den Import von russischem Erdgas zu verringern und durch verflüssigtes Erdgas zu ersetzen, das auf dem Seeweg aus anderen Ländern transportiert wird.
Eine weitere Möglichkeit, die russische Wirtschaft langfristig zu destabilisieren, besteht darin, die Auswanderung von qualifiziertem Personal zu fördern, insbesondere von jungen Russen mit einem hohen Bildungsniveau. Im Bereich der
Ideologie und Information wäre es notwendig, den internen Wettbewerb zu fördern und gleichzeitig das Image Russlands nach außen zu untergraben, indem es von internationalen Foren ausgeschlossen wird und die von ihm organisierten internationalen Sportveranstaltungen boykottiert werden.
Im geopolitischen Bereich würde die Bewaffnung der Ukraine es den USA ermöglichen, den zentralen Punkt der äußeren Verwundbarkeit Russlands auszunutzen, aber dies müsste sorgfältig geplant werden, um Russland unter Druck zu halten, ohne in einen großen Konflikt zu geraten, den es gewinnen würde.
Im militärischen Bereich könnten die USA hohe Vorteile bei niedrigen Kosten und Risiken genießen, indem sie die Zahl der landgestützten Truppen aus den NATO-Ländern, die in einer antirussischen Funktion arbeiten, erhöhen.
Die USA können hohe Erfolgswahrscheinlichkeiten und hohen Nutzen bei moderaten Risiken genießen, insbesondere durch Investitionen vor allem in strategische Bomber und gegen Russland gerichtete Langstrecken-Angriffsraketen.
Das Verlassen des INF-Vertrags und der Einsatz neuer auf Russland gerichtete Mittelstreckenraketen in Europa würde zu hohen Erfolgswahrscheinlichkeiten führen, aber auch hohe Risiken mit sich bringen. Durch die Kalibrierung jeder Option, um den gewünschten Effekt zu erzielen - so die Rand-Analysten - würde Russland am Ende den härtesten Preis in einer Konfrontation zahlen, aber auch die USA müssten riesige Ressourcen investieren, die daher für andere Ziele nicht mehr zur Verfügung stehen würden. Dies ist auch eine Vorwarnung für eine bevorstehende deutliche Erhöhung der Militärausgaben der USA/NATO zu Lasten der Sozialhaushalte.
Das ist die Zukunft, die die Rand Corporation, der einflussreichste Think Tank des Deep State - also das unterhalb des Sichtbaren befindliche Zentrum der realen Macht, das von den Wirtschafts-, Finanz- und Militäroligarchien ergriffen wird – für uns plant, welche die strategischen Entscheidungen nicht nur der USA, sondern der gesamten westlichen Welt bestimmt.
Die im Plan dargelegten „Optionen“ sind in Wirklichkeit nicht mehr als Varianten derselben Kriegsstrategie, bei welcher der Preis für Opfer und Risiken von uns allen getragen wird.
il manifesto, 21.Mai 2019
Übersetzung: K.R.

[1] Overextending and Unbalancing Russia. Assessing the Impact of Cost-Imposing Options, by James Dobbins, Raphael S. Cohen, Nathan Chandler, Bryan Frederick, Edward Geist, Paul DeLuca, Forrest E. Morgan, Howard J. Shatz, Brent Williams, Rand Corporation, May 2019.

DECLARATION OF FLORENCE

THIERRY MEYSSAN Analyse des élections du Parlement européen







Au lendemain des élections, chaque parti en propose une interprétation qui lui est favorable. Toute lecture objective ne peut que froisser les uns ou les autres. Toutefois, les chiffres ne sont pas discutables.

 | DAMAS (SYRIE)  








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Le résultat des élections du Parlement européen ne correspond pas du tout à ce qui avait été anticipé —y compris par nous—. Cette analyse se fonde sur les résultats provisoires, le lundi 27 mai à 10h GMT.
1— La participation a bondi, par rapport au scrutin précédent de 2014, de 43 à 51 %
Certes, plusieurs États avaient organisé d’autres scrutins le même jour, mais cela n’explique pas ce saut. Plusieurs interprétations sont possibles. La seule chose sûre est que les électeurs considèrent que l’Union —et non pas le Parlement— est un enjeu plus important pour leur avenir que par le passé.
2— Les partis de la Première Guerre froide arrivent en tête au Parlement, mais sont violemment rejetés en France et au Royaume-Uni au profit des libéraux
La situation de ces pays est différente. La France avait déjà amorcé sa mue avec l’élimination de la droite et de la gauche de la Première Guerre froide au 2ème tour de l’élection présidentielle de 2017. Elle confirme la fin des Républicains (8 %) et des Socialistes (6 %).
Le Royaume-Uni répond à une autre logique pour arriver à le même conclusion. Ce pays, dont la culture juridique est totalement différente de celle de l’Union et a façonné celle des États-Unis, avait décidé, sous Barack Obama et en accord avec lui, de quitter l’UE pour rejoindre l’Alena [1]. Mais lorsqu’il vota le Brexit, les États-Unis amorcèrent, avec Donald Trump, leur virage d’une politique impérialiste à une politique jacksonienne. Désemparée, la classe dirigeante britannique ne parvint pas à trouver de nouveaux partenaires et bloqua le Brexit. Les Travaillistes n’obtiennent que 14 % et les Conservateurs 8 %, tandis que les Brexiters les submergent à 31 %.
Ce jeu de massacre profite à l’Alliance des démocrates et des libéraux pour l’Europe (ADLE), représentée en France par La République en marche (22 %) et au Royaume-Uni par les Lib-Dems (18 %).
Si la droite (PPE, 178 sièges) et la gauche (S&D, 149 sièges) restent les principales couleurs au Parlement européen, elles sont talonnées par les Libéraux (ADLE, 111 sièges). Compte tenu des précédents historiques, on peut s’attendre à ce que la France et le Royaume-Uni fassent école dans le reste de l’Union et que, au prochain scrutin, le PPE et les S&D disparaissent au profit des Libéraux.
3— Faible poussée de l’objectif identitaire
L’Italien Matteo Salvini avait l’ambition de fonder une alliance des partis opposés au système. En définitive, il n’a pu regrouper que les partis identitaires autour du rejet commun du modèle anglo-saxon de « société multiculturelle » (c’est-à-dire d’une société morcelée dans laquelle chaque communauté culturelle dispose, non plus des mêmes références nationales, mais de ses propres codes et références).
L’affirmation du modèle de société européenne contre le modèle anglo-saxon deviendra parfaitement compatible avec les institutions de l’Union si le Royaume-Uni réalise son Brexit. C’est tout à fait à tort que l’on présente la coalition de Salvini comme « euro-sceptique » ou « d’extrême-droite ».
En définitive, l’Europe des nations et des libertés (ENL) ne progresse que de 16 %, passant de 50 à 58 sièges sur 751.
4— Échec de l’idée de souveraineté européenne
Tout exposé de la main-mise anglo-saxonne sur l’Union, telle que stipulée par les Traités, ou du caractère européen de la culture russe, ont été relégués hors du champ médiatique. 
Laissons de côté la rhétorique sur l’« Union puissance », face à la Chine, à la Russie et aux USA, que tous savent n’être qu’un propos de tribune. Les électeurs ont compris qu’une Nouvelle Guerre froide se met en place, mais ils considèrent que l’Otan était le meilleur allié durant la Première Guerre froide et qu’ils doivent se positionner à ses côtés durant la Seconde. Cependant l’absence de débat public sur ce thème révèle une mauvaise conscience, comme s’ils pensaient leur choix à la fois prudent et lâche.
5— En Allemagne et en France, substitution de buts de la « société civile » aux questions politiques
L’expression anglo-saxonne « société civile » désigne des associations qui, de part leur statut, ne sont pas associées à la politique, mais défendent d’autres causes. C’est très exactement le cas des questions environnementales, qui sont souvent transnationales, mais toujours subordonnées aux questions politiques. Ainsi, même si l’on supprimait toutes les voitures et tous les camions dans l’Union, la baisse de Co2 serait infime par rapport à la quantité produite par les bateaux et les avions nécessaires à la globalisation économique. Ou encore, même si l’on protégeait, non pas dans l’Union, mais dans le monde, toutes les espèces en voie de disparition, cela ne préserverait pas la biodiversité détruite par les guerres. D’ailleurs, en situation de guerre, toutes les réglementations environnementales seraient oubliées. 
La poussée des Verts, en Allemagne (20 %) et en France (13 %), traduit donc une impuissance des électeurs en matière politique. Puisqu’on ne peut agir contre l’impérialisme et la globalisation économique, rendons-nous utiles d’une autre manière.
Les forces se mettent en place pour la Nouvelle Guerre froide.
[1] The Impact on the U.S. Economy of Including the United Kingdom in a Free Trade Arrangement With the United States, Canada, and Mexico, United States International Trade Commission, 2000.

assange



At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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