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Sunday, January 24, 2021

NL -- LARRY ROMANOFF -- De mythe van de Amerikaanse Competitieve Overmacht

   

 

De mythe van de Amerikaanse Competitieve Overmacht

 Door Larry Romanoff, 23 januari, 2021




ENGLISH  NEDERLANDS

 De Amerikanen scheppen onophoudelijk op over hun concurrentievermogen en de wonderen van hun roofzuchtige Kapitalistische systeem, maar bij nader onderzoek blijken deze beweringen meestal ondoordacht chauvinisme te zijn waarbij historische ongelukken in religie worden omgezet. Als we de feiten onderzoeken, zijn de Amerikaanse bedrijven zelden bijzonder concurrerend geweest. Er is meer dan overvloedig bewijs dat hun inspanningen meestal gericht zijn op het verzekeren van een asymmetrisch speelveld dat hen in staat stelde de confrontatie met echte concurrentie te vermijden. En voor een zeer groot deel zijn grote Amerikaanse bedrijven succesvol geweest, niet door enig concurrentievoordeel, maar door druk en dreigementen die uitgingen van het Ministerie van Buitenlandse Zaken en het leger.

 Xerox was ooit bijna de enige fabrikant van fotokopieerapparaten ter wereld. Kodak was ooit bijna de enige fabrikant ter wereld van camera's en fotofilm; waar zijn Xerox en Kodak vandaag? Meer recent was Motorola de belangrijkste fabrikant van mobiele telefoons; waar is Motorola vandaag? Het Amerikaanse RCA Victor was een van de grootste producenten van TV-toestellen ter wereld. Waar kunt u vandaag een RCA TV-toestel kopen? Waar zijn de grote Pan Am World Airways en Continental Airlines? Waar zijn E.F. Hutton, General Foods, RCA, DEC, Compaq? Waar zijn American Motors, Bethlehem Steel, Polaroid camera's, en zovele anderen? Weg, omdat ze niet om konden gaan met effectieve concurrentie.

FELIPE PEREIRA DO TAB -- NAS ENTRANHAS



NAS ENTRANHAS

Em São Paulo as pessoas já não moram somente embaixo, mas DENTRO de buracos de pontes e viadutos

FELIPE PEREIRADO TAB

Reinaldo Canato

Ricardo nunca teve casa, mas já morou em muitos lugares. Hoje, vive dentro de viaduto. Ele se aninha sobre sacos pretos de lixo amontoados que fazem as vezes de colchão. Dorme embaixo do asfalto, entre a parede e um monte de terra.

O lugar é escuro mesmo de dia. Demora até o olho distinguir as formas. Quando a visão funciona, identifica vestígios da presença de Ricardo. Uma lata amassada de Brahma jogada num canto. A garrafa de 2 litros de Coca-Cola com água ao alcance da mão. Um saco de pão de hambúrguer.

Diferentemente da visão, o olfato não precisa de adaptação. Fareja imediatamente cheiro de fumaça. O fogo que afasta ratos e baratas escureceu os tijolos do interior e a parte externa da entrada do buraco. A passagem tem forma triangular e cerca de 1,5 metro de largura por 70 centímetros de altura — espaço suficiente para Ricardo sair com desenvoltura.

Ele sempre sai com a perna direita à frente, aterrissando o pé nos restos de fogo e em pinos de cocaína. Ricardo nem liga. Caminha na direção da maloca erguida 30 metros adiante, uma biqueira (ponto de venda de drogas) onde o chão é colorido por pinos.

Ricardo Estevão da Silva está na rua desde que se entende por gente. Abandonado ainda criança, passou a vida se drogando na zona leste de São Paulo. O buraco no viaduto do Tatuapé é mais um dos lugares de parada de sua vida.

Reinaldo Canato

OCUPAÇÃO VARIADA

É quase automático associar a população que habita buracos à droga. Como toda simplificação, é uma ideia errada. Luciano Damasceno de Oliveira, 42, lustra o sapato social antes de sair do buraco que chama de casa. Ele mora e trabalha nas imediações da avenida Paulista. Com sua caixa de engraxate, visita consultórios de doutores que atendem nos conceituados hospitais 9 de Julho e Sírio-Libanês.

Livre do serviço, Luciano conversa com porteiros e zeladores no final da tarde e com frequência é indicado para bicos de servente de pedreiro em prédios comerciais e residenciais. De volta para casa, varre o chão à frente do buraco onde mora. Só então faz um afago nos cachorros e entra para dar continuidade ao ritual noturno. Prepara o jantar, toma banho, escova os dentes e descansa até pegar no sono.

Luciano pode dobrar as costas para entrar no buraco, mas isso não o fez vergar a espinha. "Nunca fui do vício. Nunca quis má companhia." Na coletânea de histórias de vidas que não saíram como planejado, ele é mais uma prova de que o desespero transforma tudo em casa. Até buraco de viaduto.

Reinaldo CanatoReinaldo Canato

PADECENDO NO CRACK

Saturday, January 23, 2021

The Myth of American Competitive Supremacy -- January 23, 2021

  


The Myth of American Competitive Supremacy 

By Larry Romanoff, January 23, 2021




 

 Americans boast incessantly about their competitiveness and the miracles of their predatory capitalist system, but on examination these claims appear to be mostly thoughtless jingoism that transmutes historical accidents into religion. If we examine the record, US companies have seldom been notably competitive. There is more than abundant evidence that their efforts are mostly directed to ensure an asymmetric playing field that permitted them to avoid confronting real competition. And, in very large part, major US corporations have succeeded not because of any competitive advantage but by pressure and threats emanating from the State Department and military.

 

 Xerox was once almost the only manufacturer of photocopiers in the world. Kodak was once almost the world's only maker of cameras and photo film; where are Xerox and Kodak today? More recently, Motorola was the leading manufacturer of mobile phones; where is Motorola today? US-based RCA Victor was one of the largest producers of TV sets in the world. Where can you buy an RCA TV set today? Where are the great Pan Am World Airways and Continental Airlines? Where are E.F. Hutton, General Foods, RCA, DEC, Compaq? Where are American Motors, Bethlehem Steel, Polaroid cameras, and so many more? Gone, because they couldn't deal with effective competition.

 

Friday, January 22, 2021

PT -- Manlio Dinucci -- A ONU proíbe as armas nucleares e a Itália, o que é que faz?

  

A ONU proíbe as armas nucleres

e a Itália, o que é que faz? 

Manlio Dinucci

  ITALIANO  PORTUGUÊS

Hoje, 22 de Janeiro de 2021, é o dia que pode ficar na História como o ponto de viragem para livrar a Humanidade daquelas armas que, pela primeira vez, têm a capacidade de fazer desaparecer a espécie humana e quase todas as outras formas de vida, da face da Terra. De facto, hoje entra em vigor o Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares. Mas também pode ser o dia em que entra em vigor um tratado destinado, como tantos outros anteriores, a permanecer no papel. A possibilidade de eliminar as armas nucleares depende de todos nós.

 

Qual é a situação da Itália e o que devemos fazer para contribuir para o objectivo de um mundo livre de armas nucleares? A Itália, um país formalmente não nuclear, concedeu há décadas o seu território para a instalação de armas nucleares americanas: actualmente bombas B61, que em breve serão substituídas pelas mais mortíferas B61-12. Também faz parte dos países que - como documentado pela NATO - "fornecem à Aliança aviões equipados para transportar bombas nucleares, sobre os quais os Estados Unidos mantêm um controlo absoluto, e pessoal treinado para o efeito". Além do mais, existe a possibilidade de serem instalados no nosso território, mísseis nucleares de alcance intermédio (análogos aos euromísseis dos anos 80) que os EUA estão a construir depois de terem extinto o Tratado INF que os proibia.

 

Assim, a Itália viola o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, ratificado em 1975, que estabelece: "Cada um dos Estados militarmente não nucleares, parte do Tratado, compromete-se a não receber de quem quer seja armas nucleares, nem a controlar tais armas, directa ou indirectamente". Ao mesmo tempo, a Itália rejeitou em 2017 o Tratado da ONU sobre a Abolição de Armas Nucleares - boicotado pelos trinta países da NATO e pelos 27 da União Europeia – o qual estabelece: "Cada Estado Parte que tenha armas nucleares no seu território, possuído ou controlado por outro Estado, deverá assegurar a remoção imediata dessas armas".

 

A Itália, na senda dos EUA e da NATO, opôs-se ao Tratado desde a abertura das negociações, decidida pela Assembleia Geral em 2016. Os Estados Unidos e as outras duas potências nucleares da NATO (França e Grã-Bretanha), os outros países da Aliança e os seus principais parceiros - Israel (a única potência nuclear do Médio Oriente), Japão, Austrália, Ucrânia - votaram contra. As outras potências nucleares, tais como a Rússia e a China (que se abstiveram), a Índia, o Paquistão e a Coreia do Norte, também votaram contra. Fazendo eco a Washington, o governo Gentiloni definiu o futuro Tratado como "um elemento de forte divisão que corre o risco de comprometer os nossos esforços a favor do desarmamento nuclear".

 

Portanto, o governo e o parlamento de Itália são ambos responsáveis pelo facto do Tratado sobre a Abolição das Armas Nucleares - aprovado por larga maioria pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2017 e que entrou em vigor por ter atingido 50 ratificações - até à data, ter sido ratificado na Europa somente pela Áustria, Irlanda, Santa Sé, Malta e São Marino: o que constituiu um acto meritório, mas que não é suficiente para dar força ao Tratado.

 

Em 2017, enquanto a Itália rejeitava o Tratado ONU sobre a Abolição das Armas Nucleares, mais de 240 parlamentares - na sua maioria do PD e do M5S, com o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros Luigi Di Maio na primeira fila - comprometeram-se solenemente, através da assinatura do Apelo ICAN, a promover a adesão da Itália ao Tratado ONU. Em três anos não moveram um dedo nessa direcção. Por trás de coberturas demagógicas ou abertamente, o Tratado ONU sobre a abolição das armas nucleares é boicotado no Parlamento, com algumas raras excepções, por todo o arco político, que concorda em vincular a Itália à política cada vez mais perigosa da NATO, oficialmente a "Aliança Nuclear".

 

Tudo isto deve ser recordado hoje, no Dia de Acção Global, que apela à entrada em vigor do Tratado da ONU sobre a Proibição das Armas Nucleares, celebrado pelos activistas da ICAN e de outros movimentos antinucleares com 160 eventos, na sua maioria na Europa e na América do Norte. Precisamos de transformar este dia, numa mobilização permanente e crescente de uma frente ampla capaz, em cada país e a nível internacional, e de impor as escolhas políticas necessárias para alcançar o objectivo vital do Tratado.

 

(il manifesto, 22 de Janeiro de 2021)

 

https://ilmanifesto.it/oggi-in-vigore-il-trattato-onu-che-proibisce-le-atomiche/

IT -- Manlio Dinucci -- L’Onu proibisce le armi nucleari e l’Italia che fa?

  




L’Onu proibisce le armi nucleari

e l’Italia che fa?

Manlio Dinucci

 ITALIANO  PORTUGUÊS

Oggi, 22 gennaio 2021, è il giorno che può passare alla storia come il tornante per liberare l’umanità da quelle armi che, per la prima volta, hanno la capacità di cancellare dalla faccia della Terra la specie umana e quasi ogni altra forma di vita. Entra infatti in vigore oggi il Trattato Onu sulla proibizione delle armi nucleari. Può essere però anche il giorno in cui entra in vigore un trattato destinato, come i tanti precedenti, a restare sulla carta. La possibilità di eliminare le armi nucleari dipende da tutti noi.


Qual è la situazione dell’Italia e cosa dovremmo fare per contribuire all’obiettivo di un mondo libero dalle armi nucleari? L’Italia, paese formalmente non-nucleare, ha concesso da decenni il proprio territorio per lo schieramento di armi nucleari Usa: attualmente bombe B61, che tra non molto saranno sostituite dalle più micidiali B61-12. Fa inoltre parte dei paesi che – documenta la Nato – «forniscono all’Alleanza aerei equipaggiati per trasportare bombe nucleari, su cui gli Stati uniti mantengono l’assoluto controllo, e personale addestrato a tale scopo». Inoltre, vi è la possibilità che vengano installati sul nostro territorio i missili nucleari a raggio intermedio (analoghi agli euromissili degli anni Ottanta) che gli Usa stanno costruendo dopo aver stracciato il Trattato Inf che li proibiva.


In tal modo l’Italia viola il Trattato di non-proliferazione delle armi nucleari, ratificato nel 1975, che stabilisce: «Ciascuno degli Stati militarmente non nucleari, parte del Trattato, si impegna a non ricevere da chicchessia armi nucleari, né il controllo su tali armi, direttamente o indirettamente». Allo stesso tempo l’Italia ha rifiutato nel 2017 il Trattato Onu sulla abolizione delle armi nucleari –  boicottato da tutti e trenta i paesi della Nato e dai 27 dell’Unione europea –  il quale stabilisce:  «Ciascuno Stato parte che abbia sul proprio territorio armi nucleari, possedute o controllate da un altro Stato, deve assicurare la rapida rimozione di tali armi».


L’Italia, sulla scia di Usa e Nato, si è opposta al Trattato fin dall’apertura dei negoziati, decisa dalla Assemblea generale nel 2016. Gli Stati uniti e le altre due potenze nucleari della Nato (Francia e Gran Bretagna), gli altri paesi dell’Alleanza e i suoi principali partner – Israele (unica potenza nucleare in Medioriente), Giappone, Australia, Ucraina – votarono contro. Espressero così parere contrario anche le altre potenze nucleari: Russia e Cina (astenutasi), India, Pakistan e Nord Corea. Facendo eco a Washington, il governo Gentiloni definì il futuro Trattato «un elemento fortemente divisivo che rischia di compromettere i nostri sforzi a favore del disarmo nucleare».


Il governo e il parlamento italiani sono quindi corresponsabili del fatto che il Trattato sull’abolizione delle armi nucleari – approvato a grande maggioranza dall’Assemblea generale delle Nazioni Unite nel 2017 ed entrato in vigore avendo raggiunto le 50 ratifiche – è stato ratificato in Europa fino ad oggi solo da Austria, Irlanda, Santa Sede, Malta e San Marino: atto meritevole ma non sufficiente a a dare forza al Trattato.


Nel 2017, mentre l’Italia rifiutava il Trattato Onu sulla abolizione delle armi nucleari, oltre 240 parlamentari – in maggior parte del Pd e M5S, con in prima fila l’attuale ministro degli Esteri Luigi Di Maio – si impegnavano solennemente, firmando l’Appello Ican, a promuovere l’adesione dell’Italia al Trattato Onu. In tre anni non hanno mosso un dito in tale direzione. Dietro coperture demagogiche o apertamente il Trattato Onu sull’abolizione delle armi nucleari viene boicottato in parlamento, con qualche rara eccezione, dall’intero arco politico, concorde nel legare l’Italia alla sempre più pericolosa politica della Nato, ufficialmente «Alleanza nucleare».


Tutto questo va ricordato oggi, nella Giornata di azione globale indetta per l’entrata in vigore del Trattato Onu sulla proibizione delle armi nucleari, celebrata da attivisti dell’Ican e altri movimenti anti-nucleari con 160 eventi per la maggior parte in Europa e Nordamerica. Occorre trasformare la Giornata in mobilitazione permanente e crescente di un ampio fronte capace, in ciascun paese e a livello internazionale, di imporre le scelte politiche necessarie a realizzare l’obiettivo vitale del Trattato.

 

(il manifesto, 22 gennaio 2021)

 

 

Sunday, January 17, 2021

Gang Wen -- Duo arrested for helping assault suspects flee -- January 15, 2021

 Friday, January 15, 2021, 23:04

Duo arrested for helping assault suspects flee
By Gang Wen

Man set on fire after spat with protester (Nov 11, 2019)

Video of HK man set on fire

HONG KONG - Hong Kong police arrested two men on Thursday on suspicion of helping two arson suspects flee the city, the authorities said on Friday. 

The two arson suspects allegedly set an elderly man on fire during an anti-government protest stemming from the extradition bill incident in 2019, police said.

The duo arrested on Thursday were aged 39 and 60, respectively, police said. They allegedly bought airline tickets for the two arson suspects to help them leave Hong Kong in November and December 2019

The duo arrested on Thursday were aged 39 and 60, respectively, police said. They allegedly bought airline tickets for the two arson suspects to help them leave Hong Kong in November and December 2019, a police representative told reporters on Friday. They were accused of “facilitating offenders”, an offense punishable by up to 10 years in prison.

READ MORE: Man set alight as violence in HK escalates

Describing the attack as an “extremely serious and violent” incident in November 2019, a police spokesperson said the elderly man was attacked after he attempted to prevent a black-clad man and his partners from vandalizing the Ma On Shan train station. He was subsequently attacked and set on fire by the black-clad man, police said.

ALSO READ: Man burned by protesters still in recovery

The attacker and one of his accomplices, who was also at the scene of the attack, fled the city with the help of the duo who were arrested on Thursday, according to the police. The two escapees are now wanted by police.

Police have arrested 18 people in relation to the attack and vandalism to the train station. They were arrested on charges of rioting, conspiracy to criminal damage, and misconduct in a public place, police said.

Friday, January 15, 2021

RU -- Ларри Романофф -- Голод 1959 года в Китае -- 9 января 2021 г.

  

 

 

Голод 1959 года в Китае

Ларри Романофф, 9 января 2021 г.

 



CHINESE  ENGLISH  ESPAÑOL  NEDERLANDS  PORTUGUÊS  RUSSIAN

 

Большая часть мира в целом знакома с тем фактом, что Китай пережил Большой Голод в 1959-1961 годах. Опубликованные на Западе данные о жертвах, как правило, сильно преувеличены, некоторые из этих оценок достигают 80 миллионов жизней или более, но из всего, что я смог узнать из первоисточников, фактическая сумма составляет около 20 миллионов человеческих жизней или может чуть больше. Обсуждая причину этого ужаса, западные СМИ, обозреватели, авторы и книгоиздатели упоминают мимоходом серию стихийных бедствий, многочисленные крупные тайфуны, постоянные чрезмерные ливни, болезни растений, которые одновременно нанесли ущерб Китаю, но все это в их изложение  выстроено таким образом, что ведет фокус  нашего  внимания  ведется по цепочке: 

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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