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Sunday, January 16, 2022

EN — LARRY ROMANOFF — God Save the Queen. Or, Maybe not — January 14, 2022

 


God Save the Queen. Or, Maybe not

 

By Larry Romanoff for PRAVDA, January 14, 2022

God Save the Queen. Or, Maybe not


Westerners seem to hold a fondness for monarchies; pleasant remembrances of times past, the pleasures of the "court", colloquial recollections of quaint beheadings and the capriciousness of rulings, and envious mention of the 'King's prerogative' on a wedding night. Altogether a generally uncritical recollection.

We tend to think of the British monarchy today, or possibly the smaller incarnations existing in Monaco, the Netherlands or Belgium, rulers who tend now to be not only civilised but also marginalised. But monarchies were not always thus, and rather too many disappeared in the smoke of revolutions because entire populations revolted against the frequent and unpredictable brutality of the rulers, the callous and cynical lack of concern for the populace, and general bad management.


Monarchies and Dictatorships

 

Monarchies and dictatorships are functionally very similar, differing primarily in the method of succession planning, both being a form of government where one person holds absolute power, the exercise of which was not always predictable. Both Monarchies and dictatorships tended to pass power to the next relative in line. The primary difference between the two is that monarchies often claimed a 'divine right' to rule, having been conveniently selected by God, whereas a dictator, sadly but still unashamedly, passed power onto his son. But the only real difference, certainly in the public imagination, is that dictators just didn't have the class of monarchs. There truly is something special about these hard-to-get divine appointments.

 

But our recollections are little more than us having what we might call a convenient and selective memory. We recall what we choose. For downright brutal inhumanity, monarchies have never had much to be proud of. King Leopold of Belgium killed 10-15 million people without hesitation. A Transylvanian prince, eager to explain something to his subjects in a way they could understand, had his soldiers gather 20,000 subjects and chop one arm and one leg off each one. Monarchies were equally as inhuman as were the worst of dictators, and the British were arguably the worst of the lot.

 

The British Royal Family

 

Sunday, January 2, 2022

Cultivando o Amor: Caminhos -- SOLIDARIEDADE

 


Cultivando o Amor: Caminhos

SOLIDARIEDADE 

Narração: Marisley Pereira Brito

Edição: Dreyko Neves

 

 

“É assim que acontece a bondade”.

 

 “Se te perguntarem quem era essa que às areias e aos gelos quis ensinar a primavera…”: é assim que Cecília Meireles inicia um de seus poemas. Ensinar primavera às areias e aos gelos é coisa difícil. Gelos e areias nada sabem sobre primaveras.., Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la?

 

 Seria possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? Como, se ele não ouve? E poderei ensinar a beleza das telas de Monet a um cego? De que pedagogia irei me valer para comunicar cores e formas a quem não vê? Há coisas que não podem ser ensinadas. Há coisas que estão além das palavras. Os cientistas, os filósofos e os professores são aqueles que se dedicam a ensinar as coisas que podem ser ensinadas. Coisas que são ensinadas são aquelas que podem ser ditas. Sobre a solidariedade muitas coisas podem ser ditas. Por exemplo: eu acho possível desenvolver uma psicologia da solidariedade. Acho também possível desenvolver uma sociologia da solidariedade. E, filosoficamente, uma ética da solidariedade… Mas os saberes científicos e filosóficos da solidariedade não ensinam a solidariedade, da mesma forma como a crítica da música e da pintura não ensina às pessoas a beleza da música e da pintura. A solidariedade, como a beleza, é inefável – está além das palavras.

 

 Palavras que ensinam são gaiolas para pássaros engaioláveis. Os saberes, todos eles, são pássaros engaiolados. Mas a solidariedade é um pássaro que não pode ser engaiolado. Ela não pode ser dita. A solidariedade pertence a uma classe de pássaros que só existem em voo. Engaiolados, esses pássaros morrem.

 

 A beleza é um desses pássaros. A beleza está além das palavras. Walt Whitman tinha a consciência disso quando disse: “Sermões e lógicas jamais convencem. O peso da noite cala bem mais fundo a alma…”. Ele conhecia os limites das suas próprias palavras. E Fernando Pessoa sabia que aquilo que o poeta quer comunicar não se encontra nas palavras que ele diz; antes, aparece nos espaços vazios que se abrem entre elas, as palavras. Nesse espaço vazio se ouve uma música. Mas essa música – de onde vem se ela se não foi o poeta que a tocou?

 

 Não é possível fazer uma prova sobre a beleza porque ela não é um conhecimento. Tampouco é possível comandar a emoção diante da beleza. Somente atos podem ser comandados. “Ordinário! Marche!”, o sargento ordena. Os recrutas obedecem. Marcham. À ordem segue-se o ato. Mas sentimos que não podem ser comandados. Não ouso ordenar que alguém sinta a beleza que estou sentindo.

 

 O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora: astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras.

 

 Mas há coisas que não estão do lado de fora. Coisas que moram dentro do corpo. Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera…

 

 Sim, sim! Imagine isso: o corpo como um grande canteiro! Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes – lembre-se da história da Bela Adormecida! Elas poderão acordar, brotar. Mas poderão também não brotar. Tudo depende… As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra. E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas… De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam. Nos jardins há pragas: tiriricas, picões…

 

 Uma dessas sementes é a “solidariedade”. A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora, ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos. Se ela fosse uma entidade do mundo de fora, poderia ser ensinada e produzida. A solidariedade é uma entidade do mundo interior. Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz. A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente…

 

 Veja o ipê florido! Nasceu de uma semente. Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica, nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça. Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz: “A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”. O ipê floresce porque floresce. Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.

 

 A solidariedade é como um ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: “Seja solidário!”. A solidariedade acontece como um simples transbordamento: as fontes transbordam… Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção, um transbordamento da alma do compositor…

 

Já disse que solidariedade é um sentimento. É esse o sentimento que nos torna mais humanos. É um sentimento estranho, que perturba nossos próprios sentimentos. A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo. Ela me pede que eu compre um pacotinho de suas balas......

 

Rubem Alves, no livro “As melhores crônicas de Rubem Alves”

Friday, December 24, 2021

PT — LARRY ROMANOFF — Nações Construídas sobre Mentiras — Como os EUA se Tornaram Ricos — Volume 1 — Parte 3 -- TRABALHO E ROUBO SALARIAL

  Nações Construídas sobre Mentiras

Volume 1 – Como os EUA se Tornaram Ricos

 


CHINESE ENGLISH POLSKI PORTUGUESE SPANISH

 

© Larry Romanoff, October, 2021

Parte 3 – Trabalho e Roubo Salarial

Parte 1 de 6
Part 2 of 6
Part 3 of 6

 

 

Conteúdo da Parte 3

Uma Breve História do Trabalho nos EUA

O trabalho infantil na América

Roubo Salarial

Coca-Cola, Wal-Mart, Apple, Nike, Amazon, Starbucks

A Educação Americana

 

Uma Breve História do Trabalho nos EUA

 

Ao contrário da maioria das outras nações industrializadas, os EUA nunca aceitaram o conceito de sindicatos de trabalhadores, que foram sempre descritos e denegridos nos meios de comunicação social norteamericanos como uma espécie de socialismo perigoso que exploraria os trabalhadores. Mas foi sempre verdade que foi o capitalismo que explorou os trabalhadores e o socialismo que os tentou proteger. Graças aos meios de comunicação social, a maioria dos americanos ainda hoje tem esta compreensão errada da realidade. De facto, ao examinar o registo histórico, é perfeitamente visível que nem o governo dos EUA, nem o seu tecido empresarial, alguma vez tiveram os trabalhadores ou os empregados em grande consideração. Houve um breve período após a Segunda Guerra Mundial, durante o qual o auto interesse empresarial causado pelo medo produziu uma paisagem laboral bastante benigna, mas isso foi apenas uma espécie de ilusão que se desvaneceu durante os anos 80 quando, tanto o governo como o capital, voltaram às suas cores originais. A partir da década de 1980, o número de trabalhadores do sector privado industrial filiados em qualquer tipo de sindicato caiu cerca de 70%, em grande parte devido ao duro clima capitalista e legislativo. A maioria dos trabalhadores americanos ainda queria sindicatos de trabalhadores, mas a conspiração anti-sindical era demasiado poderosa.

 

Wednesday, December 1, 2021

Vladimir Danilov -- Washington Unleashes Biological Warfare in Syria

 26.11.2021 Author: Vladimir Danilov

Washington Unleashes Biological Warfare in Syria

SYR8342

The US crimes in Syria have already been repeatedly reported by the Western media, the Syrian Arab News Agency SANA, as well as various international organizations. The airstrikes on Syrian cities, which were carried out by the US and the coalition led by them in violation of international law and had disastrous consequences for civilians, were repeatedly brought to the attention of the international community by Amnesty International. One of its reports in 2018 explicitly claimed that the bombing was carried out blindly and without the necessary precautions, resulting in a large number of civilian casualties in the city.

However, even with the recent US cessation of similar military attacks that have killed hundreds of civilians in Syria, Washington’s crimes in that country have not diminished. Acting as a blatant occupation force, the United States forces illegally present on Syrian soil continue to pillage Syria, removing hydrocarbons from the oil-rich north-eastern provinces of the SAR, causing economic losses to the independent Syrian state and its people.

In addition, SANA has previously repeatedly reported to the world about military trucks carrying wheat moving from Syria to Iraq through the Semalka border crossing on the Iraqi–Syrian border. Special attention was drawn to the fact that the US troops have taken such actions for a long time against the background of a large-scale food crisis caused by the war in the Syrian Arab Republic. As for the guilt of the United States for the humanitarian catastrophe in Syria, SANA provided comprehensive information about the extraction by the US military from the occupied Syrian territory in early 2021 of 38 trucks with stolen Syrian wheat, and then another 18 trucks of grain stolen from grain elevators to neighboring Iraq.

Meanwhile, as SANA reported on November 23, the Syrian Ministry of Agriculture and Agrarian Reform detected dangerous parasites in the wheat seeds supplied by the US as part of “humanitarian aid” through the United States Agency for International Development (USAID, an organization banned in Russia). Syrian authorities examined samples of those Turkish wheat seeds delivered by USAID to farms near the town of Qamishli under the control of the United States and its allies, after which a Syrian official, Saeed Hajji said that the Ministry of Agriculture and Agrarian Reform in Hasakah Province sent samples of wheat seeds provided by USAID to the laboratories of the Ministry of Agriculture, which found that they were not suitable for cultivation. The seeds contain a large number of parasite worm nematodes, which reached 40%. It poses a significant danger to agriculture in the region, mainly because its effects cause a lot of damage that worsens over time. The official warned farmers not to plant but destroy these seeds, whose destructive effects have been evident over the years. The Al-Hasakah Farmers Union had earlier urged farmers not to grow these seeds as they are unsuitable for agriculture and cause agricultural pests.

This sending of wheat seeds by USAID to Damascus is nothing but an attempt to carry out a biological attack on Syria, which has already suffered from US military operations.

Tuesday, November 30, 2021

Mouna Alno-Nakhal -- Le cadeau empoisonné des États-Unis aux futures générations syriennes…

  

Le 10 novembre dernier, l’USAID [l’Agence des États-Unis pour le développement international] annonçait :

« Un partenaire de l’USAID dans le nord-est de la Syrie continue de distribuer de la farine de blé aux boulangeries locales pour fournir du pain aux familles déplacées, aux réfugiés et aux communautés d’accueil des personnes vulnérables. Après une saison de précipitations extrêmement faibles, cette aide est encore plus cruciale pour améliorer la sécurité alimentaire ».

 



Pour rappel, le nord-est de la Syrie est illégalement occupé par les États-Unis qui soutiennent.les forces séparatistes armées regroupées sous l’acronyme « FDS », avec la lettre D pour démocratiques et la lettre S pour syriennes.

Le 18 novembre, la correspondante syrienne d’Al-Mayadeen TV à Damas, Madame Dima Nassif, présentait une autre annonce publiée par le site de l’ambassade américaine quelques jours plus tôt, concernant cette fois la livraison de « semences de blé » : 




« Les semences de blés sont désormais chargées et en route vers le nord-est de la Syrie. L’USAID offre près de 3 000 tonnes de semences de blé de haute qualité aux agriculteurs du nord-est de la Syrie en ce début de saison des semis de blé. Le blé est considéré comme la moelle épinière du département agricole syrien. Ces semences permettront à des centaines d’agriculteurs de produire près de 32 000 tonnes de blé l’année prochaine, garantissant ainsi aux Syriens l’obtention de farine, de pain et autres produits à base de blé pour nourrir leurs familles et éviter encore plus de crises économiques. » [1].

Sauf que Madame Nassif a dit dans son rapport que cette offre de semences de blé par l’USAID ouvrait à nouveau le dossier de la plus dangereuse des guerres étasuniennes contre la sécurité alimentaire syrienne. Pourquoi ? 

Saturday, October 30, 2021

PT – LARRY ROMANOFF — Nações Construídas sobre Mentiras — Como os EUA se Tornaram Ricos — Colonização, Trabalho e Escravatura — Volume 1 – Parte 2

 

 

Nações Construídas sobre Mentiras

Como os EUA se Tornaram Ricos

Volume 1 – Parte 2


© Larry Romanoff, October, 2021

 

Parte 2 – Colonização, Trabalho e Escravatura

 

Conteúdo Parte 2

 

Preâmbulo

A Democracia Cria Elites Ricas, não Nações Ricas

Colonialismo: A Verdade Amarga

Colonização ao estilo americano

Cultivar a Disparidade de Rendimentos

A visão americana da supremacia económica dos EUA, em 1948

A visão americana da supremacia económica dos EUA, em 2010

Prerrogativa Imperial

Trabalho, A Maldição do Capitalismo

Escravidão

 

Preâmbulo

 

Temos de considerar que o contexto geral da riqueza contém várias dimensões discretas que, na sua maioria, se excluem mutuamente. Um reino pode ser rico no sentido em que o seu monarca possui grande riqueza e poder, mas isso nada diz sobre os indivíduos que vivem nesse reino, uma vez que a riqueza do soberano pode provir inteiramente de ter despojado a população. A nossa população está também dividida em dimensões, em termos de classes sociais. Cada nação, rica ou pobre, tem uma classe alta rica, o que nada nos diz sobre a riqueza relativa da nação como um todo. Se um país tem uma classe média pequena e decrescente ou uma parte substancial da classe baixa que vive na pobreza, temos de aperfeiçoar a nossa compreensão do que significa realmente ser uma nação rica. Estes casos, que são indicativos de uma grande disparidade de rendimentos e onde um punhado relativo é rico enquanto a maioria não o é, não satisfariam o nosso entendimento de um país rico.


As nações sujeitas ao capitalismo não regulamentado enquadrar-se-ão geralmente na definição acima, com uma grande disparidade de rendimentos contendo um punhado relativo de ricos, mas com a pirâmide da riqueza a pender muito rapidamente para a pobreza. Num país capitalista não regulamentado como os EUA pode muita dessa riqueza residir nas suas grandes empresas e nos seus proprietários da elite, riqueza que não se filtra até aos trabalhadores. Como exemplo, podemos pensar na Apple, com alguns executivos muito ricos e várias centenas de biliões de dólares não tributados em paraísos fiscais (offshore), mas o trabalhador médio da Apple está longe de ser rico de acordo com  a maioria das definições e os cerca de um milhão de jovens que realmente fabricam e montam os produtos da Apple qualificar-se-iam como pobres. Em contraste, uma nação com uma inclinação mais socialista terá uma camada menor de grande riqueza e um nível de vida muito mais elevado para todo o resto, com uma classe média muito maior e pouca ou nenhuma pobreza.


Então, o que é que realmente queremos significar quando dizemos que um país é rico? Que o governo tem receitas enormes ou que o soberano possui uma grande riqueza? Que as suas empresas são extremamente rentáveis e que os seus banqueiros são extremamente ricos? Ou será que todos no país, incluindo as classes mais baixas, partilham dessa riqueza e que ninguém vive numa pobreza abjecta? No final, não é a extrema riqueza de alguns, mas o nível de vida de toda a população que devemos considerar. Para obter uma apreciação realista da riqueza de uma nação, precisamos de examinar não só os escalões superiores da sociedade, que são sempre ricos em todo o lado, mas sim o estatuto de segurança financeira dos menos privilegiados dessa sociedade.

Wednesday, October 20, 2021

PT -- LARRY ROMANOFF -- Nações Construídas sobre Mentiras -- Como os Estados Unidos se Tornaram Ricos -- Volume 1 -- Parte 1

 

 

Nações Construídas sobre Mentiras

Como os EUA se Tornaram Ricos

Volume 1 - Parte 1


© Larry Romanoff, Outubro, 2021


Prefácio

De: James Bacque

Data: Sábado, 5 de Janeiro de 2019 21:13 PM

Caro Larry,

Obrigado pela informação - como adivinhou, eu próprio já encontrei grande parte dela. Desejo-lhe boa sorte. . . Seja o mais moderado que puder ao exprimir as suas descobertas muito importantes. Lembre-se que quase ninguém sabe tanto como o senhor e algumas das suas descobertas são muito perturbadoras.

Tudo de bom,

Jim

 

Prólogo do Volume Um

Uma Breve História da América que não se aprende numa Universidade


Um dos mitos históricos mais populares incorporados na consciência americana pela máquina de propaganda diz respeito à migração dos colonos para o Novo Mundo, a narrativa  a especificar como centenas de milhares de oprimidos virtuosos afluíram aos estaleiros, numa corrida precipitada pela liberdade e pela oportunidade. Podem ter existido cinco ou seis dessas pessoas, mas estava lá um grupo muito maior para escapar ao carrasco e ao carcereiro e uma selecção ainda maior eram comerciantes de escravos, prostitutas, e criadores de esquemas capitalistas à procura de pastagens mais verdes. Quando acrescentamos aos vastos números que esperavam escapar à perseguição justificada pelas suas versões pervertidas do cristianismo, os primeiros americanos dificilmente foram modelos a seguir para a edificação de uma nova nação. As provas estão claramente,mais do lado dos criminosos, dos perdedores e dos desajustados, dos fanáticos religiosos e dos oportunistas do que do lado dos míticos oprimidos. E, para que conste, não há qualquer prova de colonos a emigrar para a América em busca da "liberdade" ou da "oportunidade", pelo menos, não dentro do significado actual destas palavras.

A boa saúde mental não era um pré-requisito para os colonos europeus que emigraram para o Novo Mundo. Gostamos de recordar-nos que a Austrália era (e continua a ser na sua maioria) povoada principalmente por assassinos, ladrões e pervertidos sexuais, mas os imigrantes para a América não eram consideravelmente melhores. De facto, a inscrição na Estátua da Liberdade ficou com as palavras mais ou menos correctas ao referir-se ao "lixo miserável da sua costa fervilhante". Enquanto os australianos tiveram os seus assassinos e assaltantes em série, os europeus estavam melhor com os seus extremistas cristãos que passavam os dias da semana a queimar bruxas e a matar índios e aos seus domingos na igreja, a agradecer a Deus por lhes dar essa oportunidade. Os australianos melhoraram marginalmente os seus hábitos ao longo dos séculos, enquanto que os americanos não o fizeram.

A América é amplamente aceite e, na verdade, até se orgulha de ser um país profundamente cristão, com 65% ou mais da população a declarar a religião como sendo importante nas suas vidas. Isto seria apoiado pela História, uma vez que as grandes migrações para o Novo Mundo consistiam numa longa lista de seitas religiosas escamosas cujo objectivo principal de emigração era a oportunidade de construir uma sociedade inteiramente baseada nessas heresias isolacionistas e extremistas. Provavelmente é  correcto dizer que a bruxaria de Salém foi o viveiro em que a versão peculiarmente americana da teologia cristã germinou e floresceu e que também serviu como uma introdução prática à histeria de massas, que mais tarde seria tão utilmente aplicada aos conceitos de patriotismo e democracia. Os ecos duradouros desta ascendência religiosa têm influenciado altamente toda a História americana posterior.

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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