Por Larry Romanoff
02 de Junho de 2020
Esta narrativa tem todos os requisitos para se qualificar como uma teoria da conspiração e pode não fazer sentido para si, senão tiver algum conhecimento das circunstâncias que ajudam a explicá-la.
Antes dos EUA entrarem na Primeira Guerra Mundial, foi desencadeada pela Comissão Creel, uma enorme campanha de propaganda anti-alemã, que durou anos, chefiada por Walter Lippman e Edward Bernays, sendo este último sobrinho de Sigmund Freud. (1) (2) A literatura pública atacou tudo o que era alemão na América, incluindo escolas e igrejas. Em muitas escolas, o idioma alemão foi proibido de ser ensinado a “americanos puros”, e os administradores eram incentivados a despedir “todos os professores desleais”, ou seja, qualquer alemão. Os nomes de inúmeras cidades foram alterados para eliminar a origem alemã: Berlim, Iowa, tornou-se Lincoln, Iowa. Os alimentos e nomes da culinária alemã foram eliminados dos restaurantes; o sauerkraut tornou-se o 'repolho da liberdade'; os dachshunds designaram-se como 'cães da liberdade' e os pastores alemães passaram a ser 'alsacianos'.
Todas as orquestras americanas receberam ordens para eliminar das suas apresentações qualquer música de compositores alemães clássicos como Beethoven, Bach e Mozart. As bibliotecas públicas retiraram e (na maioria das vezes) queimaram todos os livros de autores, filósofos e historiadores alemães. Em alguns estados, o uso do idioma alemão foi proibido em público e por telefone. Os Professores alemães foram demitidos das universidades, foi negada a receita publicitária aos jornais locais de língua alemã ou de propriedade alemã, sendo constantemente perseguidos e muitas vezes forçados a sair dos negócios. Os Escoteiros Patrióticos da América contribuíram para o esforço, queimando regularmente os pacotes de jornais alemães que estavam à venda, e os alemães eram insultados e cuspidos, constantemente, por outros cidadãos. Os alemães foram obrigados a participar em reuniões públicas e a denunciar a Alemanha e os seus dirigentes, e foram forçados a comprar títulos de guerra e a declarar, publicamente, a sua lealdade à bandeira dos EUA.

