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Saturday, January 11, 2020

PT -- Stephen Lendman -- O Secretário Geral da ONU, António Guterres, não condena os assassínios dos EUA no Iraque


Global Research, 05 de Janeiro 05 de 2020
Região: Médio Oriente & Norte de África
Tema Lei e Justiça, Nações Unidas   
A relatora especial da ONU sobre execuções extra judiciais, sumárias ou arbitrárias, Agnès Callamard, criticou o assassínio perpetrado pelo regime Trump, do General iraniano Soleimani,  do Vice Presidente iraquiano da PMU, Abu Mahdi al-Muhandis e de outros que estavam com eles, twittando o seguinte:
 “Os homicídios de Qasem Soleiman e Abu Mahdi Al-Muhandis são muito provavelmente ilegais e violam o Direito Internacional sobre os Direitos Humanos”.
“Fora do contexto das hostilidades activas, o uso de drones ou de outros meios para matar alvos, quase nunca é legal.”
“Outro grande problema com as mortes extra-territoriais é a falta de supervisão”.
 “Os poderes executivos decidem quem pode ser morto sem o devido processo judicial, quando é que agem em legítima defesa, contra quem e como. Sem a aprovação dos respectivos parlamentos.”
Pompeo comentou o assassínio de Soleimani com uma ladainha de Grandes Mentiras, dizendo:
O regime Trump “decidiu eliminar Soleimani em resposta a ameaças iminentes à vida de cidadãos americanos (sic).
 “A nossa obrigação foi evitar a escalada (sic).”
Assassinar Soleimani foi uma “acção defensiva destinada a combater as ameaças agressivas utilizadas pela Força Iraniana Quds (sic)”.
Ele “estava a conspirar activamente na região para levar a cabo acções ... que colocariam em risco dezenas senão centenas de vidas de americanos(sic)”.
Tudo o que foi mencionado acima é puro lixo e  ninguém que compreenda como os EUA agem acredita nessas afirmações, isto é, eles agem de acordo com as suas próprias regras e extra judicialmente, a fim de alcançar os seus objectivos imperiais.

Matar Soleimani, Muhandis e os que os acompanhavam, foi um assassinato a sangue frio dos EUA, um crime hediondo e injustificável.
O Pentágono desculpou ilegitimamente o seu acto criminoso, dizendo o seguinte:
 “Sob a direcção de (Trump), as forças armadas dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal americano no estrangeiro, matando-os” - uma Grande Mentira, seguida de mais mentiras, afirmando falaciosamente:
Soleimani “comandou ataques a bases da coligação no Iraque, nos últimos meses (sic)”.
 “Este ataque teve como objectivo impedir futuros planos de ataque iranianos.”
"Os Estados Unidos continuarão a tomar todas as medidas necessárias para proteger o nosso povo e os nossos interesses onde quer que estejam, em todo o mundo (sic).”
A agressão levada a cabo pelo regime Trump e pelos seus mais recentes predecessores transformou centenas de milhões de muçulmanos em inimigos dos EUA, além de inúmeros outros, em todo o mundo - tornando os EUA o país mais insultado do mundo.
Em toda a História da República Islâmica, desde 1979, as autoridades e chefias militares nunca ordenaram um ataque a outra nação ou aos respectivos oficiais.
Pompeo não apresentou provas que apoiassem as suas acusações absurdas porque não existem.
Sempre que António Guterres comenta incidentes como o assassínio de Soleimani e outras acções hostis dos EUA, da NATO e de Israel, ele apela sempre a todos os lados para mostrarem contenção - deixando de evidenciar a culpa onde ela pertence.
Depois de não dizer nada durante horas após a agressão patrocinada pelo regime de Trump contra Soleimani e os que o acompanhavam, o seu porta-voz emitiu a sua observação pré-escrita, dizendo:
 “O Secretário Geral tem defendido consistentemente a não escalada no Golfo (sic). Está profundamente preocupado com a recente escalada (sic). ”
“Este é o momento em que os líderes devem exercer a máxima restrição (sic). O mundo não pode permitir que haja outra guerra no Golfo (sic). ”
“O mundo” precisa de um Chefe da Organização mundial com coragem moral, e não de um boneco pró-ocidental covarde – manipulado pelos poderes mais influentes em Washington, Bruxelas e Tel Aviv.
O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, pediu “a punição dos assassinos criminosos do regime Trump”, acrescentando:
É “o dever e a responsabilidade de todos os combatentes da resistência em todo o mundo”.
“Nós, que ficamos ao lado de Soleimani, seguiremos os seus passos e esforçar-nos-emos, dia e noite, para alcançar os seus objectivos."
“Levaremos uma bandeira em todos os campos de batalha e em todas as frentes e intensificaremos as vitórias do 'eixo da resistência' com a bênção do seu sangue puro.”
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria condenou as agressões e os assassinatos dos EUA, designando  as suas acções como “uma escalada séria ... um acto covarde  de agressão ... que fortalece a nossa determinação de seguir o caminho dos líderes martirizados da resistência”.
Na sexta-feira, centenas de milhares de iranianos foram às ruas para condenar o regime de Trump.
A longo prazo, as políticas dos EUA são auto-destrutivas, o extremismo típico de uma nação em declínio.
Quanto maiores são as suas acções hostis em todo o mundo, mais inimigos eles adquirem.
Comentando o assassínio de Soleimani, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, diz o seguinte:
O “ataque com mísseis do Pentágono (que matou Soleimani e os outros) foi um acto que não está em consonância com o Direito Internacional ... o cúmulo do cinismo” levado a cabo por um Estado imoral.
O objectivo de Washington tem tudo a ver com fazer valer o Poder sobre o Direito, procurando “alterar o equilíbrio de poder na região”.
“Não resultará em nada a não ser escalar tensões crescentes na região, o que, certamente, irá afectar milhões de pessoas”.
A acção do regime Trump “não escapará às Nações Unidas”, o Conselho de Segurança irá abordá-lo: o poder de veto dos EUA/Reino Unido/França impedirá a condenação oficial.
Matar Soleimani e o Vice Presidente da PMU do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis e os restantes que os acompanhavam, só irá desestabilizar ainda mais a região.
As suas mortes nada tinham a ver com a protecção de vidas de cidadãos americanos, mas sim, tudo a ver com o avanço do Império Americano.
Foi um acto imprudente e auto-destrutivo que lhes saiu gorado, não conseguindo nada senão uma raiva popular ainda maior contra os EUA.
Também conduz os parlamentares iraquianos a aprovar uma legislação que ordene a saída das forças americanas do país, o que pode acontecer.
Autor laureado, Stephen Lendman, vive em Chicago. Pode ser contactado através do email: lendmanstephen@sbcglobal.net. Pesquisador Associado do Centre for Research on Globalization (CRG)
Obra mais recente: “Flashpoint in Ukraine: US Drive for Hegemony Risks WW III.”
Visite o seu blog  sjlendman.blogspot.com.

Tuesday, January 7, 2020

Video: Qassem Soleimani: Martyr of Iranian Revolution



By South Front
Global Research, January 07, 2020
South Front 6 January 2020
Region: Middle East & North Africa
Theme: US NATO War Agenda
In-depth Report: IRAN: THE NEXT WAR?
For the first time in the history of Iran, a red flag was raised over the Holy Dome of Jamkaran Mosque in the holy city of Qom both symbolizing blood spilled unjustly and serving as a call to avenge a person who is killed. “Those who want to avenge the blood of Hussein,” read the words of the war flag. This was done in honor of General Qassem Suleimani, who, along with several other Iranian and Iraqi commanders, was assassinated in US strikes on Baghdad. The red flag was not even raised during the Iran-Iraq war (September 22, 1980 – August 20, 1988), the longest and bloodiest conflict in the history of modern Iran, known in it as the Holy Defense.
The raised flag demonstrates both the Iranian resolve to respond to the act of state terrorism committed by the United States and the significance of the personality of Soleimani for the state and nation. The general, once described by Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei as a “living martyr of the revolution”, was the most effective battlefield commander of the modern world and one of the key people behind the defeat of ISIS in Syria and Iraq. In March 2019, Soleimani was awarded the Order of Zulfaqar, Iran’s highest military order.
During his life Suleimani was a living legend overseeing operations abroad, achieving key military diplomatic victories and spreading Tehran’s influence around the Middle East. After his death he has become an icon of the resistance both in Iran and in a large part of the Arab world. His assassination drastically increased the likelihood of an open military conflict between the US and Iran, a conflict which could easily set the entire region on fire.
Born to an impoverished family in 1957, Soleimani joined the Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC) after the Iranian revolution in 1979. He rose to prominence commanding troops during the Iran-Iraq War. After the war, Soleimani largely disappeared from public view until 2011, when he took over the IRGC’s expeditionary Qods Force and was promoted to Major General by Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei.
Trump’s Mass Deception on Iran
Over the course of his career, he developed close ties with Kurdish groups in Iraq, assisted Hezbollah in Lebanon and led Iranian military operations assisting Syrian and Iraqi troops in battles against terrorists, primarily ISIS. Soleimani was frequently pictured on key frontlines from Iraq’s Mosul to Syria’s Aleppo. For example, in 2014, he helped to forge the defense of Baghdad against encroaching ISIS terrorists. In 2015  he assisted the Iraqi government in operations to retake the oil-rich city of Tikrit from ISIS. In 2017 the General took personal command of the battle against ISIS in Syria’s Bukamal. The success of the Syrian-Iranian-Russian coalition in the Syrian war can to a great extent be attributed to actions of the Qods Force leader and the Russian military power backing him. In Yemen, Soleimani’s Qods Force successfully helped local resistance forces to break the plans of the invading coalition led by Saudi Arabia. Thus, Ansar Allah (also known as the Houthis) kept Yemen’s capital in their hands, spread the war onto the territory of Saudi Arabia and de-facto achieved a military victory in a conflict with a numerically superior and technologically advanced enemy. Iranian media repeatedly reported on assassination plots against the commander by the US, Israel and Saudi Arabia. The outcome of the conflicts in Syria, Iraq and Yemen undermined the positions of these powers in the region, thus creating a vacuum which Iran proceeded to fill.
The role of Soleimani for the Iranian nation can be compared to that of Soviet ‘Marshal of Victory’ Georgy Zhukov in 1945, taking into account the difference in scale of the wars and victories, as well as the different geography and historical period. Soleimani’s popularity was such that there was speculation that he might run for president. In 2016, a poll showed that 76% of Iranians held a favorable view of him, with more than half reporting a “very favorable” opinion. He denied the rumors, saying he hoped to remain a soldier until the end of his life.
Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei called for three days of mourning, saying Soleimani’s death will double the motivation of the resistance against the US and Israel. Khamenei emphasized that harsh revenge awaits the “criminals” who killed Soleimani. Hundreds of thousands of people rallied in Iraq and Iran mourning his death and condemning the US aggression, which is viewed by many as a declaration of war.
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The original source of this article is South Front
Copyright © South Front, South Front, 2020

Saturday, January 4, 2020

RÉSEAU VOLTAIRE -- US justification for assassinating General Soleimani

  
According to the Western media, General Qasem Soleimani, commander of the Iranian Revolutionary Guards’ élite Al-Quods force, was preparing an operation intended to win back Iraqi public opinion. [1]

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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