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Friday, October 23, 2020

SP -- LARRY ROMANOFF -- El fraudulento "experimento" del arroz dorado de la Universidad de Tufts en China


 

El fraudulento "experimento" del arroz dorado de la Universidad de Tufts en China

 

Por Larry Romanoff – 17 de septiembre de 2020

 



 

El Departamento de Agricultura de los EE.UU. en colaboración con el ejército de los EE.UU. tomaron la Universidad de Tufts como instrumento con el pretexto de realizar unas inocentes investigaciones sobre salud alimentaria, para llevar a cabo un experimento ilegal, deplorable y fraudulento con armas biológicas sobre niños de origen chino sin su consentimiento. Esto es parte de esa historia.

 

Muchos grupos han experimentado con la tecnología de la manipulación genética, insertando ADN foráneo en diferentes  semillas. Hubo un caso en Canadá, en el que un departamento del gobierno descubrió un gen "anticongelante" contenido en la sangre de los peces que viven en las aguas del Ártico y que les permite sobrevivir en aguas de temperaturas inferiores a cero. Los científicos insertaron este gen en varios cultivos de trigo canadienses, lo que permitió que el trigo soportara temperaturas de congelación sin sufrir daños. En otra ocasión, un laboratorio de investigación americano insertó genes de luciérnagas en plantas de tabaco, produciendo un campo de tabaco que brillaba en la oscuridad. Estos ejemplos pueden parecer inofensivos, pero otros lo son mucho menos.

 

El Departamento de Defensa de los EE.UU. ha invertido enormes sumas en investigación dirigida a insertar genes letales en semillas de cultivos modificados genéticamente, incluyendo la viruela, los virus de la gripe aviar y la gripe porcina, la peste, el SIDA y muchos más. Como arma militar, esta ciencia no tiene precio. ¿Por qué involucrarse en una guerra a tiros cuando Monsanto puede venderles arroz, maíz y soja que contienen viruela y el virus H5N1? Una vez que la semilla es cosechada y pasa al suministro de alimentos de la nación podría, en pocas semanas, exterminar al 50% o más de la población sin haber disparado un solo tiro y sin riesgo para el agresor. He visto documentos militares de los EE.UU. que incluso incluían un gráfico de "coste por muerte", demostrando que las semillas son mucho más baratas y efectivas que las bombas en la búsqueda de la dominación militar. En el informe también se señalaba que

 

"Las armas genéticas también pueden ser dispersadas de muchas maneras utilizando insectos o bacterias infectadas por virus o insertadas en semillas modificadas genéticamente, etc. Estas armas son difíciles de detectar e identificar, y un tratamiento o una vacuna puede tardar años en desarrollarse." (1)


Friday, December 6, 2019

Michał Kalecki -- Aspectos políticos do pleno emprego


22 de maio de 2010
Aspectos políticos do pleno emprego [1]
Michał Kalecki
Fonte: Choldraboldra


Este ensaio foi publicado pela primeira vez na Political Quarterly em 1943; é aqui reproduzido para fins educacionais sem fins lucrativos. Uma versão mais curta deste ensaio foi publicada em The Last Phase in the Transformation of Capitalism (Monthly Review Press, 1972).

Michał Kalecki

Monthly Review

I

Tradução / 1. Uma maioria consolidada dos economistas já é da opinião de que, mesmo em um sistema capitalista, o pleno emprego pode ser assegurado por um programa de gastos do governo, desde que haja um plano adequado para empregar toda a força de trabalho existente, e desde que a oferta de matérias-primas estrangeiras necessárias possa ser obtida em troca de exportações.

Se o governo assume o investimento público (por exemplo, constrói escolas, hospitais e estradas) ou subsidia o consumo de massa (por transferências às famílias, pela redução dos impostos indiretos, ou subsídios para manter baixos os preços dos bens de primeira necessidade), e se, além disso, essas despesas são financiadas pelo endividamento e não pela tributação (o que poderia afetar negativamente o investimento privado e o consumo), a demanda efetiva por bens e serviços pode ser aumentada até um ponto em que o pleno emprego seja alcançado. Este gasto governamental aumenta o emprego, note-se, não só diretamente, como também indiretamente, uma vez que os rendimentos mais elevados dele resultantes implicam em um segundo aumento na demanda por bens de consumo e de investimento.

2. Pode-se perguntar, de onde o público vai tirar o dinheiro para emprestar para o governo se não reduzir o seu investimento e consumo. Para entender esse processo, é melhor, penso eu, imaginar por um momento que o governo paga seus fornecedores em títulos públicos. Os fornecedores, em geral, não reterão esses títulos, mas os colocarão em circulação enquanto compram outros bens e serviços, e assim por diante, até que finalmente esses títulos atingirão pessoas ou empresas que os manterão como ativos remunerados. Em qualquer período de tempo, o aumento total de títulos públicos em poder (transitório ou definitivo) de pessoas e empresas será igual ao dos bens e serviços vendidos ao governo. Assim, o que a economia empresta ao governo são bens e serviços cuja produção é “financiada” por títulos do governo. Na realidade, o governo paga pelos serviços, não em títulos, mas em dinheiro, mas ele emite títulos simultaneamente e assim retira de circulação o dinheiro; e isto é equivalente ao processo imaginário descrito acima.

O que acontece, no entanto, se o público não estiver disposto a absorver todo o aumento de títulos públicos? O governo os oferecerá, por fim, para os bancos para obter dinheiro (papel-moeda ou depósitos) em troca. Se os bancos aceitarem essas ofertas, a taxa de juros será mantida. Se não, os preços dos títulos vão cair, o que significa um aumento na taxa de juros, e isso vai incentivar o público a deter mais títulos em relação aos depósitos. Segue-se que a taxa de juros depende da política bancária, da do banco central em particular. Se esta política visa manter a taxa de juros em um determinado nível, isto pode ser facilmente alcançado, independente do endividamento do governo. Essa foi e é a posição na presente guerra. Apesar dos deficits orçamentários astronômicos, a taxa de juros não mostrou qualquer aumento desde o início de 1940.

Sunday, December 9, 2018

Evolução da população mundial 1950-2050 – O caso da Ásia - 2

Evolução da população mundial 1950-2050 – O caso da Ásia - 2

Como e porquê a Ásia vai voltar a ser o centro económico do mundo (demograficamente sempre o foi) após cerca de 200 anos de domínio ocidental 

Sumário

1 – O esplendor civilizacional e a colonização
2 – Depois de II Guerra, a entrada no capitalismo globalizado
3 - Caraterização social e demográfica da Ásia Central e Oriental

++++++++++xxxxx++++++++++

1 – O esplendor civilizacional e a colonização

Como referimos anteriormente, para uma abordagem da demografia da Ásia, separámos a Ásia Ocidental, mais especificamente a de matriz dominante islâmica e que vem sendo atravessada por grandes e longos conflitos, nos quais o denominado Ocidente tem tido enormes responsabilidades. O restante território – a Ásia Central e Oriental - abarca a grande maioria da população do continente, isto é, cerca de 91,5% do total, em 2016; e que, sem dúvida, constitui a área mais dinâmica, a nível global, do ponto de vista económico.

A Ásia Central e Oriental apresenta uma grande diversidade de culturas e, na generalidade, cada país comporta uma realidade compósita, com grande variedade étnica, linguística e religiosa. 

A sua história mostra um passado recheado de elevados elementos civilizacionais resultantes das ligações comerciais terrestres entre o mundo persa e a Índia ou da China com a Ásia Ocidental, através de canatos turcos ou mongóis, passando dali para o Mediterrâneo e para a Europa. Por seu turno, o comércio marítimo no Índico tem uma duração de largos séculos, com ligações entre a África Oriental, o Mediterrâneo, o mundo islâmico e a China e, no âmbito do qual surgiu uma forte penetração do Islão nas Filipinas, na Malásia, no Bangla Desh e na Indonésia.  

Quando os europeus, com os portugueses à cabeça, se envolveram nesse comércio, fizeram-no gradualmente, primeiro, através do controlo de entrepostos costeiros (Ormuz, Goa, Jaffna, Malaca…); a que se seguiu a ocupação territorial, nos séculos XVIII e XIX, neste caso, com papel mais relevante para ingleses e franceses, concentrando-se os holandeses nas ilhas de Sunda (futura Indonésia) e os espanhóis nas Filipinas e alguns arquipélagos do Pacífico Ocidental.

Os portugueses foram-se entrincheirando em Goa, Damão e Diu, sem saber o que fazer dessa posse, até que, em 1960, a Índia decidiu acabar com essa reminiscência colonial. Curiosamente, como demonstração de uma estreita visão estratégica, Bombaim (actual Mumbai, capital financeira da Índia) – então com 10000 habitantes - foi cedida ao rei inglês como dote da sua futura mulher, uma princesa portuguesa, em 1661; depois de entregue à Companhia das Índias, em 1675 já tinha 60000 habitantes, em 1687 passou a ser sede da Companhia e hoje tem uns 12 M de habitantes.

Essa ligação marítima direta (via Cabo da Boa Esperança) entre a Europa, o Índico e o Oriente fez reduzir-se a importância das rotas terrestres e veio a facilitar as conquistas russas na Ásia central e na Sibéria, dominando os vários canatos e as tribos turcas ou mongóis, construindo Tomsk em 1604, Irkutsk em 1661 e Vladivostok em meados do século XIX. A Inglaterra ficava limitada na sua expansão para o interior, a partir da Índia, pelo Himalaia, o Hindukush e a resistência dos afegãos. Por outro lado, o domínio turco do Mediterrâneo oriental e, mormente do Mar Vermelho, contribuiu para a preponderância da rota do Cabo como via de ligação direta entre o Oriente e a Europa.

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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