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Tuesday, September 4, 2018

RÉSEAU VOLTAIRE -- Parâmetros e Princípios da assistência dasNações Unidas na Síria por Jeffrey D. Feltman

por Jeffrey D. Feltman
REDE VOLTAIRE | NEW YORK (USA) | 3 DE SETEMBRO DE 2018
http://www.voltairenet.org/squelettes/elements/images/ligne-rouge.gif
A existência deste documento, escrito em Outubro de 2017, pelo Subsecretário Geral da ONU para os Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, foi revelada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, em 20 de Agosto de 2018. A Rede Voltaire conseguiu-o e publicou-o.
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Os parâmetros e princípios iniciais a seguir, devem ser aplicados a todos os responsáveis da ONU que operam na Síria, a fim de garantir apoio e assistência a todas as pessoas necessitadas, em todas as áreas da Síria. Notem que estes parâmetros e princípios devem ser mais desenvolvidos e também exigiriam a definição de um processo de etapas razoáveis para assegurar a sua concretização. Os princípios e parâmetros, incluindo quaisquer outras revisões, também devem estar em conformidade com os princípios da Carta da ONU e com as resoluções fundamentais do Conselho de Segurança.
Parâmetros
• As necessidades humanitárias para salvar vidas permanecem enormes na Síria e continua a ser crítico o fornecimento de assistência através das rotas mais directas. Os princípios humanitários de neutralidade, imparcialidade e independência aplicam-se à assistência humanitária para salvar vidas, bem como às actividades iniciais de recuperação e superação com objectivos humanitários. A ONU, com o envolvimento activo do Secretário Geral, esforçar-se-á por assegurar o máximo fluxo possível de assistência humanitária à Síria, mesmo através da rota mais directa, garantindo que não haja interferência nas suas operações, para apoiar os procedimentos previstos no Plano de Resposta Humanitária (PRH).
• O PRH deve permanecer humanitário para assegurar que as Nações Unidas possam realizar actividades humanitárias essenciais para salvar vidas e prover às necessidades básicas das pessoas. As actividades de desenvolvimento ou de reconstrução que estão fora deste propósito, necessitarão ser reflectidas noutras estruturas que são, por natureza, uma longa negociação com os governos. Isto é essencial, dadas as complexas questões jurídicas e políticas envolvidas.
• As actividades iniciais de recuperação e reabilitação, na Síria, como descritas, actualmente, no PRH, oferecem uma oportunidade de ir além da imediata assistência de salvar vidas e disponibilizam condições mínimas de vida para as comunidades locais afectadas.
• A ONU defenderá toda a série de soluções duradouras para os deslocados e refugiados, em toda a Síria, apoiará as comunidades anfitriãs e promoverá abordagens de acordo com as normas e com o Direito Internacional. A ONU não promoverá o regresso dos refugiados e dos deslocados, mas apoiará os repatriados, tendo em vista assegurar a natureza segura, digna, informada, voluntária e sustentável do regresso e da reintegração, bem como o direito dos sírios de procurar e usufruir asilo.
• Somente quando houver uma transição política genuína e inclusiva, negociada pelas partes, a ONU estará pronta para facilitar a reconstrução.
Princípios
·                     As atividades acima mencionadas são proclamadas sob os seguintes princípios:

Parameters and Principles of UN assistance in Syria by Jeffrey D. Feltman

Parameters and Principles of UN assistance in Syria

 | NEW YORK (USA)  
The existence of this document, written in October 2017 by UN Under-Secretary-General for Political Affairs, Jeffrey Feltman, was revealed by Russian Foreign Minister Sergei Lavrov on 20 August 2018. The Voltaire Network procured it and published it.
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The following initial parameters and principles shall apply in all UN actors operating in Syria in order to ensure support and assistance is provided to those en need in all areas of Syria. Note that these parameters and principles are to be developped further and would also require setting a due-diligence process to ensure implementation. The principles and parameters, including any further revisions, must also be consistent with the principles of the Charter of the UN and relevant Security Council resolutions.

Parameters

• Life-saving humanitarian needs remain enormous in Syria and assistance delivery through the most direct routes remains critical. Humanitarian principles of neutrality, impartiality and independence apply to life-saving humanitarian assistance as well as early recovery and resilience activities with humanitarian objectives. The UN, with the active engagement of the Secretary-General, will endeavour to secure the maximum possible flow of humanitarian assistance into Syria, including through the most direct route, ensuring non-interference with its operations, to sustain operations envisaged in the Humanitarian Response Plan (HRP).
• The HRP must remain humanitarian in order to ensure the United Nations can deliver on essential humanituian activities to save lives and ensure the basic needs for people. Development or reconstruction activities that are outside this will need to be reflected in other frameworks that me by nature a longer negociation with governments. This is essential given the complex legal and political issues involved.
• Early recovery and resilience activities in Syria, as currently outlined in the HRP, offer an opportunity to go beyond immediate life-saving assistance and offer minimum living conditions for local affected communities.
• The UN will advocate for the full range of durable solutions for lDPs and refugees, in the whole of Syria, support host communities and promote rights-based approaches in accordance with international law and standards. The UN will not promote the return of refugees and lDP, but will support returnees with a view to ensuring the safe, dignified, informed, voluntary and sustainable nature of return and reintegration, as well as the right of Syrians to seek and enjoy asylum.
• Only once there is a genuine and inclusive political transition negotiated by the parties, would the UN be ready to facilitate reconstruction.

Principles

The aforementioned activities are delivered under the following principles :
o Principles of neutrality, impartiality and independence in mind and keeping with basic principles of human rights-based approach to programming, including participation, empowerment, local ownership, and sustainability.
o Assistance must be prioritized based un the needs of the population(rather than government driven) with a particular focus on the needs of vulnerable groups and individuals, in a manner that protects human rights as an outcome.
o It musl be delivered in a fair, equitable, non-discriminatory and non-politiczed manner.
o The UN shall work directly with communities and households, such that United Nations assistance is delivered with uniformily throughout Syria, regardless of zones of influence.
o The UN shalI consider carefully human rights and protection implications, especially with regard to where and how assistance is provided. UN assistance must not assist parties who have allegedly committed war crimes or crimes against humanity.
• UN assistance shall be determined consciously and explicitly without prejudice to the goals of accountability for serious human rights violations, and the goals of legitimate, equitable, and sustainable political settlement.
• The specific needs and vulnerabilitics of women shall be at the forefront of UN response planning and implementation.

Implementation and next steps

• A multi-disciplinary working group under the auspices of the UN Syria Inter-Agency Task Force (lATF) will monitor adherence to the principles and parameters agreed by the UN system in this strategy, including political, legal, and human rights as well as humanitarian and development dimensions, and will report on this to the Secretary-General.
• UN agencies, funds and programmes should strengthen internal control, monitoring and tracking systems for the implementation of UN and partner programmes in Syria, with a view of taking all reasonable steps to avoid the diversion of or interference with aid assistance.
• A consultative needs assessment would be required that takes account of bolh needs and principles, including future expectations. Rigorous standards of due diligence should apply, drawing from the principles of the Human Rights Due Diligence Policy.
• The UN shall apply the UN Guiding Principles for Business and Human Rights in all areas of its work in Syria, including in its post-agreement planning.
• UN funding modalities should be independent of both government and donors, to the extent possible. In this context, the UN, with the active engagement and advocacy of the Secretary General, will endeavour to ensure sufficient donor support.
These agreed parameters shall form the basis of common positions and coordinated advocacy with key member states and donors.

Paramètres et principes de l’assistance des Nations Unies en Syrie par Jeffrey D. Feltman

Paramètres et principes de l’assistance des Nations Unies en Syrie

 | NEW YORK (ÉTATS-UNIS)  
L’existence de ce document, rédigé en anglais en octobre 2017 par le sous-secrétaire-général des Nations unies chargé des Affaires politiques, Jeffrey Feltman, a été révélée par le ministre russe des Affaires étrangères, Sergueï Lavrov, le 20 août 2018. Le Réseau Voltaire se l’est procuré et l’a traduit.
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Les paramètres et principes initiaux suivants s’appliqueront à tous les acteurs des Nations Unies opérant en Syrie afin de garantir un soutien et une assistance aux personnes dans le besoin dans toutes les régions de la Syrie. Notez que ces paramètres et principes doivent être développés davantage et exigeraient également la mise en place d’un processus de diligence raisonnable pour assurer la mise en œuvre. Les principes et paramètres, y compris toute révision ultérieure, doivent également être conformes aux principes de la Charte des Nations Unies et aux résolutions pertinentes du Conseil de sécurité.

Paramètres

• Les besoins humanitaires qui sauvent des vies restent énormes en Syrie et la fourniture d’assistance par les routes les plus directes reste critique. Les principes humanitaires de neutralité, d’impartialité et d’indépendance s’appliquent à l’aide humanitaire vitale ainsi qu’aux activités de relèvement rapide et de résilience ayant des objectifs humanitaires. L’ONU, avec l’engagement actif du Secrétaire général, s’efforcera d’obtenir le maximum d’aide humanitaire en Syrie, y compris par la voie la plus directe, en assurant la non-ingérence dans ses opérations, pour soutenir les opérations envisagées dans le Plan de réponse humanitaire (HRP).
• Le HRP doit rester humanitaire afin de garantir que l’ONU puisse mener à bien les activités humanitaires essentielles pour sauver des vies et assurer les besoins essentiels des populations. Les activités de développement ou de reconstruction en dehors de cela devront être reflétées dans d’autres cadres qui, par nature, seront des négociations plus longues avec les gouvernements. Cela est essentiel compte tenu des questions juridiques et politiques complexes en cause.
• Les activités de relèvement rapide et de résilience en Syrie, telles qu’elles sont actuellement définies dans le HRP, offrent la possibilité d’aller au-delà de l’aide vitale immédiate et d’offrir des conditions de vie minimales aux communautés locales affectées.
• L’ONU plaidera pour la gamme complète de solutions durables pour les personnes déplacées et les réfugiés dans l’ensemble de la Syrie, soutiendra les communautés d’accueil et encouragera des approches fondées sur les droits, conformément au droit et aux normes internationaux. L’ONU ne favorisera pas le retour des réfugiés et des personnes déplacées, mais soutiendra les rapatriés en vue de garantir le caractère sûr, digne, informé, volontaire et durable du retour et de la réintégration, ainsi que le droit des Syriens de chercher et de jouir de l’asile.
• Ce n’est que lorsqu’une transition politique véritable et inclusive sera négociée par les parties que l’ONU sera prête à faciliter la reconstruction.

Principes

Les activités susmentionnées sont réalisées selon les principes suivants :
o En conservant à l’esprit les principes de neutralité, d’impartialité et d’indépendance et en respectant les principes fondamentaux de l’approche de la programmation fondée sur les droits de l’homme, y compris la participation, l’autonomisation, l’appropriation locale et la durabilité.
o L’assistance doit être priorisée en fonction des besoins de la population (plutôt que de celle du gouvernement), en mettant particulièrement l’accent sur les besoins des groupes et des individus vulnérables, de manière à protéger les droits de l’homme.
o Elles doivent être livrées de manière juste, équitable, non discriminatoire et non politique.
o L’ONU doit travailler directement avec les communautés et les ménages, de sorte que l’assistance des Nations Unies soit fournie uniformément dans toute la Syrie, indépendamment des zones d’influence.
o L’ONU doit examiner attentivement les implications en matière de droits de l’homme et de protection, notamment en ce qui concerne où et comment l’aide est fournie. L’assistance des Nations Unies ne doit pas aider les parties qui auraient commis des crimes de guerre ou des crimes contre l’humanité.
• L’assistance des Nations Unies sera déterminée consciemment et explicitement, sans préjudice des objectifs de responsabilisation en cas de violations graves des droits de l’homme et des objectifs d’un règlement légitime, équitable et durable.
• Les besoins spécifiques et les facteurs de vulnérabilité des femmes doivent être au premier plan de la planification et de la mise en œuvre de la riposte des Nations Unies.

Mise en œuvre et prochaines étapes

• Un groupe de travail multidisciplinaire sous les auspices du Groupe de travail inter-agences des Nations Unies en Syrie surveillera le respect des principes et paramètres convenus par le système des Nations Unies dans cette stratégie, y compris les droits politiques, juridiques et humains tout autant que les dimensions humanitaires et de développement, et en rendra compte au Secrétaire général.
• Les agences, fonds et programmes des Nations Unies devraient renforcer les systèmes de contrôle interne, d’observation et de suivi pour la mise en œuvre des programmes des Nations Unies et des programmes partenaires en Syrie, en prenant toutes les mesures raisonnables pour éviter le détournement ou l’ingérence avec l’aide.
• Une évaluation des besoins consultatifs serait nécessaire pour tenir compte des besoins et des principes fondamentaux, y compris les attentes futures. Des normes rigoureuses de diligence raisonnable devraient s’appliquer, en s’inspirant des principes de la politique de diligence raisonnable en matière de droits de l’homme.
• L’ONU appliquera les Principes directeurs des Nations Unies relatifs aux entreprises et aux droits de l’homme dans tous les domaines de son travail en Syrie, y compris dans la planification postérieure à l’accord.
• Les modalités de financement des Nations Unies devraient être indépendantes du gouvernement et des donateurs, dans la mesure du possible. Dans ce contexte, l’ONU, avec l’engagement actif et le plaidoyer du Secrétaire général, s’efforcera d’assurer un soutien suffisant par des donateurs.
Ces paramètres convenus constitueront la base de positions communes et d’un plaidoyer coordonné avec les principaux États membres et donateurs.

Tuesday, August 28, 2018

RÉSEAU VOLTAIRE -- Para Lavrov, Guterres não passará de um pau-mandado à frente da ONU

Para Lavrov, Guterres não passará de um pau-mandado à frente da ONU

  
Ao receber o Ministro libanês dos Negócios Estrangeiros e Imigrantes, Gibran Bassil, o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, levantou novamente o véu sobre o funcionamento real das Nações Unidas [1].
Segundo a Carta, a Organização tem por fim regular pacificamente os diferendos entre as nações. No entanto, desde Julho de 2012, o verdadeiro poder já não é detido pelo Secretário-Geral, mas, antes pelo seu «número 2»: o Director de Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman. Completamente fora de controle, este utiliza os meios da ONU para manter a guerra em todo o «Médio-Oriente Alargado».
Serguei Lavrov revelou que, inquieto pela ausência participação da Unesco, apesar dos seus compromissos, nos restauros de Palmira, ele acabou por descobrir que esta agência da ONU havia sido proibida por Feltman de cumprir a sua missão.
Acontece que Jeffrey Feltman emitiu, em Outubro de 2017, uma directriz secreta para todas as agências e todos os serviços da Organização proibindo-os de participar fosse em que acção fosse que pudesse ajudar a levantar a economia síria. O Conselho de Segurança não foi informado desta iniciativa.
Antigo embaixador dos EUA em Beirute, depois adjunto de Hillary Clinton para o “Médio-Oriente Alargado”, Jeffrey Felman havia já redigido, quando assumiu o cargo em Nova Iorque, em Julho de 2012, um plano de capitulação total e incondicional da República Árabe Síria [2]. Com base nisso, fez frustrar todas as negociações de paz, fossem elas dirigidas por Kofi Annan, ou Lakhdar Brahimi ou Stefan de Mistura.
Lavrov indicou ter questionado o novo Secretário-geral da ONU, António Guterres, e ter-lhe pedido para clarificar esta situação.

Monday, August 27, 2018

RÉSEAU VOLTAIRE -- Décès de John McCain, chef d’une branche du service secret des « Cinq yeux »

Décès de John McCain, chef d’une branche du service secret des « Cinq yeux »

  
Le sénateur John McCain est mort, le 25 août 2018, à l’âge de 81 ans. La presse internationale salue en lui un « héros du Vietnam », un « homme intègre » et « sans concession » face au président Trump.
L’action de ce « défenseur de la liberté » au Vietnam se limite à avoir bombardé des civils. En 1967, l’avion qu’il pilotait est descendu par la DCA soviétique alors qu’il détruisait une usine électrique. Fils d’un amiral qui deviendra le commandant en chef du PaCom, il est fait prisonnier de guerre durant cinq ans et sera longtemps torturé.
Il est élu en 1982 à la Chambre des représentants, puis en 1986 au Sénat. Cet homme prétendument intègre est l’un des cinq sénateurs corrompus par Charles Keating (les « Keating five ») pour couvrir ses arnaques aux petits épargnants.
Lors des primaires républicaines de 2000, il affronte George Bush Jr. qui ne croit pas en son héroïsme au Vietnam et l’accuse d’avoir trahi son pays (il avait signé des aveux sous la torture).
Candidat du Parti républicain contre Barack Obama en 2008, il affronte les révélations du New York Times selon qui des sociétés auraient financé sa campagne de 2000 en paiement de ses positions à la présidence de la Commission du Commerce.
Inclassable en politique intérieure, il soutient la condamnation pénale des femmes qui avortent aussi bien que le rejet de la torture.
Depuis 1993, John McCain cumulait son mandat de sénateur et la présidence de l’IRI, un organisme destiné à corrompre les partis politiques de droite dans le monde. L’IRI est un des principaux pseudopodes de la National Endowment for Democracy (le service secret commun des « Cinq yeux » que sont l’Australie, le Canada, les États-Unis, la Nouvelle-Zélande et le Royaume-Uni [1]). Malgré le montage juridique complexe de ce système, il s’agit là d’une fonction exécutive. Il l’a exercée durant 25 ans, violant le principe de la séparation des pouvoirs, jusqu’au début du mois où il a été remplacé par son ami, le sénateur Dan Sullivan.
En sa qualité de président de l’IRI, il a participé à l’organisation de très nombreux coups d’État et a soutenu toutes les guerres états-uniennes et britanniques sans exception. Il a par exemple préparé le coup d’État manqué contre le président constitutionnel Hugo Chávez au Venezuela, le renversement du président constitutionnel Jean-Bertrand Aristide en Haïti, la tentative de renversement du président constitutionnel Mwai Kibaki au Kenya et, plus récemment, celui du président constitutionnel ukrainien, Viktor Ianoukovytch.
Véritable chef d’orchestre du « printemps arabe », il lance les guerres de Libye et de Syrie lors d’une réunion des services secrets alliés au Caire, en février 2011. Puis, il se rend au Liban pour confier l’approvisionnement militaire des jihadistes en Syrie au député haririste Okab Sakr. À cette occasion, il visite Ersal et décide d’y installer la base de repli que les jihadistes utiliseront ultérieurement contre la Syrie.
En mai 2013, il se rend illégalement au Nord de la Syrie sous protection israélienne. Il y rencontre divers chefs jihadistes, notamment Mohammad Nour qui venait d’enlever 11 civils libanais. Et, selon nous, il rencontre également Abou Bakr al-Baghdadi, le futur calife de Daesh, ce que son secrétariat conteste.
Pourtant un an plus tard, invité du Sean Hannity’s Show (Fox News), le 16 septembre 2014, il critique un article relatant la précarité d’un cessez-le-feu entre jihadistes « modérés » et « extrémistes ». Puis il affirme connaître la situation sur le terrain syrien et, se référant à son expérience au Vietnam, il défend l’idée de s’appuyer sur tous les « rebelles » pour renverser la République arabe syrienne. Pour ce faire, il révèle lui-même avoir rencontrés les leaders de Daesh et être en contact permanent avec eux.
Avec détermination et sans états d’âme, il aura participé à la destruction d’une partie du monde.
[1] « Les Cinq Yeux » ont été créés dans le cadre de la Charte de l’Atlantique, en 1941. Il s’agissait au départ uniquement d’une alliance en matière d’interceptions. Elle a été étendue en 1982 à « l’exportation de la démocratie » (sic).

Wednesday, August 22, 2018

RÉSEAU VOLTAIRE -- Le Moyen-Orient se prépare au plan Trump-Kushner


Le Moyen-Orient se prépare au plan Trump-Kushner


  

Les grandes opérations viennent de commencer au Moyen-Orient en vue de réaliser le plan Trump-Kushner pour la Palestine, qualifié de « deal du siècle ».
On sait beaucoup de choses sur des aspects de ce plan discutés ici ou là, mais presque rien avec certitude, sinon que tous les Palestiniens devraient obtenir une nationalité (ils ne seraient donc plus réfugiés). Le plan serait basé, non sur le Droit et la Justice, mais sur les réalités de terrain, pour mettre fin à un conflit inextricable de 70 ans.
Il est indispensable pour la Maison-Blanche de s’assurer qu’aucun des nombreux protagonistes des conflits régionaux n’entravera la solution imaginée.
Or, opposée à la « solution à deux États », l’Autorité palestinienne refuse désormais de discuter avec les États-Unis. Tandis que, fin juillet, l’ancien chef des Frères musulmans de Jordanie, Salem Falahat, a menacé (au nom du Hamas) quiconque soutiendrait le plan Trump d’être assassiné comme le fut le président Sadate.
Opposé quant à lui à la « solution à un seul État », le Premier ministre Netanyahu a fait adopter une loi fondamentale définissant Israël comme un État juif (donc sans arabes, y compris druzes et chrétiens).
Le roi Salman d’Arabie saoudite a rappelé qu’il ne soutiendrait aucun plan contraire aux exigences de la proposition de paix du prince Abdallah, acté par la Ligue arabe.
Concernant l’Iran, le président Trump a proposé de rencontrer directement son homologue, cheik Rohani, qui n’a pas donné suite. Le secrétaire d’État Mike Pompeo a alors annoncé, le 16 août, la création du Groupe d’action pour l’Iran (Iran Action Group), visant non pas à changer le régime islamique, mais à en écarter le groupe clérical représenté par le cheik Rohani.
Concernant la Syrie, l’envoyé spécial du secrétaire général de l’ONU, Staffan de Mistura, pourrait être remercié au profit du Bulgare Nikolaï Mladenov. Le premier est un des hommes de Jeffrey Feltman, tandis que le second (actuel représentant pour la Palestine) est lié à George Soros et à l’Otan. Il a participé à la conception de la partie économique du plan Trump-Kushner.
Le secrétaire général de l’Onu, António Guterres, a proposé de son côté de déployer une force de l’Onu, policière ou militaire, pour garantir la sécurité des populations dans les Territoires palestiniens (qui seraient donc privés de cet attribut essentiel de souveraineté).
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, propôs a mobilização de uma força da ONU, da policía ou militar, para garantir a segurança do povo nos Territórios Palestinianos (que seriam privados deste atributo essencial da soberania ).
Pendant ce temps, la Russie exerce des pressions sur Guterres pour qu’il se débarrasse de son encombrant adjoint, le belliciste Jeffrey Feltman.
Entretanto, a Rússia está a pressionar Guterres para se livrar do seu Adjunto desagradável, Jeffrey Feltman.
Lors d’un meeting à Charlestone (Virginie occidentale), le 22 août, Donald Trump a déclaré qu’après le transfert de l’ambassade US à Jérusalem, c’est au tour des Palestiniens d’avoir quelque chose de bon pour eux et qu’Israël devrait en payer le prix.
Numa reunião em Charlestone, Virgínia Ocidental, em 22 de Agosto, Donald Trump disse que após a transferência da Embaixada dos EUA para Jerusalém, é a vez dos palestinianos terem algo de bom para eles e que Israel deveria pagar o preço.
Le plan de la Maison-Blanche pour la région pourrait être dévoilé par le président Trump lors de la 73ème Assemblée générale de l’Onu qui débutera le 18 septembre.
O plano da Casa Branca para a região poderá ser apresentado pelo Presidente Trump na 73ª Assembléia Geral da ONU, que começará no próximo dia 18 de Setembro.

RÉSEAU VOLTAIRE -- Qui est le pasteur Andrew Brunson ?

Qui est le pasteur Andrew Brunson ?

  
Le pasteur Andrew Brunson a été arrêté en Turquie pour espionnage. Il semblait jusqu’à présent qu’il était otage du gouvernement turc dans l’espoir d’obtenir l’extradition de l’ancien allié du président Erdoğan et collaborateur de la CIA, Fethullah Gülen.
Cependant, une photographie circule actuellement en Turquie montrant le même Andrew Brunson, sous uniforme US en Iraq, en train de manipuler les lingots de la Banque centrale iraquienne.
Si cette information était vérifiée, elle conduirait à réinterpréter totalement cette affaire.

RÉSEAU VOLTAIRE -- Les Iraniens choqués par le niveau de vie de leurs dirigeants

Les Iraniens choqués par le niveau de vie de leurs dirigeants

  
L’ancien gouverneur de la Banque centrale iranienne, Mahmood Bahmani (proche de l’ancien président Mahmoud Ahmadinejad) a lancé une campagne contre la corruption.
Il a révélé que 5 000 enfants de personnalités vivent à l’étranger et détiennent plus sur leurs comptes personnels que la Banque centrale n’a de réserve monétaire (148 milliards de dollars). Il a alors noté que seuls 300 sont enregistrées comme étudiants et feint d’ignorer pourquoi les autres se sont exilés.
Le hastag « Où est votre enfant ? » est alors apparu, harcelant de très nombreux responsables de l’administration Rohani. L’affaire s’est développée avec la diffusion de photographies du mariage quasi-princier du fils de l’ambassadeur iranien au Danemark et d’une designer (photo), laissant entrevoir un niveau de vie somptueux, très loin de la frugalité prônée par le gouvernement et le clergé.
Alors que l’accord JCPoA, signé entre les administrations Obama et Rohani, a enrichi les soutiens de celui-ci, le niveau de vie du peuple iranien a continué à se dégrader.
En outre, depuis le retrait par le président Trump des États-Unis du JCPoA, la monnaie iranienne s’est effondrée de 60 % par rapport au dollar et le taux de chômage approche les 40 % ; une réalité extrêmement dure pour le peuple iranien, mais qui profite aux enfants de la classe dirigeante.
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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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