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Friday, March 1, 2019

PT -- F. William Engdahl -- FULL SPECTRUM DOMINANCE -- INTRODUÇÃO




F. William Engdahl



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INTRODUÇÃO

Passaram menos de dois decénios desde o colapso da União Soviética e o fim de um mundo polarizado durante décadas, por duas superpotências militares opostas. No final de 1989, a Alemanha Comunista de Leste e a República Democrática Alemã, como era conhecida, começaram a romper as barreiras do controlo soviético e, em Novembro daquele ano, o tão odiado Muro de Berlim estava a ser derrubado, pedra por pedra. As pessoas dançavam sobre o muro, celebrando o que acreditavam ser uma nova liberdade, o paraíso da "American Way of Life".

O colapso da União Soviética era inevitável no final da década de 1980. A economia tinha sido literalmente sangrada até ao osso, a fim de alimentar uma corrida armamentista sem fim, com o seu rival máximo e oponente da Guerra Fria, os Estados Unidos. No final de 1989, a liderança soviética era suficientemente pragmática para eliminar os últimos vestígios da ideologia marxista e erguer a bandeira branca da rendição. O “capitalismo do mercado livre” conquistou o "socialismo de Estado.”

O colapso da União Soviética originou júbilo em toda a parte, com excepção da Casa Branca, onde, inicialmente, o Presidente George H. W. Bush reagiu em pânico. Talvez não tivesse a certeza da maneira como os Estados Unidos continuariam a justificar a sua enorme despesa com armamentos e o seu enorme aparato de serviços secretos/inteligência - desde a CIA até a NSA, a Agência de Inteligência de Defesa e outras mais - sem um inimigo soviético. George H.W. Bush era um produto e um perito do National Security State da Guerra Fria. O seu mundo era de ‘imagens inimigas’, espionagem e secretismo, em que as pessoas se esquivavam, frequentemente, da Constituição dos Estados Unidos quando a ‘segurança nacional’ estava envolvida. À sua maneira, era um Estado dentro do Estado, um mundo tão central e controlado quanto a União Soviética, apenas com conglomerados de defesa e energia multinacionais privados e organizações de coordenação, em vez do Politburo soviético. Os seus contratos militares ligavam cada parte da economia dos Estados Unidos ao futuro dessa máquina de guerra permanente.

 Para os segmentos do ‘establishment’ norte-americano, cujo poder cresceu exponencialmente com a expansão da Segurança Nacional do Estado, após a Segunda Guerra Mundial, o fim da Guerra Fria significou a perda da sua razão de existir.
Como o único poder hegemónico restante após o colapso da União Soviética, os Estados Unidos depararam-se com duas maneiras possíveis de lidar com a nova realidade geopolítica russa.

Poderia ter sinalizado cautelosa, mas claramente, a abertura de uma nova era de cooperação política e económica, com o seu antigo adversário da Guerra Fria, fragmentado e economicamente devastado.

O Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, poderia ter encorajado a desanuviação mútua do equilíbrio nuclear de terror da Guerra Fria e a conversão da indústria - tanto ocidental como oriental - em empreendimentos civis para reconstruir a infraestrutura civil e restaurar as cidades empobrecidas.

Os Estados Unidos tinham a opção de desmantelar gradualmente a NATO, assim como a Rússia dissolveu o Pacto de Varsóvia, e promover um clima de cooperação económica mútua que poderia transformar a Eurásia numa das zonas económicas mais prósperas e florescentes do mundo.

No entanto, Washington escolheu outro caminho para lidar com o fim da Guerra Fria. O caminho poderia ser compreendido apenas a partir da lógica interna de sua agenda global - uma agenda geopolítica. A única Superpotência que restou escolheu o secretismo, o engano, as mentiras e as guerras para tentar controlar pela força militar, o coração da Eurásia – o seu único rival potencial como região económica.

Mantido em segredo da maioria dos americanos, por George H.W. Bush e pelo seu amigo e protegido de facto, o Presidente democrata Bill Clinton, a realidade foi que para a facção que controlava o Pentágono - a indústria de defesa militar, as suas inúmeras empresas subcontratadas e companhias gigantes de petróleo e serviços ligados ao petróleo, como a Halliburton - a Guerra Fria nunca terminou.

A “nova” Guerra Fria assumiu vários disfarces e tácticas enganosas até 11 de Setembro de 2001. Esses eventos permitiram que um Presidente americano declarasse guerra permanente contra um inimigo que estava em toda parte e em nenhum lugar e que, alegadamente, ameaçava o modo de vida americano, justificando leis que destruíram esse modo de vida, em nome da nova Guerra mundial contra o Terror. Resumindo, Osama bin Laden foi a resposta a uma prece do Pentágono, em Setembro de 2001.

O que poucos sabiam, em grande parte porque a comunicação mediática nacional responsável, recusou dizer-lhes, foi que, desde a queda do Muro de Berlim, em Novembro de 1989, o Pentágono vinha a seguir, passo a passo, uma estratégia militar para dominar o planeta inteiro, um objectivo que nenhuma grande potência anterior jamais alcançara, ou pensou que poderia tentar. Foi designado pelo Pentágono como "Domínio Total do Espectro" e, como o próprio nome indicava, a sua agenda/programa era controlar tudo, em todos os lugares, incluindo no alto mar, na terra, no ar, no espaço e até mesmo no espaço cibernético.

Essa agenda foi seguida ao longo de décadas em escala muito menor, com golpes apoiados pela CIA em países estratégicos como Irão, Guatemala, Brasil, Vietnam, Gana e Congo Belga. Agora, o fim de uma superpotência, a União Soviética, significava que a meta poderia ser, efectivamente, cumprida sem oposição.

Já em 1939, um pequeno círculo de especialistas de elite foi convocado, sob o mais alto sigilo, por uma organização privada de política externa, o Conselho de Relações Exteriores de Nova York. Com fundos generosos da Fundação Rockefeller, o grupo começou a mapear os detalhes de um mundo pós-guerra. De acordo com a sua opinião, uma nova guerra mundial estava prestes a acontecer e, das suas cinzas, apenas um país sairia vitorioso - os Estados Unidos.

A sua tarefa, como alguns dos membros mais tarde descreveram, era estabelecer as bases de um império americano do pós-guerra - mas sem chamá-lo assim. Foi um logro astuto que inicialmente levou grande parte do mundo a acreditar nas alegações americanas de apoio à ‘liberdade e democracia’ em todo o mundo. Em 2003, acontece a invasão do Iraque pela Administração Bush, baseada na afirmação falsa e ilegalmente irrelevante, de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, essa mentira estava a esgotar-se.

Qual era a verdadeira agenda das incansáveis guerras do Pentágono? Era, como alguns sugeriram, uma estratégia para controlar as grandes reservas de petróleo numa era futura de escassez? Ou havia uma agenda muito diferente, mais grandiosa, por trás da estratégia dos EUA desde o fim da Guerra Fria?

O teste decisivo para saber se a agenda militar agressiva das duas administrações de Bush era uma extrema aberração da política militar estrangeira americana, ou, pelo contrário, no coração de sua agenda de longo prazo, estava a presidência de Barack Obama.

As indicações iniciais não eram optimistas para aqueles que esperavam a tão desejada mudança. Como presidente, Obama escolheu um amigo íntimo da família Bush de longa data, o antigo Director da CIA e Secretário da Defesa, Robert Gates, para dirigir o Pentágono. Escolheu como chefe do Conselho de Segurança Nacional e Director da National Intelligence/Serviços Secretos Nacionais, militares de carreira de longa data e o seu primeiro acto como Presidente, foi anunciar o empenho em aumentar as tropas no Afeganistão.
F. William Engdahl – Abril, 2009

A seguir: 
CAPÍTULO UM
Guerra na Georgia -- Putin deixa cair uma bomba 
Armas de Agosto e Um Desses Números Engraçados


CONVITE PARA A CONVENÇÃO INTERNACIONAL
DO 70º ANIVERSÁRIO DA NATO


Monday, February 11, 2019

PT -- Manlio Dinucci -- A Arte da Guerra -- UCRÂNIA, A NATO NA CONSTITUIÇÃO


 

A Arte da Guerra
Ucrânia, a NATO na Constituição


No dia seguinte à assinatura do protocolo de adesão da Macedónia do Norte à NATO, como 30º membro, a Ucrânia efectuou um acto sem precedentes: incluiu na Constituição o compromisso de entrar oficialmente na NATO e, ao mesmo tempo, na União Europeia.

Em 7 de Fevereiro, por sugestão do Presidente Petro Poroshenko - o oligarca enriquecido com o saque de propriedades do Estado, que se recandidata à presidência - o parlamento de Kiev aprovou (com 334 votos contra 35 e 16 abstenções), neste sentido, as emendas da Constituição .

O Preâmbulo enuncia “o rumo irreversível da Ucrânia para a integração euro-atlântica”; os Artigos 85 e 116 decretam que a tarefa fundamental do Parlamento e do Governo é "obter a plena adesão da Ucrânia à NATO e à União Europeia”; o Artigo 102 estabelece que “o Presidente da Ucrânia é o responsável do curso estratégico do Estado para obter a adesão plena à NATO e à União Europeia”.

A inclusão na Constituição ucraniana do compromisso de entrar oficialmente na NATO, envolve consequências gravíssimas:

Ø  No plano interno, vincula a essa escolha o futuro da Ucrânia, excluindo qualquer alternativa e proíbe, efectivamente, qualquer partido ou pessoa que se oponha ao “curso estratégico do Estado”. Já hoje, a Comissão Eleitoral Central impede Petro Simonenko, membro do PC da Ucrânia, de participar nas eleições presidenciais de Março.

O mérito de ter introduzido na Constituição o compromisso de fazer entrar oficialmente a Ucrânia na NATO vai, em particular, para o Presidente do Parlamento, Andriy Parubiy[1].Co-fundador do Partido Nacional Socialista Ucraniano, em 1991, segundo o modelo do Partido Nacional Socialista de Adolf Hitler; chefe das formações paramilitares neonazis, usadas em 2014 no putsch da Piazza Maidan, sob orientação USA/NATO, e no massacre de Odessa[2];; Chefe do Conselho da Defesa e Segurança Nacional que, com o Batalhão Azov [3] e outras unidades neonazis, ataca civis ucranianos de nacionalidade russa, na parte oriental do país e com esquadrões violentos, efectua espancamentos ferozes, devastação de sedes de partidos políticos e queima de pilhas de livros em perfeito estilo nazi.

Ø  No plano internacional, deve ter-se em conta que a Ucrânia já está na NATO, da qual é um país parceiro: por exemplo, o batalhão Azov, cuja marca nazi é representada pelo emblema da SS Das Reich, foi transformado num regimento de operações especiais, dotado de veículos blindados e treinado por instrutores norte-americanos da 173ª Divisão Aerotransportada, transferidos de Vicenza (Itália) para a Ucrânia, apoiado por outros da NATO.

Visto que a Rússia é acusada pela NATO de ter anexado ilegalmente a Crimeia e de concretizar acções militares contra a Ucrânia, se ela entrasse oficialmente na NATO, os outros 30 membros da Aliança, de acordo com o Art. 5, deveriam “ajudar a parte atacada, iniciando a acção considerada necessária, incluindo o uso da força armada". Por outras palavras, eles deveriam travar uma guerra contra a Rússia.

Sobre estas implicações perigosas da modificação da Constituição ucraniana – por trás das quais existe, de certeza, a rapina dos estrategas USA/NATO - caiu sobre a Europa, o silêncio político e mediático.

Também está em silêncio, o Parlamento italiano que, em 2017, concordou com um memorando de entendimento com o Parlamento ucraniano, assinado por Laura Boldrini e Andriy Parubiy, reforçando a cooperação entre a República Italiana - a qual nasceu da Resistência contra o nazi-fascismo - e um regime que criou na Ucrânia, uma situação análoga àquela que levou ao advento do fascismo nos anos Vinte e do nazismo nos anos Trinta.


[1] “Quem são os nazis no governo ucraniano?”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 5 de Março de 2014.
[2] « Crime à Odessa », par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 6 mai 2014.

[3] « Des néonazis en Ukraine ? Si vous en doutiez encore…», Réseau Voltaire, 16 septembre 2014.

il manifesto, 12 de Fevereiro de 2019



CONVITE PARA A CONVENÇÃO INTERNACIONAL
DO 70º ANIVERSÁRIO DA NATO






NO WAR NO NATO
ASSINA ESTA PETIÇÃO
Manlio Dinucci
Geógrafo e geopolitólogo. Livros mais recentes: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018.

Friday, February 8, 2019

PT -- CONVITE PARA A CONVENÇÃO INTERNACIONAL DO 70º ANIVERSÁRIO DA NATO



CONVITE PARA A CONVENÇÃO INTERNACIONAL

DO 70º ANIVERSÁRIO DA NATO




Conscientes da crescente perigosidade da situação mundial, do drama dos conflitos em curso, da aceleração da crise, acreditamos que é necessário fazer compreender, à opinião pública e aos Parlamentos, o risco existente de uma grande guerra.

Não seria de forma alguma semelhante às guerras mundiais que a precederam e, com o uso de armas nucleares e outras armas de destruição em massa, colocaria em risco a própria existência da Humanidade e do Planeta Terra, o Lar Comum em que vivemos.
.
O perigo nunca foi tão grande e tão próximo. Não podemos arriscar, devemos multiplicar os nossos esforços para sair do sistema de guerra.


O que vamos discutir na
 Convenção Internacional


OS 70 ANOS DA NATO/OTAN:
QUAL É O BALANÇO HISTÓRICO?
SAIR DO SISTEMA DE GUERRA, AGORA.

Florença, Domingo, 7 de Abril de 2019

CINEMA TEATRO ODEON
Piazza Strozzi
HORÁRIO: 
DAS 10:15 ÀS 18:00 h


Entre os oradores:

Michel Chossudovsky, Director do Centre for Research on Globalization (Global Research, Canadá).

Gino Strada, fundador de Emergency.

Alex Zanotelli, missionário comboniano.

Franco Cardini, Historiador.

General Fabio Mini.

Tommaso Di Francesco, co-Director de il manifesto.

Giulietto Chiesa, Director da Pandora TV.
.
Manlio Dinucci, jornalista.


PROJECÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO E MENSAGENS
ATRAVÉS DE VÍDEOS

MICROFONE ABERTO AO PÚBLICO
PARA CONCLUSÕES

Promotores:


ASSOCIAÇÃO PARA UM MUNDO SEM GUERRA
Comissão No Guerra No NATO/Global Research
em colaboração com
Pax Christi Itália, Comissão de Justiça e Paz dos Missionários Combonianos, Rivista/Sito Marx21, Secção Italiana da WILPF (Liga Internacional das Mulheres pela Paz e Liberdade), Mesa para a Paz do Val di Cecina e outras associações cuja adesão está em andamento.



PARA PARTICIPAR NO CONGRESSO (ENTRADA LIVRE)
É NECESSÁRIO FAZER A RESERVA POR E-MAIL OU TELEFONE
O SEU NOME E LUGAR DE RESIDÊNCIA PARA:
Giuseppe Padovano
Coordenador Nacional do CNGNN
Telemóvel/Celular: 393 998 3462

Monday, February 4, 2019

PT -- Manlio Dinucci -- "A Arte da Guerra" -- Washington, a razão da força


A Arte da Guerra 
Washington, a razão da força
Manlio Dinucci

FRANÇAIS ITALIANO 


Há duas semanas, Washington proclamou Presidente da Venezuela, Juan Guaidò, apesar de ele nem sequer ter participado nas eleições presidenciais e declarou ilegítimo, o Presidente Maduro, juridicamente eleito, anunciando a sua deportação para Guantánamo.

Na semana passada, anunciou a suspensão USA do Tratado INF, atribuindo a responsabilidade à Rússia e, assim, abriu uma fase ainda mais perigosa da corrida aos armamentos nucleares.

Esta semana, Washington dá mais um passo: amanhã, 6 de Fevereiro, a NATO sob comando USA, expande-se ainda mais, com a assinatura do protocolo de adesão da Macedónia do Norte, como seu 30º membro.

Não sabemos que outro passo Washington dará na próxima semana, mas sabemos qual é a direcção: uma sucessão cada vez mais rápida de acções de força com as quais os USA e outras potências ocidentais tentam manter o domínio unipolar, num mundo que se está a tornar multipolar. Essa estratégia - expressão não de força, mas de fraqueza, todavia não menos perigosa - espezinha as normas mais elementares do Direito Internacional.

Facto exemplificador é o lançamento de novas sanções USA contra a Venezuela, com o “congelamento” de activos de 7 biliões de dólares pertencentes à estatal petrolífera, com o objectivo declarado de impedir a Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do mundo, de exportar petróleo. 

A Venezuela, além de ser um dos sete países do mundo com reservas de coltan, também é rica em ouro, com reservas estimadas em mais de 15 mil toneladas, usadas pelo Estado para adquirir moeda de reserva e comprar produtos farmacêuticos, alimentares e outros géneros de primeira necessidade. Por esta razão, o Departamento do Tesouro USA, juntamente com os ministros das Finanças e com os governadores dos Bancos Centrais da União Europeia e do Japão, concretizaram uma operação secreta de “expropriação internacional” (documentada pelo ‘Il Sole 24 Ore’).

Apreendeu: 31 toneladas de lingotes de ouro pertencentes ao Estado venezuelano:

Ø  14 toneladas depositadas no Banco da Inglaterra, 

Ø  17 toneladas transferidas para este banco, pelo Deutsche Bank alemão, que as havia prometido como garantia de um empréstimo, totalmente reembolsado pela Venezuela em moeda de reserva.

Uma rapina, verdadeira e oportuna, ao estilo da que, em 2011, levou ao “congelamento” de 150 biliões de dólares dos fundos soberanos da Líbia (agora em grande parte desaparecidos), com a diferença de que, esta contra o ouro venezuelano, foi levada a cabo secretamente. O objectivo é o mesmo: estrangular economicamente o Estado alvo a fim de acelerar o seu colapso, fomentar a oposição interna e, se não for suficiente, atacá-lo militarmente, do exterior.

Com o mesmo desrespeito pelas regras mais elementares de conduta nas relações internacionais, os Estados Unidos e os seus aliados acusam a Rússia de violar o Tratado INF, sem apresentar provas, enquanto ignoram as fotos de satélite divulgadas por Moscovo, que provam que os Estados Unidos começaram a preparar a produção de mísseis nucleares proibidos pelo Tratado, numa fábrica da Raytheon, dois anos antes de acusarem a Rússia de violar o Tratado.

Finalmente, no que diz respeito ao novo alargamento da NATO, que será ratificado amanhã, deve recordar-se que, em 1990, na véspera da dissolução do Pacto de Varsóvia, o Secretário de Estado dos EUA, James Baker, assegurou ao Presidente da URSS, Mikhail Gorbachev, que “a NATO não se estenderá, nem uma polegada para Leste». Em vinte anos, depois de ter demolido com a guerra, a Federação Jugoslava, a NATO aumentou de 16 para 30 países, expandindo-se cada vez mais para Leste, em direcção à Rússia.


il manifesto, 05 de Fevereiro de 2019


O Direito Internacional acata certos princípios reconhecidos pela generalidade dos Estados nacionais como obrigatórios, desde os de fundamento lógico, como o nemo plus iuris, até os de natureza estritamente internacional, como o da autodeterminação dos povos.

São considerados princípios gerais de Direito, entre outros:

·         princípio da não-agressão;
·         princípio da solução pacífica de controvérsias;
·         princípio da autodeterminação dos povos;
·         princípio da coexistência pacífica;
·         princípio da continuidade do Estado;
·         princípio da boa fé;
·         princípio da obrigação de reparar o dano;
·         pacta sunt servanda (os acordos devem ser cumpridos);
·         lex posterior derogat priori (a lei posterior derroga a anterior);
·       nemo plus iuris transferre potest quam ipse habet (ninguém pode transferir mais do que possui).

NO WAR NO NATO
ASSINA ESTA PETIÇÃO



Manlio Dinucci
Geógrafo e geopolitólogo. Livros mais recentes: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018.

Friday, February 1, 2019

PT -- Manlio Dinucci -- A DESTRUIÇÃO USA DO TRATADO INF E A CUMPLICIDADE EUROPEIA


Resultado de imagem para pictures of The collapse of the INF Treaty  announced yesterda by Mike Pompeo 

A destruição USA do Tratado INF e a cumplicidade europeia
Manlio Dinucci

ITALIANO  


A “suspensão” do Tratado INF, anunciada ontem pelo Secretário de Estado, Mike Pompeo,  inicia a contagem decrescente  que, dentro de seis meses, irá levar os Estados Unidos a sair definitivamente do Tratado. No entanto, já a partir de hoje,  os EUA consideram-se desobrigados e aptos a testar e a instalar armas da categoria proibida pelo Tratado: mísseis nucleares de alcance intermédio (entre 500 e 5500 km), com base em terra.

Pertenciam a esta categoria os mísseis nucleares instalados  na Europa nos anos 80: os mísseis balísticos Pershing II, implantados pelos Estados Unidos na Alemanha Ocidental e os de cruzeiro, lançados do solo, domiciliados pelos Estados Unidos na Grã-Bretanha, Itália, Alemanha Ocidental, Bélgica e Holanda, com o pretexto de defender os aliados europeus dos mísseis balísticos SS-20, colocados pela União Soviética no seu território. O Tratado sobre Forças Nucleares Intermédias, assinado em 1987 pelos Presidentes Gorbachev e Reagan, eliminou todos os mísseis desta categoria, incluindo os que estavam instalados em Comiso.

O Tratado INF foi posto em discussão por Washington, quando os Estados Unidos viram  diminuir a sua vantagem estratégica sobre a Rússia e sobre a China. Em 2014, a Administração Obama, sem exibir qualquer prova, acusou a Rússia de ter experimentado um míssil de cruzeiro (9M729) da categoria proibida pelo Tratado e, em 2015, anunciou que “em face da violação do Tratado INF pelo Rússia, os Estados Unidos estão considerando a colocação de mísseis terrestres na Europa”. O plano foi confirmado pela Administração Trump: em 2018, o Congresso autorizou o financiamento de “um programa de pesquisa e desenvolvimento de um míssil de cruzeiro lançado do solo por uma plataforma móvel em estrada”. Por seu lado, Moscovo negou que o seu míssil de cruzeiro violasse o Tratado e, por sua vez, acusou Washington de ter instalado mísseis interceptadores (os do “escudo”) na Polónia e na Roménia, que podem ser usados ​​para lançar mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares.

Neste contexto, deve ter-se em conta o factor geográfico: enquanto um míssil nuclear de alcance intermedio, instalado na Europa, pode atingir Moscovo, um míssil semelhante, colocado pela Rússia no seu território, pode atingir as capitais europeias, mas nunca Washington. Invertendo o cenário, é como se a Rússia dispusesse os seus mísseis nucleares de alcance intermédio no México.

O plano USA de abandonar o Tratado INF foi totalmente apoiado pelos aliados europeus da NATO. O Conselho do Atlântico Norte declarou, em 4 de Dezembro de 2018, que “o Tratado INF está em perigo devido às acções da Rússia”, acusada de estabelecer “um sistema de mísseis desestabilizadores". O próprio Conselho do Atlântico Norte declarou em 01 de Fevereiro, “o seu apoio total à acção dos EUA de suspender as suas obrigações a respeito do Tratado INF  e intimou  a Rússia a “empregar os seis meses restantes para regressar ao pleno cumprimento do Tratado”.

Para a ruína do Tratado INF também contribuiu a União Europeia que, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 21 de Dezembro de 2018, votou contra a resolução apresentada pela Rússia sobre a “Preservação e observância do Tratado INF”, rejeitada por 46 votos. contra 43 e 78 abstenções. A União Europeia - da qual 21 dos 27 membros fazem parte da NATO (como faz parte a Grã-Bretanha, de saída da UE) – alinhou-se completamente com a posição da NATO que, por sua vez, se alinhou com a dos Estados Unidos. Portanto, na realidade, a União Europeia também deu luz verde à possível instalação de novos mísseis nucleares USA, na Europa, incluso, em Itália.

Numa questão de tamanha importância, o Governo Conte, como os precedentes,  alinhou-se quer com a NATO, quer com a União Europeia. E de todo o arco político não se ergueu uma única voz a pedir que fosse o Parlamento a decidir como votar na ONU, sobre o Tratado INF. Nem no Parlamento se elevou nenhuma voz a exigir que a Itália observe o Tratado de Não-Proliferação e adira ao Tratado da ONU sobre a Proibição das Armas Nucleares, exigindo aos USA, que retirem do nosso território nacional, as bombas nucleares B61 e não instalem, a partir da primeira metade de 2020, as ainda mais perigosas bombas B61-12. Tendo no seu território, armas nucleares e instalações estratégicas USA, como  o MUOS  e o JTAGS   na Sicília, a Itália está exposta a perigos crescentes como base avançada das forças nucleares USA e, portanto, como alvo das forças russas. Um míssil balístico nuclear de alcance intermédio, para atingir o alvo, leva de 6 a 11 minutos. Um bom exemplo de defesa da nossa soberania (consagrada na Constituição) e da nossa segurança, é aquele que o Governo garante, ao bloquear a porta aos imigrantes, mas escancará-la às armas nucleares USA.

il manifesto, 02 de Fevereiro de 2019


NO WAR NO NATO


Italia e Ue votano per i missili Usa in Europa

(EN/CH/FR/PT/RO/SP/NL/DE/NO/RU/HR/CZ/PO/SV/JP/FN)

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Manlio Dinucci
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Monday, January 28, 2019

PT -- Manlio Dinucci -- A Arte da Guerra -- Venezuela, o golpe do 'Estado Profundo'

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A Arte da Guerra
Venezuela, o golpe do 'Estado Profundo' 
Manlio Dinucci

  FRANÇAIS   ITALIANO



O anúncio do Presidente Trump, que reconhece Juan Guaidó “presidente legítimo” da Venezuela, foi preparado numa cabine de direcção subterrânea, no interior do Congresso e da Casa Branca. Descreve detalhadamente o ‘New York Times’ (26 de Janeiro). O operador principal é o Senador republicano, Marco Rubio, da Flórida, “Secretário Virtual de Estado para a América Latina, que orienta e articula a estratégia da Administração na região”, ligado ao Vice Presidente, Mike Pence, e ao Conselheiro da Segurança Nacional, John Bolton. No dia 22 de Janeiro, na Casa Branca, os três apresentaram o seu plano ao Presidente, que o aceitou.
Logo a seguir - relata o ‘New York Times’ - «O Snr. Pence ligou para Guaidó e disse-lhe que os Estados Unidos o teriam apoiado se ele tivesse reclamado a presidência”. A seguir, o Vice Presidente Pence, transmitiu para a Venezuela uma mensagem de vídeo em que aliciava os manifestantes a “fazer com que a vossa voz seja ouvida amanhã” e assegurava “em nome do Presidente Trump e do povo americano: Estamos com ustedes, estamos convosco até que seja restaurada a democracia”, definindo Maduro como “um ditador que jamais conseguiu a presidência em eleições livres”.
No dia seguinte, Trump proclamou oficialmente Guaidó, “Presidente da Venezuela”, apesar do mesmo não ter participado nas eleições presidenciais de Maio 2018 as quais, boicotadas pela oposição que sabia que iria perdê-las, decretaram a vitória de Maduro, com a supervisão de muitos observadores internacionais. Esses bastidores revelam que as decisões políticas são tomadas nos EUA, principalmente, pelo “Estado Profundo”, centro subterrâneo do poder real mantido pelas oligarquias económicas, financeiras e militares. São estes que decidiram convulsionar o Estado venezuelano, que possui, além de grandes reservas de minerais preciosos, as maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 biliões de barris, seis vezes superiores às dos Estados Unidos.
Para evitar o endurecimento das sanções, que impedem a Venezuela de arrecadar os dólares da venda de petróleo aos Estados Unidos, Caracas decidiu cotar o preço das vendas de petróleo não em dólares, mas em yuan chineses. Um movimento que põe em perigo o poder excessivo dos petrodólares. Daí a decisão das oligarquias norte-americanas de acelerar o calendário para sublevar o Estado venezuelano e aproveitar a sua riqueza petrolífera, não imediatamente necessária aos EUA como fonte energética, mas como instrumento estratégico de controlo do mercado mundial de energia em função anti-Rússia e anti-China.
Para este fim, através de sanções e de sabotagem, foi agravada, na Venezuela, a escassez de bens de primeira necessidade para alimentar o descontentamento popular. Ao mesmo tempo, foi intensificada a penetração de “organizações não governamentais USA: por exemplo, o ‘National Endowment for Democracy’ que financiou, durante um ano, na Venezuela, mais de 40 projectos sobre a “defesa dos direitos humanos e da democracia”, cada um com dezenas ou centenas de milhares de dólares.
Visto que o governo continua a deter o apoio da maioria, está certamente em preparação, uma grande provocação para desencadear no interior do país uma guerra civil e abrir caminho para a intervenção externa. Cumplice, a União Europeia, que após ter bloqueado na Bélgica, 1.2 biliões de dólares de fundos estatais venezuelanos, lança um ultimato em Caracas (com o acordo do governo italiano) para novas eleições.  Iria supervisioná-las, a própria Federica Mogherini que, no ano passado, recusou o convite de Maduro para fiscalizar as eleições presidenciais.
il manifesto, 29  de Janeiro de 2019

NO WAR NO NATO
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https://www.pandoratv.it/category/opinioni/manlio-dinucci-opinioni/


Manlio Dinucci
Geógrafo e geopolitólogo. Livros mais recentes: Laboratorio di geografia, Zanichelli 2014 ; Diario di viaggio, Zanichelli 2017 ; L’arte della guerra / Annali della strategia Usa/Nato 1990-2016, Zambon 2016, Guerra Nucleare. Il Giorno Prima 2017; Diario di guerra Asterios Editores 2018.

assange



At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

xmas





the way we live

MAN


THE ENTIRE 14:02' INTERVIEW IS AVAILABLE AT

RC



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BJ 2 FEV


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BENJAMIN FULFORD -- jan 19





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